Tudo bem que eu mal tinha começado minhas críticas, mas abrirei o parentêse para responde-los:
Eu não vejo nada de tosco neles. Pelo menos nos tieflings não, mas eu prefiro considerar os tiefling menos demoniacos que os apresentados no LdJ. Algo como os tielfing da 3e.
Se fossem iguais os da 3a edição seriam mais interessante mesmo.
Mas estes parecem o Mefistófeles, o dêmoniozão do filme A Lenda ou qualquer outro demônio exagerado e muito estranho de se ver, mesmo num jogo de fantasia.
Lembre-se que encontros são momentos chaves da campanha, não apenas a aparição de inimigos.
Sim, é o que eu falo da objetividade.
Sobre as miniaturas: realmente elas tiram um pouco da imaginação da batalha, por outro lado fica mais claro de ver o que está acontecendo. Se faz mais bem do que mal eu sei lá, mas acho que o meu grupo prefere usar.
Pois então, o meu não (nem eu), e daí?
So sorry.
A questão é que não deveria ser "so sorry", simplesmente não deveria ser obrigatório. Não sou o único que não gosta, não sou o único que tem certeza que colocar isso como obrigatório é uma maneira excessivamente agressiva e inflexível de empurrar mais produtos, etc.
"Ei, toda empresa visa o lucro".
Claro, mas se sua sorveteria passar a cobrar 5 reais pela casquinha do sorvete e disser "ei, vc pode comer o sorvete na mão se não quiser, ou arrumar um prato, um cone, trazer uma tigela de casa ou comprar um biscoito Bauduco e comer. Não estamos te obrigando a nada".
99% dos consumidores simplesmente mudariam de sorveteria, por considerar um abuso.
Ora bolas, claro que não é essencial que eu use as miniaturas bonitinhas e tudo mais, posso usar os grãos de feijão já sugeridos ou a meleca do nariz do Alfredo, mas se quero consumir algo, quero direito! E não quero que me obriguem a pagar cada vez mais por isso, comprar mais e mais coisas pra conseguir isso!
A diferença da sorveteria (e qualquer outra empresa que explora consumidores - inclusive governo) para o D&D é que o D&D tomou um caráter xiita, aonde seus adeptos defendem seus dogmas como se criticas a ele fosse destruir tudo aquilo ao qual sã tão
emocionalmente apegados.
Freud explica.
Aliás, qualquer imbecil explica, mas nem todo imbecil é capaz de ver.
Concordo com o espírito do que você disse, mas posso dizer que já caí muitas vezes na armadilha oposta: dar tanta liberdade pros jogadores que eles ficam completamente perdidos, sem saber o que fazer para "avançar" a história. Isso é particularmente grave levando em conta que eu mestro principalmente pra iniciantes.
Não é pra tanto. Uma aventura tem um "norte", a questão é ter a liberdade pra sair desse "norte", caso queiram.
Odeio os dragonborn tanto quanto qualquer um nesse tópico, mas esse argumento em particular não cola: imagine Sharn, uma cidade com goblins, kobolds, hobgoblins, shifters, changelings, warforged e todas as raças básicas do livro, fora os halflings com dinossauros. O povo vai entrar em pânico por ver um Tiefling? Improvável. E nem vamos falar de Spelljammer ou algumas áreas de Faerun.
Mas não estou tratando de cidades
freak show nem nada do tipo. Trato do tipo de cidade mais comum em muitos dos cenários mais populares de D&D: cidades de maioria humana (ou élfica, ou anã ou halfling), com um pouco das outras raças mais comuns, e muita xeonofobia, diga-se de passagem.
Coincidentemente também, é o tipo de cidade mais comum no cenário "oficial", Greyhawk, o que torna incongruente a idéia de Dragonborns e Tiefliengs fazendo feira no mercado central.
mais críticas à "taverna Star Wars"?
se é prá ter uma porrada de raça, jogável ou não, convivendo ou mesmo guerreando
qual o problema delas aparecerem?
PRECISA se ater às raças clássicas como "boas" e o resto tudo "malvado"?
O que eu disse acima +:
A questão não é existirem, é serem raças básicas, e "comuns" (não tanto quanto humanos, mas acho que vcs entenderam), especialmente como aventureiros.
Por outro lado passar duas horas descrevendo com o vento é suave, como as pedars são duras e como a lua é bela até chegar a tal encontro, por mia poético e "interpretativo" que seja, é chato e sem propósito.
Com certeza. Não vejo aonde disse o contrário.
Engraçado, estas duas raças são as que possuem maior potencial de interpretação e são justam,ente a que as pessoas acham mais toscas, um verdadeiro paradoxo.
Pra começar a coisa que os usuários deste fórum mais bradam é que "não existe
potencial de interpretação!", mas curiosamente é um termo bastante usado quando conveniente.
E não vejo aonde está o paradoxo, já que minhas criticas não foram "dragonborns e tieflings são ruins para interpretar", foi mais para "dragonborns e tiefliengs são excessivamente bizarros para serem raças básicas".
Embora claro, basta reler o que apontei, tenha muito mais coisa do que isso.
Aí depende muito de qual é o objetivo principal do consumidor para com o jogo. Eu estou satisfeito porque queria um sistema de batalha mais fácil, intuitivo, um sistema de classes mais equilibrado e um sistema de evolução de personagens mais justo. E se isso melhorou com relação a 4ª edição, estou mais do que satisfeito.
Eu também estou!
Mas o que parece ser difícil de entender é que isso não fecha a edição para as críticas nem anula seus gigantescos defeitos.
Essa crítica vale para todos os outros clientes potenciais para RPG que foram atraídos por outros tipos de RPGs posteriores ao Dungeons & Dragons de 1974. Não se esqueça que se há algo característico em RPG é o fato de ele ser um poço de Zeitgeist, e não sem motivo o Storyteller ( citando o exemplo mais óbvio) fez sucesso ao mesmo tempo que ocorreu a "Onda Gótica" do começo dos anos 90.
Com certeza absoluta. Perfeito até aqui.
Só acrescento que minha critica não dele
mudar, mas se essa mudança é
benéfica.
Para isso basta ler a parte em que falei do atrofiamento do D&D. Mas comentando a continuação de seu raciocínio:
Se o RPG já se "prostituiu" para trazer um bando de góticos com tendência suicidas ( isso é uma inverdade óbvia ), por que não fazer o mesmo para trazer bitolados de MMORPG que só pensam em grind ( outra inverdade óbvia )?
Aí tem dois problemas enormes de raciocínio:
1o que eu não estou criticando o RPG de modo geral, mas o D&D 4a edição
2o Que Storyteller é um sistema próprio que surgiu convenientemente nesse período e lucrou em cima dele, não um sistema que era de uma maneira e se adaptou.
Não que toda adaptação seja ruim, conforme falei acima, mas estou demonstrando que esta, no caso da 4a edição, é.
Ah, de novo a velha história de que Combate e Roleplay são mutuamente excludentes ? E ainda com refinos de "Conspiração Anti-RPing" ?
De modo algum. Em momento nenhum falo isso.
O que eu aponto é que a tendência é focar-se nas situações mecânicas e excluir as situações dinãmicas. Não que isso já tenha acontecido 100%, claro, mas estou demonstrando a tendência, que vem desde a 3a edição.
A prova é a quantidade de pessoas deste tópico mesmo que concordam que o D&D está tomando os rumos do MMORPG.
Mais dinheiro não quer dizer MELHOR.
E o que seria o "MELHOR" para o RPG?

O que eu disse, e achei que tinha ficado claro, é que mais dinheiro não qur dizer melhor QUALIDADE. E não me refiro a qualidade de papel, desenhos, miniaturas ou capa de livro em 3d, mas qualidade de
idéias.
Mas agora uma curiosidade: ajudam só no sentido tático? Qual seria a outra utilização? (essa é a única que usávamos e não vejo nenhuma outra)
Eu não disse que tinham outra utilização.
Sampaio, eu peço desculpas por não responder seus argumentos. É que eu li isso:
Só para os pouco dotados intelectualmente.
E percebi que todo o seu post era apenas uma masturbação mental. Eu ri e mudei de tópico. Até mais!
Oda, é bem sabido sua aptidão para frases de efeito. Aliás, tenta-as com tanta frequência que é constrangedor.
Essa é mais um exemplo de redução de tudo que disse para algo desagradável de modo que, convenientemente, vc possa ignorar o que exponho. É uma maneira interessante de esconder incapacidade de refutar e ignorância.
E outra, se EU trabalho e EU tenho grana pra gastar, e tô afim de gastar com miniaturas, sim, eu acho ótimo, quer dizer, EU ACHO MARAVILHOSO!!
Este é um exemplo delicioso para o que expus acima, sobre o fã xiita e dogmático.
Esse seu raciocínio já esta refutado acima (se quiser, só pedir que refuto de novo).
O que tem a ver meu intelecto com tipo de diversão que eu gosto??
Se EU curto um estilo mais pancadaria, quer dizer que EU sou burro??

Para responder a isso citarei o próprio trecho que vc usou para fazer esse comentário:
Acontece que diversão não é só combate ou obstáculos diretos. Só para os pouco dotados intelectualmente.
Mas qualquer pessoa capaz de abstrair um pouco sabe que diversão também é gozar do prazer de imergir-se num cenário rico, vivo, interativo e dinâmico, e isso é muito mais construido pelos momentos fora-encontros do que nos encontros, com a mecanicidade das regras e a aleatoriedade dos dados.
Negrito por minha conta.
Ou seja, não disse que alguem é menos dotado intelectualmente pq
prefere x ou y, mas de certo é se ela acredita que a única forma de diversão é x ou y.
Portanto, antes do ataque, procure aprimorar sua capacidade de interpretação de texto e leitura.
Cara, se tu quer apenas interpretar, vai fazer TEATRO, e não jogar RPG!!
Reductio.
Em momento algum sequer esbocei algo próximo disso.
Mais uma vez eu digo, se tu não gosta desse sistema, larga de mão!
Se todos fossem iguais a ti, estariamos batendo osso a cabeça um do outro e fugindo da chuva mas cavernas.
Esse mais um exemplo do tipo de raciocínio imbecil que expus acima.
Lembra ou não lembra o lema "Brasil: Ame-o ou Deixe-o!"?
Não cara, não é assim. É importante criticar as coisas que gostamos, para aprimora-las e para mostrar que não engolimos qualquer coisa.
Tá, sei que muitos engolem (ui), mas enfim...