Podem ter sofrido mais ou menos que os outros, mas isso só não justifica nada.
Não? Devemos simplesmente ignorar?
E não estamos falando da discriminação de um passado longínquo, de consequências da escravidão. Estamos falando da discriminação que acontece hoje, agora, nesse exato momento. Como eu disse em outro post: ignorar a desigualdade racial é perpetuá-la.
Terceiro porque isso pode contribuir para que caia um pouco a qualidade do ensino nas universidades
As cotas já foram implantadas há um certo tempo, as primeiras turmas já se formaram e o seu desempenho foi acompanhado de perto justamente para ver se essa teoria se confimaria. Resultado: no país, os cotistas não apresentaram desempenho significativamente pior nem melhor que os alunos tradicionais da universidade. Na UnB e outras universidades que criaram um programa de apoio aos cotistas, o rendimento dos cotistas foi até superior à média.
Isso meramente confirma uma outra pesquisa que mostrava que a nota tirada no vestibular não tem a menor correlação com o desempenho do aluno durante a universidade.
Em resumo: se citarem esse argumento de novo, vai rolar um Martelo Retórico aqui.
Mas que tipo de profissional capacitado vai sair de uma universidade, se ele entrou lá por causa de um "direito" e não de conhecimento
Primeiro, mostrei na pergunta anterior que os formandos cotistas não são melhores nem piores que os tradicionais. Em segundo lugar, se ele fosse realmente incapaz, ele não seria aprovado nas disciplinas, não é mesmo? Esse argumento é uma falácia tão completa que eu só posso pensar que você tirou ele da Veja.
(o vestibular) É uma forma de medir quem sabe mais pra poder acompanhar bem um curso e sair de lá um melhor profissional.
Na verdade não. Em uma reunião da associação de reitores em 2005, o consenso era de que os vestibulares eram um mal necessário. Todos os alunos capazes de tirar a nota mínima são qualificados para entrar na universidade. O vestibular só é uma competição porque não há vagas suficientes, nada mais. O vestibular é universalmente considerado como uma ferramenta extremamente pobre de se medir o conhecimento.