D&D4 - o role-playing é opcional?

Venha trocar idéias sobre os mais variados sistemas de RPG e seus cenários.

Moderador: Moderadores

D&D4 - o role-playing é opcional?

Mensagempor juma em 04 Jun 2008, 00:46

Sampaio escreveu:Eu tenho asco de miniaturas. E realmente acho que atrapalham mais que ajudam.
Ajudam só no sentido tático, e olhe lá, já que isso pode ser facilmente explicado pelo Mestre ou desenhado em segundos numa folha quadriculada.


Devo dizer que as aventuras das quais participei ficaram muito mais ágeis (e divertidas) quando o mestre deixou de fazer os desenhos na folha quadriculada e passou a usar o mapa quadriculado com aqueles quadradinhos de papelão do Campo de Batalha, um suplemento que a Jambô lançou há uns anos atrás.

Mas agora uma curiosidade: ajudam só no sentido tático? Qual seria a outra utilização? (essa é a única que usávamos e não vejo nenhuma outra).
Avatar do usuário
juma
 
Mensagens: 1397
Registrado em: 25 Ago 2007, 00:10
Localização: Buracaju - SE

D&D4 - o role-playing é opcional?

Mensagempor Eltor Macnol em 04 Jun 2008, 02:12

Pois é, também não entendo que implicância é essa com as miniaturas. É óbvio que elas estão ali só pra facilitar a parte tática do combate, o que mais esperavam? E de que forma saber a posição relativa de cada participante da batalha por acaso atrapalharia qualquer outro aspecto do jogo?

O único inconveniente que elas trazem é um pouquinho de trabalho extra pra separar e guardar junto com os dados aquelas peças de ludo/xadrez/banco imobiliário/botões/desenhos impressos ou o que quer que seja que você usa pra representar os personagens no quadriculado. Até mesmo os bonequinhos de miniaturas oficiais mesmo, se for chegado nisso. O que não é meu caso.
ImagemImagem Gmail/gtalk/MSN: gilnei.nh ahoba gmail.com
Imagem@Macnol ImagemFacebook ImagemGoogle Reader
Imagem
Avatar do usuário
Eltor Macnol
Administrador
 
Mensagens: 6691
Registrado em: 17 Ago 2007, 17:42
Localização: Novo Hamburgo - RS
Twitter: http://twitter.com/Macnol

D&D4 - o role-playing é opcional?

Mensagempor AKImeru em 04 Jun 2008, 02:48

Sampaio, eu peço desculpas por não responder seus argumentos. É que eu li isso:

Só para os pouco dotados intelectualmente.


E percebi que todo o seu post era apenas uma masturbação mental. Eu ri e mudei de tópico. Até mais!
Avatar do usuário
AKImeru
Coordenador da seção de Card Games, Wargames e Miniaturas
 
Mensagens: 5972
Registrado em: 25 Ago 2007, 00:54

D&D4 - o role-playing é opcional?

Mensagempor Testament em 04 Jun 2008, 10:36

Sampaio escreveu:
Sim, pois nada atrapalha mais a imaginação de uma cena que representá-la com miniaturas!


Porque atrapalha a imaginação? Da maneira que tu fala, a única coisa que tu consegue fazer é viver no mundo da Imaginação!!

Eu tenho asco de miniaturas. E realmente acho que atrapalham mais que ajudam.
Ajudam só no sentido tático, e olhe lá, já que isso pode ser facilmente explicado pelo Mestre ou desenhado em segundos numa folha quadriculada.
E atrapalha vc imaginando a dinâmica de uma cena de ação, e ver vc em uma quadradozinho atacando. Remete aos jogos de tabuleiros.
Fora que existe um CUSTO nisso. Mais uma forma de ganharem dinheiro nosso! ;)
Mas vcs acham ótimo né?


Se o cara quer "imaginar" o personagem dele fazendo um duplo twist carpado, com mais meia bicicleta e um parafuso pra atacar, não vai ser o tabuleiro e a miniatura que vão atrapalhar! OU tu acha que o cérebro trava quando vê uma miniatura na mesa??
E outra, se EU trabalho e EU tenho grana pra gastar, e tô afim de gastar com miniaturas, sim, eu acho ótimo, quer dizer, EU ACHO MARAVILHOSO!!

Acontece que diversão não é só combate ou obstáculos diretos. Só para os pouco dotados intelectualmente.
Mas qualquer pessoa capaz de abstrair um pouco sabe que diversão também é gozar do prazer de imergir-se num cenário rico, vivo, interativo e dinâmico, e isso é muito mais construido pelos momentos fora-encontros do que nos encontros, com a mecanicidade das regras e a aleatoriedade dos dados.


O que tem a ver meu intelecto com tipo de diversão que eu gosto??
Se EU curto um estilo mais pancadaria, quer dizer que EU sou burro?? :queixo:
Acho que eu devo ser um dos mais burros daqui então.... :sobrancelha:
Pela madrugada(não é contigo, Madruga!!)!!
Cara, se tu quer apenas interpretar, vai fazer TEATRO, e não jogar RPG!!


Não.
Mais dinheiro não quer dizer MELHOR.

Alguem aqui que faz Administração ou Economia de certo já leu Controle de Qualidade Total, do Falconi.
Em um determinado momento do livro ele apenas evidência em fatos o que já era óbvio: mais importante do que conquistar um novo escopo de clientes, é mante-lo. O dinheiro deles tem uma condição: agrada-los.
E advinhe: não vamos pegar o dinheiro dos viciados em MMORPGs e transformar esse dnheiro num lindo jogo dinãmico, relativo e interpretativo. Vamos é nos aproximar cada vez mais dos MMORPGs..



Mais uma vez eu digo, se tu não gosta desse sistema, larga de mão!
Pra mim tá ótimo, e eu concordo com o Cebolituz!! Se vierem os jogadores MMORPGS, eu vou ficar contente, mais jogadores vão surgir, a WoTC vai ficar contente, e a amplitude do RPG tende a crescer!!
Ninguém aqui é criança, e sabe muito bem que o que a WoTC quer mesmo é grana!!! E por isso eles tão ajustando o sistema pra ficar cada vez mais redondo e dinâmico pros jogadores, baseado no que os jogadores querem!!

Ah, a nova edição é voltada só pra combate, e pouca interpretação??
Acontece que diversão não é só combate ou obstáculos diretos. Só para os pouco dotados intelectualmente.

Acho que a grande maioria dos jogadores do mundo é de intelecto inferior então...

"A Morte pode ser o fim pra Você, mas é apenas o começo para Mim!"

Imagem

Imagem

Imagem

Imagem
Avatar do usuário
Testament
 
Mensagens: 60
Registrado em: 20 Mar 2008, 09:54
Localização: Porto Alegre, RS

D&D4 - o role-playing é opcional?

Mensagempor Torneco em 04 Jun 2008, 10:48

Outra coisa, trocar interpretação por teste de perícia na minha opinião é errado. As vezes um personagem não tem nenhuma habilidade social mas o jogador interpreta de um jeito que o mestre acha legal e ele é bem sucedido no teste, aí o jogador mais tímido e com diplomacia alta na mesa não consegue desenvolver uma fala legal e é penalizado por isso.
Avatar do usuário
Torneco
 
Mensagens: 1976
Registrado em: 25 Ago 2007, 14:23

D&D4 - o role-playing é opcional?

Mensagempor Styker em 04 Jun 2008, 11:18

Torneco escreveu:Outra coisa, trocar interpretação por teste de perícia na minha opinião é errado. As vezes um personagem não tem nenhuma habilidade social mas o jogador interpreta de um jeito que o mestre acha legal e ele é bem sucedido no teste, aí o jogador mais tímido e com diplomacia alta na mesa não consegue desenvolver uma fala legal e é penalizado por isso.


Concordo com o Torneco, se o jogador for um cara fortão e etc e jogar de mago com for 8 voce nao vai permitir que ele levante um bloco de pedra por causa do jogador... uma coisa sao as habilidades do player e outra as do personagem.
Imagem
Homens de Verdade não precisam de justificativa para matar coisas – a necessidade é óbvia.
Avatar do usuário
Styker
 
Mensagens: 696
Registrado em: 25 Ago 2007, 01:30
Localização: Campina Grande - PB

D&D4 - o role-playing é opcional?

Mensagempor Hermes em 04 Jun 2008, 11:48

Para mim nada muda, já conduzo aventuras assim a tempos. Encontros que tenham significado e importancia são tratados com destaque, coisas sem importancia como entrar em cidades, viajar, comprar mantimentos (em uma campanha em que não haja problemas em obte-los) são consideradas atividades triviais portanto nas quais não precisamos nos ater demais. Acho muito válido fazer isso, evita-se assim as partes entediantes da aventura onde você não faz nada significativo ou que tenha qualquer importância. A palavra enroleplay realmente vem a mente quando falamos nisso, não me escapa a imagem dos mestres que não sabem exatamente para onde querem conduzir a aventura e ficam criando encontros não importantes para encher o tempo entre uma ação e outra.

Miniaturas são uma ferramenta. Elas deixam o jogo mais claro e mais simples de visualizar. Mais fácil de entender o que está ocorrendo dentro do combate. Uso miniaturas a um bom tempo e meus jogadores gostam muito delas. Inclusive um dia que esqueci as miniaturas sentimos muito mais dificuldade de se localizar no combate tático do que normalmente temos.

O fato é que visualizar sua posição relativa aos seus oponentes é muito bom para poder ver o que você tem possibilidade de fazer sem forçar o mestre a tomar centenas de decisões e fazer inúmeras descrições simplesmente para mostrar como estará o cenário.

BTW, usar uma folha quadriculada marcando posições e montando um mapa nada mais é do que usar uma forma alternativa de miniaturas. Tal como usar dados para representar os personagems em um grid ou qualquer coisa deste tipo. Se o que se condena aqui é o uso de miniaturas compre alguns sacos de cereais e faça o seguinte: feijões são os PCs, arroz são os minions, soja podem ser os brutes, grão de bico os mobs elites e uma semente de péssego pode ser usada para representar mobs grandes, se você precisar ser extravagante use uma semente de abacate para mobs huge.

Brincadeiras a parte, combate tático sem uma forma de representação é bem complicado e subjetivo, as miniaturas simplesmente facilitam esse trabalho.
Avatar do usuário
Hermes
 
Mensagens: 198
Registrado em: 05 Dez 2007, 13:13

D&D4 - o role-playing é opcional?

Mensagempor Lune em 04 Jun 2008, 11:54

feijões são os PCs, arroz são os minions, soja podem ser os brutes, grão de bico os mobs elites e uma semente de péssego pode ser usada para representar mobs grandes, se você precisar ser extravagante use uma semente de abacate para mobs huge.

Adorei :rolando:
Imagem

Imagem
Avatar do usuário
Lune
 
Mensagens: 2737
Registrado em: 27 Ago 2007, 18:01
Localização: Brasília - DF

D&D4 - o role-playing é opcional?

Mensagempor juma em 04 Jun 2008, 12:12

Lune escreveu:
feijões são os PCs, arroz são os minions, soja podem ser os brutes, grão de bico os mobs elites e uma semente de péssego pode ser usada para representar mobs grandes, se você precisar ser extravagante use uma semente de abacate para mobs huge.

Adorei :rolando:


Seu intelectualmente pouco dotado :b
Avatar do usuário
juma
 
Mensagens: 1397
Registrado em: 25 Ago 2007, 00:10
Localização: Buracaju - SE

D&D4 - o role-playing é opcional?

Mensagempor Sr. Pichu em 04 Jun 2008, 12:56

[2]

anyway, sobre o "enroleplay" eu só digo uma coisa, já deixei jogadores por um tempo para fazerem algumas atividades sem importância, daí, todo mundo pulou essa parte, E exatamente logo após isso começaram a fazer reclamações de que "ah pq eu não encontro resposta para X, ou ah não tem tempo para descaçar e se curar/pesquizar novas magias" poatz! eu tinha acabado de dar 2 meses de campanha para esse tipo de coisa!
se bem que nada pior do que depois de 3 dungeons (e espaços de tempo de meses entre elas, nos quais os jogadores não fizeram NADA, e isso pq eu tinha dado espaço para eles fazerem o que quizerem) veio a gota da "Ahhh pichu, só tem dungeon, eu tou cansada de dungeon)
"What is profit to a man, if he gains the world but loses his own soul?" (Matthew 16:26)

"É por isso que eu odeio tudo nesse mundo! É por isso que eu odeio a segunda lei da Termodinâmica" (Desty Nova)
Avatar do usuário
Sr. Pichu
 
Mensagens: 5380
Registrado em: 25 Ago 2007, 14:36
Localização: Sampa/Bauru

D&D4 - o role-playing é opcional?

Mensagempor AKImeru em 04 Jun 2008, 13:38

Outra coisa, trocar interpretação por teste de perícia na minha opinião é errado. As vezes um personagem não tem nenhuma habilidade social mas o jogador interpreta de um jeito que o mestre acha legal e ele é bem sucedido no teste, aí o jogador mais tímido e com diplomacia alta na mesa não consegue desenvolver uma fala legal e é penalizado por isso


Auxiliar é uma palavra drasticamente diferente de "subistituir".
Avatar do usuário
AKImeru
Coordenador da seção de Card Games, Wargames e Miniaturas
 
Mensagens: 5972
Registrado em: 25 Ago 2007, 00:54

D&D4 - o role-playing é opcional?

Mensagempor Faerunian em 04 Jun 2008, 13:53

Sobre "enroleplay":

Eu gosto de jogar e mestrar o meio termo. Exemplificando...

Os PJs precisam viajar de uma cidade à outra, o que, em condições adequadas, levaria 10 dias. Durante essa viagem está previsto um encontro "importante" para a estória. Se durante essa viagem eu parar para narrar apenas esse encontro, fica óbvio para os jogadores (não os PJs) que acontecerá alguma coisa e que isso faz parte do plot principal. Perco totalmente o tesão quando não há essa surpresa; quando já é dado de mão beijada para os PJs o caminho a seguir. Quando estou jogando e isso acontece, parece que o mestre só pensou naquilo, e que estou sendo "puxado" enredo afora.

Em contrapartida, descrever em detalhes todos os 10 dias da viagem seria chato, cansativo e demorado. (talvez não 10, mas e se fosse uma viagem de 30 dias?)

Agora se em uma viagem de 10 dias, eu parar para descrever 2 ou 3 dias/encontros, os jogadores não saberão claramente qual é o tal encontro importante para a estória central; além de dar a chance de testar a motivação dos PJs e ver se eles estão focados na "missão", e explorar, ainda mais, a construção do personagem. Quando estou jogando e o mestre faz desse jeito, me sinto desafiado, tenho que pensar "uhm, será que se eu agir assim nessa situação irá facilitar aquilo que é a minha missão?".

---------------------------------------------------------------------------

Sobre miniaturas:

Eu gosto e uso para combates. Inclusive mandei cortar e lapidar um pedaço de vidro de 25cm x 35cm, no qual posso desenhar com uma caneta para quadro branco/laminado e apagar até com o dedo; sem contar que posso colocar um papel quadriculado ou não embaixo do vidro para facilitar ainda mais. Eu e meu grupo testamos isso na última sessão e foi excelente. Usamos o vidro não só para combate, mas para desenhar qualquer coisa que facilite a visualização.

E esse tamanho é o ideal, pois dá pra levar na mochila e é grande o suficiente para comportar quadriculados com aresta razoável.
Imagem
_________________________________________
"The guy doesn't wanna talk? Lets rough him up."
http://twitter.com/fabriciotav
Avatar do usuário
Faerunian
 
Mensagens: 333
Registrado em: 25 Ago 2007, 03:10
Localização: BelÔrizonte

D&D4 - o role-playing é opcional?

Mensagempor Sampaio em 05 Jun 2008, 01:53

Tudo bem que eu mal tinha começado minhas críticas, mas abrirei o parentêse para responde-los:

Eu não vejo nada de tosco neles. Pelo menos nos tieflings não, mas eu prefiro considerar os tiefling menos demoniacos que os apresentados no LdJ. Algo como os tielfing da 3e.


Se fossem iguais os da 3a edição seriam mais interessante mesmo.
Mas estes parecem o Mefistófeles, o dêmoniozão do filme A Lenda ou qualquer outro demônio exagerado e muito estranho de se ver, mesmo num jogo de fantasia.

Lembre-se que encontros são momentos chaves da campanha, não apenas a aparição de inimigos.


Sim, é o que eu falo da objetividade.

Sobre as miniaturas: realmente elas tiram um pouco da imaginação da batalha, por outro lado fica mais claro de ver o que está acontecendo. Se faz mais bem do que mal eu sei lá, mas acho que o meu grupo prefere usar.


Pois então, o meu não (nem eu), e daí?

So sorry.

A questão é que não deveria ser "so sorry", simplesmente não deveria ser obrigatório. Não sou o único que não gosta, não sou o único que tem certeza que colocar isso como obrigatório é uma maneira excessivamente agressiva e inflexível de empurrar mais produtos, etc.

"Ei, toda empresa visa o lucro".

Claro, mas se sua sorveteria passar a cobrar 5 reais pela casquinha do sorvete e disser "ei, vc pode comer o sorvete na mão se não quiser, ou arrumar um prato, um cone, trazer uma tigela de casa ou comprar um biscoito Bauduco e comer. Não estamos te obrigando a nada".
99% dos consumidores simplesmente mudariam de sorveteria, por considerar um abuso.

Ora bolas, claro que não é essencial que eu use as miniaturas bonitinhas e tudo mais, posso usar os grãos de feijão já sugeridos ou a meleca do nariz do Alfredo, mas se quero consumir algo, quero direito! E não quero que me obriguem a pagar cada vez mais por isso, comprar mais e mais coisas pra conseguir isso!

A diferença da sorveteria (e qualquer outra empresa que explora consumidores - inclusive governo) para o D&D é que o D&D tomou um caráter xiita, aonde seus adeptos defendem seus dogmas como se criticas a ele fosse destruir tudo aquilo ao qual sã tão emocionalmente apegados.
Freud explica.
Aliás, qualquer imbecil explica, mas nem todo imbecil é capaz de ver.

Concordo com o espírito do que você disse, mas posso dizer que já caí muitas vezes na armadilha oposta: dar tanta liberdade pros jogadores que eles ficam completamente perdidos, sem saber o que fazer para "avançar" a história. Isso é particularmente grave levando em conta que eu mestro principalmente pra iniciantes.


Não é pra tanto. Uma aventura tem um "norte", a questão é ter a liberdade pra sair desse "norte", caso queiram.

Odeio os dragonborn tanto quanto qualquer um nesse tópico, mas esse argumento em particular não cola: imagine Sharn, uma cidade com goblins, kobolds, hobgoblins, shifters, changelings, warforged e todas as raças básicas do livro, fora os halflings com dinossauros. O povo vai entrar em pânico por ver um Tiefling? Improvável. E nem vamos falar de Spelljammer ou algumas áreas de Faerun.


Mas não estou tratando de cidades freak show nem nada do tipo. Trato do tipo de cidade mais comum em muitos dos cenários mais populares de D&D: cidades de maioria humana (ou élfica, ou anã ou halfling), com um pouco das outras raças mais comuns, e muita xeonofobia, diga-se de passagem.
Coincidentemente também, é o tipo de cidade mais comum no cenário "oficial", Greyhawk, o que torna incongruente a idéia de Dragonborns e Tiefliengs fazendo feira no mercado central.

mais críticas à "taverna Star Wars"?
se é prá ter uma porrada de raça, jogável ou não, convivendo ou mesmo guerreando
qual o problema delas aparecerem?
PRECISA se ater às raças clássicas como "boas" e o resto tudo "malvado"?


O que eu disse acima +:
A questão não é existirem, é serem raças básicas, e "comuns" (não tanto quanto humanos, mas acho que vcs entenderam), especialmente como aventureiros.

Por outro lado passar duas horas descrevendo com o vento é suave, como as pedars são duras e como a lua é bela até chegar a tal encontro, por mia poético e "interpretativo" que seja, é chato e sem propósito.


Com certeza. Não vejo aonde disse o contrário.

Engraçado, estas duas raças são as que possuem maior potencial de interpretação e são justam,ente a que as pessoas acham mais toscas, um verdadeiro paradoxo.


Pra começar a coisa que os usuários deste fórum mais bradam é que "não existe potencial de interpretação!", mas curiosamente é um termo bastante usado quando conveniente.

E não vejo aonde está o paradoxo, já que minhas criticas não foram "dragonborns e tieflings são ruins para interpretar", foi mais para "dragonborns e tiefliengs são excessivamente bizarros para serem raças básicas".
Embora claro, basta reler o que apontei, tenha muito mais coisa do que isso.

Aí depende muito de qual é o objetivo principal do consumidor para com o jogo. Eu estou satisfeito porque queria um sistema de batalha mais fácil, intuitivo, um sistema de classes mais equilibrado e um sistema de evolução de personagens mais justo. E se isso melhorou com relação a 4ª edição, estou mais do que satisfeito.


Eu também estou!

Mas o que parece ser difícil de entender é que isso não fecha a edição para as críticas nem anula seus gigantescos defeitos.

Essa crítica vale para todos os outros clientes potenciais para RPG que foram atraídos por outros tipos de RPGs posteriores ao Dungeons & Dragons de 1974. Não se esqueça que se há algo característico em RPG é o fato de ele ser um poço de Zeitgeist, e não sem motivo o Storyteller ( citando o exemplo mais óbvio) fez sucesso ao mesmo tempo que ocorreu a "Onda Gótica" do começo dos anos 90.


Com certeza absoluta. Perfeito até aqui.
Só acrescento que minha critica não dele mudar, mas se essa mudança é benéfica.
Para isso basta ler a parte em que falei do atrofiamento do D&D. Mas comentando a continuação de seu raciocínio:

Se o RPG já se "prostituiu" para trazer um bando de góticos com tendência suicidas ( isso é uma inverdade óbvia ), por que não fazer o mesmo para trazer bitolados de MMORPG que só pensam em grind ( outra inverdade óbvia )?


Aí tem dois problemas enormes de raciocínio:
1o que eu não estou criticando o RPG de modo geral, mas o D&D 4a edição
2o Que Storyteller é um sistema próprio que surgiu convenientemente nesse período e lucrou em cima dele, não um sistema que era de uma maneira e se adaptou.
Não que toda adaptação seja ruim, conforme falei acima, mas estou demonstrando que esta, no caso da 4a edição, é.

Ah, de novo a velha história de que Combate e Roleplay são mutuamente excludentes ? E ainda com refinos de "Conspiração Anti-RPing" ?


De modo algum. Em momento nenhum falo isso.
O que eu aponto é que a tendência é focar-se nas situações mecânicas e excluir as situações dinãmicas. Não que isso já tenha acontecido 100%, claro, mas estou demonstrando a tendência, que vem desde a 3a edição.
A prova é a quantidade de pessoas deste tópico mesmo que concordam que o D&D está tomando os rumos do MMORPG.

Mais dinheiro não quer dizer MELHOR.



E o que seria o "MELHOR" para o RPG? :cool:


O que eu disse, e achei que tinha ficado claro, é que mais dinheiro não qur dizer melhor QUALIDADE. E não me refiro a qualidade de papel, desenhos, miniaturas ou capa de livro em 3d, mas qualidade de idéias.

Mas agora uma curiosidade: ajudam só no sentido tático? Qual seria a outra utilização? (essa é a única que usávamos e não vejo nenhuma outra)


Eu não disse que tinham outra utilização.

Sampaio, eu peço desculpas por não responder seus argumentos. É que eu li isso:

Só para os pouco dotados intelectualmente.



E percebi que todo o seu post era apenas uma masturbação mental. Eu ri e mudei de tópico. Até mais!


Oda, é bem sabido sua aptidão para frases de efeito. Aliás, tenta-as com tanta frequência que é constrangedor.
Essa é mais um exemplo de redução de tudo que disse para algo desagradável de modo que, convenientemente, vc possa ignorar o que exponho. É uma maneira interessante de esconder incapacidade de refutar e ignorância.

E outra, se EU trabalho e EU tenho grana pra gastar, e tô afim de gastar com miniaturas, sim, eu acho ótimo, quer dizer, EU ACHO MARAVILHOSO!!


Este é um exemplo delicioso para o que expus acima, sobre o fã xiita e dogmático.

Esse seu raciocínio já esta refutado acima (se quiser, só pedir que refuto de novo).

O que tem a ver meu intelecto com tipo de diversão que eu gosto??
Se EU curto um estilo mais pancadaria, quer dizer que EU sou burro?? :queixo:


Para responder a isso citarei o próprio trecho que vc usou para fazer esse comentário:

Acontece que diversão não é só combate ou obstáculos diretos. Só para os pouco dotados intelectualmente.
Mas qualquer pessoa capaz de abstrair um pouco sabe que diversão também é gozar do prazer de imergir-se num cenário rico, vivo, interativo e dinâmico, e isso é muito mais construido pelos momentos fora-encontros do que nos encontros, com a mecanicidade das regras e a aleatoriedade dos dados.


Negrito por minha conta.

Ou seja, não disse que alguem é menos dotado intelectualmente pq prefere x ou y, mas de certo é se ela acredita que a única forma de diversão é x ou y.
Portanto, antes do ataque, procure aprimorar sua capacidade de interpretação de texto e leitura.

Cara, se tu quer apenas interpretar, vai fazer TEATRO, e não jogar RPG!!


Reductio.

Em momento algum sequer esbocei algo próximo disso.

Mais uma vez eu digo, se tu não gosta desse sistema, larga de mão!


Se todos fossem iguais a ti, estariamos batendo osso a cabeça um do outro e fugindo da chuva mas cavernas.

Esse mais um exemplo do tipo de raciocínio imbecil que expus acima.
Lembra ou não lembra o lema "Brasil: Ame-o ou Deixe-o!"?

Não cara, não é assim. É importante criticar as coisas que gostamos, para aprimora-las e para mostrar que não engolimos qualquer coisa.

Tá, sei que muitos engolem (ui), mas enfim...
Spell: não somos bonzinhos, somos sinceros!
http://www.spellrpg.com.br/portal/index ... &Itemid=72

Perguntem qualquer coisa lá:
http://www.formspring.me/Pedrohfsampaio
Avatar do usuário
Sampaio
 
Mensagens: 2578
Registrado em: 19 Ago 2007, 21:57
Localização: Perdido

D&D4 - o role-playing é opcional?

Mensagempor Faerunian em 05 Jun 2008, 08:59

Fotos, qualidade VGA =P, do vidro:

SPOILER: EXIBIR
Imagem

Imagem
Imagem
_________________________________________
"The guy doesn't wanna talk? Lets rough him up."
http://twitter.com/fabriciotav
Avatar do usuário
Faerunian
 
Mensagens: 333
Registrado em: 25 Ago 2007, 03:10
Localização: BelÔrizonte

D&D4 - o role-playing é opcional?

Mensagempor Agnelo em 05 Jun 2008, 09:31

muito bom faerunian, mas não tem perigo disso quebrar na tua mochila?
Eu amo você. Você é meu único filho e tenho orgulho de você. Você trouxe à sua mãe e a mim mais alegria do que eu achei que houvesse. Seja bom pra ela e cuide bem dela.

Seja um dos mocinhos. Você tem que ser como John Wayne: Não aguente merda de nenhum idiota e julgue as pessoas pelo que elas são, não pela aparência.

E faça a coisa certa. Você tem que ser um dos mocinhos: Porque já existem Bandidos demais.
Avatar do usuário
Agnelo
 
Mensagens: 3786
Registrado em: 26 Ago 2007, 14:21
Localização: Aqui.

AnteriorPróximo

Voltar para Sistemas e Cenários

Quem está online

Usuários navegando neste fórum: Nenhum usuário registrado e 4 visitantes

cron