Você se sente limitado por mecânicas minuciosas, tipo "Feats

Essa é a seção para conversas gerais sobre RPG, que não são sobre um sistema específico ou envolvem a sociedade em discussão sobre aspectos culturais, religiosos, comportamentais e educacionais do RPG, a popularização do jogo e o combate ao preconceito.

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Mensagempor Deicide em 23 Mar 2008, 14:32

Silva escreveu:Deicide, no futebol fazer um gol de longe de perna não-dominante, ou acertar um jump-shot no basquetebol com a mão não-dominante são coisas extremamente difíceis. Sua tentativa de diminuir tais ações me levam a crer que você não conhece, na prática, tais atividades na vida real.


De onde você tirou o basquetebol? Não tinha no seu post original e mesmo que tenha e eu não tenha visto, eu nem comentei ele, só falei do chute. Então nem tente pôr "palavras em minha boca".

Ah, e eu sou horrível em futebol e já fiz gol com a perna errada. Todas de pura cagada, nunca deliberadamente (eu sou ruim desse tanto). Tem uma baita diferença entre tentar CHUTAR UMA BOLA (um ato simples) com a perna errada (o que torna o ato mais complexo, mas ainda assim fundamentado num movimento instintivo e fundalmente simples) do que fazer um chute giratório que acerta duas pessoas (um movimento completamente deliberado que não se baseia em instinto).

E quanto a "dar um chute giratório acertando 2 ao mesmo tempo" pode ser feito no improviso sim, e não precisa de "anos de treinamento em artes marciais" - precisaria se o individuo quisesse repetir esse feito com segurança e estabilidade - mas não se alguem tentar num momento de improviso.


Pode ser feito de improviso? Claro. Mas em quantas tentativas deliberadas você espera conseguir? Você acha que vai acertar de primeira? Vai continuar tentando e tentando e tentando até acertar, enquanto leva porrada dos oponentes? Olha bem no que você está falando: você está me dizendo que basta querer e improvisar que tem uma chance. Claro, tem, mas é viável? Então porque você espera que no RPG seja só um ato de querer e fazer?

Aliás, vou além - dos meus anos de prática em artes marciais, nunca vi uma técnica que não possa ser realizada por algum leigo. Basta ao leigo ter o insight e inspiração necessários ( e um pouco de raciocínio, claro). Seja um martelo da capoeira, uma kimura ou armlock de jujitsu, um kotegaeshi do aikido, ou um Upper do Boxe. A única diferença é que o praticante marcial fará a técnica com precisão, método e segurança (já que a treinou e aperfeiçoou), enquanto o leigo pode aplicá-la sem essas qualidades. É um mito a idéia de que "artistas marciais" executam técnicas sofisticadas que precisam de décadas para serem executadas - vida real não é DragonballZ nem Naruto.


Ah, claro, sem o preparo e o treino, você espera que um leigo faça esse tipo de coisa... sem precisão, método e especialmente segurança. Agora me diga, isso é executar a manobra? Ou é atacar a esmo, de forma completamente ineficiente, sem saber o que está tentando fazer e ainda se machucando no processo (ai, minhas juntas)?

Conta outra, cara! Quanta gente na rua você acha que é capaz de fazer algo assim? Sua melhor maneira de provar é ensinando o golpe a um leigo e depois falando para ele repetir, mas aí você já o ensinou, e por pior que ele o faça, ele já tem algum conhecimento de como fazer. Agora, pegue um alterofilista qualquer (que tenha força e resiliência) e simplesmente fale: "Dê um chute giratório que acerta duas pessoas". Ele não vai nem saber por onde começar! Quanto mais pensar em fazer isso no meio de um combate, quando é muito mais eficiente usar golpes mais simples que, pelo menos, irão acertar o oponente.

O modelo que ilustra isso de forma simples e corerente é Gurps - quando não se tem a skill necessária para a situação, basta usar o atributo dominante ou uma skill correlata, com penalidades. Porém cada skill é classificada em fácil, médio, ou difícil. As fáceis e médias correspondem justamente a esses feitos que podem ser improvisados (Natação, Chutes Giratórios, Armlocks aéreos, Kimuras, Kotegaechis, Chutes de longe com perna não-dominante, salto mortal, etc.) mas as skills difíceis representam feitos que necessitam de um treinamento/estudo prévio ( como "Falar Latim", ou "história bizantina" ). Isso é mais próximo da vida real, porque os feats/talentos/skill/traits/etc. não são necessariamente impossíveis. Existe um gradiente de dificuldade.


GURPS é famoso pelas regras extensas que tentam ser realistas, mas nem todo sistema tem esse tipo de ambição. D&D, já que é o foco aqui, abstrai muita coisa. Ele diz que você faz um ataque, mas não ex´plicita como é esse ataque. Um monge pode estar dando saltos voadores, cambalhotas e piruetas, chutes impossíveis, enquanto rola um ataque normal. O Talento serve para te dar uma vantagem mecânica, como empurrar o oponente para trás, acertar dois alvos num golpe só ou atordoar o alvo. O Talento indica um treino específico e deliberado para se desenvolver essas técnicas mais complexas.

E é assim com todas atividades físicas. Qualquer um pode tentar um salto mortal triplo de ginástica olímpica. O treinamento vai aumentar suas chances de sucesso e perfeição de movivmentos, mas isso não quer dizer que um leigo não consiga executá-lo no improviso quando a necessidade surgir, ainda que de forma descontrolada e sem a beleza estética de um praticante.


Beleza, e quantos personagens de RPG você já viu quebrarem os braços ou as costas ao tentarem fazer isso? No sistema do GURPS tem essa possibilidade, ou eles simplesmente consideram uma "falha" e um pouquinho de dano?

EDIT
Besteira. Não é porque alguem chamou um estrangulamento com gola de pano de "Ezequiel" , ou uma alavancada de braço de "Kimura" que algum leigo não possa fazer isso de improviso no meio da porrada. Quem inventou isso não criou absolutamente nada - apenas deu nome a algo que sempre existiu. Ao ponto de existirem as mesmas técnicas em várias artes só que com nomes diferentes, provando que as mesmas são "descobertas" por várias pessoas diferentes, em difernetes cantos do mundo. Por exemplo, a Kimura é chamada Americana no ocidente, o Maegeri do Karate é chamado de Martelo pela capoeira, O Jab do Boxe é chamado de Soco Frontal no Krav Magá, etc.


Cara, tem um motivo para darem um nome e ensinarem como fazer. É claro que todos os movimentos de artes marciais são baseados em capacidades naturais do corpo, mas eles foram criados através do estudo, do treinamento e do aperfeiçoamento. Falar que um leigo pode executá-los é o mesmo que dizer que qualquer um pode cantar bem ou escrever um livro. E não pode!

O problema do RPG é que você testa e vê se teve sucesso ou não. Aí de repente você vai, digamos, cantar, faz um teste com penalidade -10 e por sorte tem sucesso. Isso significa que sua música tem qualidade de primeira? Longe disso. Em praticamente tudo na vida dá de diferenciar sorte de principiante e a técnica de um profissional da área. Mas você sustenta que um leigo pode fazer coisas extrememente complexas na sorte, simplesmente porque o RPG abstrai as coisas em "sucesso" e "fracasso"? É mais fácil para as regras dizerem: "Você não pode tentar isso" do que dizer: "Sua chance é de 1 em 100", boa sorte. Em ambos os casos, um cara esperto não vai tentar fazer.
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Mensagempor AKImeru em 23 Mar 2008, 14:57

Corrigindo: ...executadas com perfeição. Um soco é um soco. Uma chave de braço é uma chave de braço. Um leigo pode desferir ambos no improviso - o que ele provavelmente não pode é executá-las com a perfeição e constância de um praticante, já que não as treinou.


Um leigo não saberia o que é um Kimura ou um Ezekiel. Ambos são uma tecnica de soco, e uma chave de braço, respectivamente(Se bem que o segundo estrangula tambem...Deus eu amo o Ezekiel.) E esse é meu ponto. Qualquer Zé boco sabe socar e dar torções, contudo raramente são efetivas, a não ser que ele seja muito forte, e mesmo se for se ele tentar uma torção, ele vai receber um contra golpe bonito.

Não compare as tecnicas que eu mencionei como "Um soco feito com perfeição" ou "uma torção feita com perfeição"...Eles são a evolução de ambos os movimentos. Baseado nessas técnicas básicas, mas melhorados e aprimorados de tal forma que você sequer pode compara-los direito.

Ou seja, a parte do "corrigindo" não fez sentido algum. Mas eu concordo, qualquer um sabe fazer as manobras mais básicas e ineficazes.

Besteira. Não é porque alguem chamou um estrangulamento com gola de pano de "Ezequiel" , ou uma alavancada de braço de "Kimura"


:roll: Você é melhor do que isso. Se sabe exatamente os golpes que eu descrevi(Apesar que confundiu o Kimura, um golpe a palma da mão, com o outro Kimura, a chave de braço que na nossa academia chamamos de "Americana", mas isso varia de academia e academia) então você deve saber que elas não são faceis de se fazer, especialmente sobre a pressão. Eu sou bom com técnicas, o melhor da classe inclusive, e eu demoro geralmente duas semanas para me acostumar com um golpe novo e seus nuances, especialmente quando os contra golpes entram.

E agora vamos ao ponto que eu queria demonstrar:

que algum leigo não possa fazer isso de improviso no meio da porrada



O Kimura(Eu irei passar chamar esse de Americana apartir de agora) é um golpe que requer tecnica e conheicmento do posicionamento do braço do oponente para aplicar a pressão que faz ele funcionar. Se você o posiciona errado, a torção é tão ineficaz que era melhor você ter socado seu oponente no nariz. E o que tivemos fomos alunos que viram O PASSO A PASSO da técnica NÃO CONSEGUINDO EXECUTA-LA no treino. Por isso passamos meia hora praticando a Americana, como fazemos com todas as manobras(Cada dia é uma diferente inclusive)

Ou sejá, um leigo não fazeria ideia de como aplicar a Americana, pois mesmo leigos que aprenderam o passo a passo não conseguiram executa-la de primeira, imagine alguem que sequer saiba o que seja Jiu Jitsu.

Quanto ao Ezekiel: Você só pode estar brincando, é uma tecnica dificil que requer timing, força, sorte parap oder aplicar sobre um oponente caido. Você acha mesmo que um leigo saberia executa-la? O MAXIMO que alguem faria seria um estrangulamento de lapela normal, e provalvelmente todo errado. Contudo essa técnica é bem mais facil de ser feita e eu consigo imaginar um completo imbecil aplicando ela.

E fechando o Kimura(O soco com a palma da mão): Você precisa semi flexionar os dedos da sua mão e atacar com a parte debaixo da palma, o golpe precisa ser rápido e preciso, e precisa ser executado em um ponto vunelravel.

Acha mesmo que um leigo sacaria todo esse passo a passo? Toda vez que menciono o golpe para alguem as pessoas falam "Espera, um soco não é melhor?", se você tiver o corpo e o condicionamento fisico de um Boxer, um soco seria melhor. Enquanto você não tiver mísculos, é completamente superior.


Pensar que um leigo pode fazer técnicas avançadas de Jiu Jitsu ou qualquer outra arte marcial é uma ilusão Silva.

O que poderia ser argumentado é que um leigo poderia saber socar e chutar e aplicar torções básicas. Mas técnicas? De Jiu Jitsu? Aquelas que eu suei dias e mais dias para aprender? Não me faça rir.
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Mensagempor Deicide em 23 Mar 2008, 15:21

O que poderia ser argumentado é que um leigo poderia saber socar e chutar e aplicar torções básicas. Mas técnicas? De Jiu Jitsu? Aquelas que eu suei dias e mais dias para aprender? Não me faça rir.


Eu e o Oda concordamos. :victory:

Silva, mesmo que você me diga que treina artes marciais e que qualquer leigo pode executá-las, eu te digo que sou um leigo e que não consigo executá-las. Se alguém vier tentar brigar comigo, o melhor que eu faço é tentar permanecer longe, recuando e tentando evitar golpes (nem chamo de "bloquear" porque devo ser patético nisso. Provavelmente é melhor chamar de "pôr o braço no caminho"), e só vou tentar atacar se o cara atacou, errou e deixou uma chance de revidar. Eu sei que se eu tentar sair na ofensiva, vou apanhar. Eu sei que se eu ficar tentando fazer "dancinha" na frente de qualquer um que socou mais do que duas vezes na vida, vou apanhar. Quanto mais tentar dar um chute voador ou algum soco espalhafatoso!

Beleza, mas aí você diz que seu personagem tem nível 3 em Briga ou BAB +6, então pode tentar melhor do que eu, que sou claramente um plebeu de nível 1 ou um personagem Storytelling com Força 1 e Briga 0. Ok, mas aí te digo que as regras definem o que seu personagem sabe. Se a regra diz que você tem que ter o Talento "Chute Voador" para fazer um chute voador bem-sucedido, então tem que ter, oras. Se você não tem é porque não treinou. Pode improvisar? Dependendo do sistema pode.

Mas, dependendo do sistema, eu provavelmente poderia, mesmo sem nunca ter brigado de verdade na vida, fazer um chute voador. E eu claramente não posso. O melhor que eu posso fazer é tentar e acabar bancando o idiota antes de levar uma surra.
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Mensagempor Eltor Macnol em 23 Mar 2008, 20:42

Me perdoem, mas não estou com muito saco de ler o tópico todo, até porque já tenho certeza que prevejo exatamente a maior parte do que vai ser dito nele.

Mas posso resumir a minha opinião em poucas palavras: geralmente não me incomodo, pois eu considero que um jogador tem a liberdade total pra descrever sua ação de uma forma emocionante e imaginativa, independente de ter habilidades específicas pra isso ou não, desde que não use isso pra ganhar benefícios indevidos no combate. Se quiser fazer ação X se beneficiando efetivamente dela, aí sim é preciso ter o treinamento específico (leia-se: a habilidade necessária de acordo com o sistema de regras).
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Mensagempor Armitage em 23 Mar 2008, 21:27

Deicide e Oda, não vou ficar nesse quota quota daqui e de lá, não estou com saco. Mas li todas suas respostas e quer saber? Não acho que estamos discordando aqui.

No fundo estamos dizendo a mesma coisa - um personagem que não sabe dar um "chute giratório triplo", um "elástico no futebol", ou um "Ezequiel de jujutsu" poderá tentar tais feitos, mas com penalidades. O resultado disso será extrema dificuldade na realização (provavelmente falhando em 90% das vezes) e uma execução minimamente eficaz. Diferente de alguem que tenha as pericias/traits/feats/etc. pré-treinados.

Um personagem tem ao menos o direito de tentar tais coisas. Tem o direito de usar a imaginação para improvisar. Diferentemente da idéia de que, se um personagem não tem tais traits, nem sequer pode tentar fazê-los. Acho que estamos no mesmo barco aqui.

Há jogos mais "freeform", que suportam melhor essa "improvisação". Enquanto ha jogos que parecem dificultar essa mentalidade, por serem mais minuciosos em sua emulação de realidade, caso de Gurps e D&D. E acho que esses ultimos acabam incentivando a supressão de algo que é sadio ao hobbie - o uso da imaginação para resolver obstáculos e situações diversas, não pela memorização de listas de skills/traits/feats/etc., mas pelo uso da criatividade e improviso.
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Mensagempor Aluriel de Laurants em 23 Mar 2008, 22:20

Agora quanto a Vampiro, eu...Não. Eu queria jogar com um vampiro, alguem que foi amaldiçoado com a vida eterna em troca de sua humanidade, e não com um humano imortal que tem que lidar com um bando de babaquices politicas e conceitos conectados a "clãs" de vampiros. Ugh isso para mim é pegar uma premissa jogavel e esfrega-la em puro esterco. A premissa me deixa desconfortavel. A execução me enoja. E a fanbase me faz gritar.


Concordo a fanbase de vampire é horrível, mas o jogo não é só política, existem outras coisas na qual você pode dar um enfoque se assim o quiser, o próprio livro básico do vampire fornece esse tipo de orientação pro narrador, e eu também não sou lá tão chegado a politicagem também.

Na minha opinião, o único problema dos "Talentos" do D&D é o fato de D&D usar níveis e só dar Talentos ocasionalmente. Em outros sistemas eu posso economizar XP e comprar aquela habilidade que eu tanto quero antes de aumentar minhas Perícias ou Atributos. Em D&D, porém, eu tenho que subir mais três níveis antes de poder comprar um Talento, a menos que minha classe me dê Talentos antes disso.


Concordo plenamente isso é bastante chato, é por isso que tanta gente compra níveis de guerreiro em D&D, mesmo sem ter nenhum interesse na classe para o personagem além disso. Gostaria muito que ele tivesse um sistema de compra de pontos por experiência, se bem que eu acho que isso iria esbarrar em um outro problema, que o próprio sistema D20 do D&D iria impedir, que é basicamente o sistema de níveis, logo essa solução seria impossível, não faço a mínima idéia se a quarta edição vai dar um jeito nisso, mas possívelmente não porque ainda teremos sistema de níveis.
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Mensagempor AKImeru em 23 Mar 2008, 22:27

No fundo estamos dizendo a mesma coisa


Mais ou menos. Você não está totalmente errado, só insiste na exageração de que "Um leigo pode fazer tudo, só que de maneira pior do que alguem treinado" e eu digo "Nem tudo. Um leigo sabe socar e aplicar torções simples e pouco eficazes. Alguem treinado sabe socar melhor e aplicar torções funcionais."

Percebe agora?

No fundo estamos dizendo a mesma coisa - um personagem que não sabe dar um "chute giratório triplo", um "elástico no futebol", ou um "Ezequiel de jujutsu" poderá tentar tais feitos, mas com penalidades


Ao menos na parte do Ezekiel, não ele não poderia. Se um personagem não tem um conhecimento avançado de Jiu Jitsu(Três anos) ele sequer poderia aprender o posicionamento do Ezekiel. Ele NÃO é algo que vem natural, você torce o braço do oponente, passa seu braço por baixo da cabeça dele além de outros movimentos complexos. Sem dizer que só funciona se ele estiver na posição no chão.

Manobras avançadas NÃO DEVERIAM SER PERMETIDAS PORQUE ELAS REQUEREM TREINAMENTO, CONHECIMENTO E PRATICA para serem usadas. Manobras simples, nem tanto. É esse meu ponto. Pergunte para qualquer pessoa na rua "Me faça um Ezekiel" e ela vai apenas olha para você com um olhar vazio. "Me faça um estrangulamento com uma lapela" e eles não irão fazer o ezekiel, por requer movimentos muito incomuns.

Um personagem tem ao menos o direito de tentar tais coisas.


Uma manobra avançada e especifica? O personagem sequer saibe que ela existe pelo amor de Deus! Se uma pessoa falar "Meu personagem tenta aplicar um Ezekiel no oponente" você tem um caso de metajogo, um conhecimento do jogador sendo usado por seu personagem.



Resumo da Opera: Persoangens precisam liberdade para tentarem fazer manobras e outras ações. Ele não podem quebrar o contexto do mundo e de seu personagem para fazer isso contudo.
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Mensagempor Deicide em 23 Mar 2008, 23:23

Um personagem tem ao menos o direito de tentar tais coisas. Tem o direito de usar a imaginação para improvisar. Diferentemente da idéia de que, se um personagem não tem tais traits, nem sequer pode tentar fazê-los. Acho que estamos no mesmo barco aqui.


Eu acho que depende do sistema e do clima do jogo. No D&D, que é um jogo bem abstrato (como eu disse, um "ataque" pode ser descrito de formas bem diferentes), não vejo problema em proibir o uso de certas habilidades, visto que o Talento é na verdade uma vantagem mecânica, não exatamente o que o personagem faz ou não.

O mesmo vale para o Storytelling, onde não existem manobras de combate. Você rola e causa dano, e descreve o ataque como bem entender. As "manobras" você compra na forma de estilos de luta.

Em outros sistemas, que tentam amarrar mais o teste ao ato sendo realizado, faz mais sentido você poder tentar improvisar coisas aceitando penalidades. Mas não acho que isso seja bom nos dois sistemas citados acima (em contrapartido, no antigo Storyteller, era legal improvisar).

Resumindo, em outras palavras, eu concordo que é legal poder tentar coisas improvisadas, mas não vejo o estilo do D&D como "errado" ou "restritivo". É só o estilo dele, é só questão de gosto.

No meu sistema Ao Cair da Noite (em breve num site próximo de você! :victory: ), eu tomei o meio-termo. O sistema básico de combate já tem um monte de manobras "genéricas" (golpe forte, golpe rápido, agarrar, derrubar, encontrão...) e cada uma tem opções de especialização. Eu espero que isso resolva parcialmente essa questão de improvisar no combate.
Há incontáveis séculos, houve um reino, Eussey-lah seu nome, que se estendeu por todas as terras do mundo conhecido. Esse tempo acabou quando o rei-destino, Khem, enlouqueceu e quase levou o mundo à ruína. Sete heróis e um oráculo o impediram.

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Mensagempor Eltor Macnol em 23 Mar 2008, 23:41

Eu acho que depende do sistema e do clima do jogo. No D&D, que é um jogo bem abstrato (como eu disse, um "ataque" pode ser descrito de formas bem diferentes), não vejo problema em proibir o uso de certas habilidades, visto que o Talento é na verdade uma vantagem mecânica, não exatamente o que o personagem faz ou não.


...é basicamente o que eu quis dizer, só que aqui dito melhor.
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Mensagempor Gun_Hazard em 25 Mar 2008, 16:30

Bom hoje estou com uma putz preguiça desgraçada para ler este tópico inteiro então me perdoem se eu repetir algo dito aqui, mas eu acho duas coisas ruins em mecanicas D&Dnianas.

Eu Particularmente me sinto limitado por regras minuciosas, sim.

E por incrivel que pareça gosto de criar regras alternativas...

As coisas que me encomodam pessoalmente:

- Manobras que só podem ser executadas com um Feat
- Ataques de Oportunidade.



Não sei porque os jogadores temem tanto ataques de oportunidade? E não sei porque ele existe em alguns casos.


Quanto a manobras vale o mesmo, o fato de um Talento especifico permitir tal manobra, não é empecilio para que o jogador tente tal manobra sem o talento...

Por exemplo um talento "X" te dá um bonus de dano em tal circunstancia então o mestre poderia deixar o jogador tentar a manobra "X" sem o talento, mas com uma penalidade de -4 ou -6 e com apenas metade do bonús.

Tudo vai depender de mestre e jogador.

Por exemplo talentos como Desarmar dão bonús de +4 então eu deixo meus jogadores tentar a manobra desarmar sem o talento e sem o AdO com uma penalidade de -4 nos testes, logo a diferença de ter ou não ter o talento é de 8 pontos na hora do teste e eu continuo achando que é um valor considerável e que não invalida o talento.


Outro exemplo uma regras Variante adaptavel ao D20 (Como exemplo imagine um salto acrobático com ataque):

- O Jogador descreve sua ação (Manobra).
- O Mestre estipula os valores a serem testados, por exemplo Acrobacia do Atacante Vs Bonus de Ataque Corpo-a-Corpo do Defensor ou Reflexos o que for maior (Sempre valorizando o valor que dê vantajem ao defensor da manobra). ambos fazem os testes se o atacante passar o mestre descreve a manobra como sucesso e permite que o jogador a realize o Ataque com um bonus de +2 (No ataque, ou dano, ou algum efeito especial puramente pirotécnico).


E por incrivel que pareça (de novo), também não gosto do Book of Nine Swords...

Prefiro algo que seja mais adaptável e prático do que escolher em listinhas coisas que eu posso e outras que não posso fazer...
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Mensagempor Khelben Arunsun em 25 Mar 2008, 17:55

Gun_Hazard escreveu:
Não sei porque os jogadores temem tanto ataques de oportunidade? E não sei porque ele existe em alguns casos.



Ataques de Oportunidade são uma regra legal mas confusa. Apesar da logicidade da regra - baixou a guarda, toma porretada, ela possui mais variantes que um cálculo de química. Se vc é grande, médio ou pequeno; se sua arma é grande, média ou pequena, se você avoua, rasteja, nada, corre ou desliza; se vc conjura algo brilhante, ou bate com aço brilhante, etc.

Desde o AD&D que a regra do Ataque de Oportunidade já causava confusão... :cool:
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Mensagempor Aluriel de Laurants em 25 Mar 2008, 21:07

Na duvida, você pega um ataque de oportunidade por respirar. :bwaha:
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Mensagempor AKImeru em 25 Mar 2008, 21:50

Manobras que só podem ser executadas com um Feat


Denovo, qual o problema disso?

Em D&D, elas funcionam exatamente da maneira que você descreveu

Quanto a manobras vale o mesmo, o fato de um Talento especifico permitir tal manobra, não é empecilio para que o jogador tente tal manobra sem o talento...


Apenas algumas manobras especificas e complexas demais precisam ser compradas apenas por talentos, como o "Ataque Giratorio".
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Mensagempor Khelben Arunsun em 25 Mar 2008, 21:56

E mesmo o ataque giratório pode ser emulado por um "guerreiro puro" sem o feat, mas experiente, forte, cercado e desesperado. :cool:

O que me recorda a cena do As Duas Torres, quando Aragorn arremessa o Gimli na ponte, e vemos o anão usar a primeira combinação filmada de trespassar + ataque giratório -> voa uruk-hai pra tudo quanto é lado. :rolando:
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Mensagempor Corvo da Tempestade em 25 Mar 2008, 23:54

Sorry pelo off:

Desde o AD&D que a regra do Ataque de Oportunidade já causava confusão... :cool:


Tinha ataque de oportunidade no AD&D??? eu joguei anos sem saber disso?
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Corvo da Tempestade
 
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