Crônicas de Contonópolis: A Guerra dos Sonhos

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Crônicas de Contonópolis: A Guerra dos Sonhos

Mensagempor Gehenna em 14 Mar 2009, 14:53

Hehehe, ficou legal. Só um pequeno erro de continuidade, pq o Chucro tá com o pessoal que foi pro Zaratrusca's Lake.

O engraçado desses coletivos é ver as diferenças de preferências. Enquanto eu prefiro ver o inimigo como um terror inominável e invencível :cthulhu: , outros preferem uma visão com mais heroísmo fantástico, com um elfo lutando com o monstro e o ferindo. :frenzied:

Enfim, que venha o final.
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Mensagempor Malkavengrel em 16 Mar 2009, 13:08

Muito bom, as duas partes ficaram otimas.
Adorei a parte da imprensa, ficou muito engraçada.

Gehenna colocou um fato importante, mas coletivo é para isso mesmo, analizar como cada um decorre o assunto.

No mais, "Apenas Strikes nas Pistas do Mundo Médio".
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Mensagempor Lobo_Branco em 07 Abr 2009, 02:06

Povo, terminei minha parte, depois de muito tempo. Quero me desculpar pela demora, mas estou atolado dos afazeres do estagio, faculdade, cachaça, essas coisas. Amanhã devo tá postando, pq quero fazer uma revisão ainda, ver se consigo diminuir, pq ficou bem grandinho. :ops:

Acho que faz um mal danado ficar tanto tempo parado, apesar de ter as idéias já na cabeça, escrevê-las foi mais difícil que tirar leite de pedra. Espero que o resultado final não tenha ficado muito ruim.

Abraços !
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Mensagempor Lobo_Branco em 07 Abr 2009, 22:59

Bem, depois de estourado meu prazo em quase um mês, venho trazer a penúltima parte desse coletivo. Espero que gostem do resultado.

Agora é com você Nasti, fechando com chave de ouro!

ps: Povo, maus pelo tamanho, mas tinha que acrescentar a historia e como aqui termina minha participação, tinha que ser agora ou nunca.

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Parte XV – O Maior F.D.P. de Contonópolis
Por
Lobo Branco


Agora

O homenzinho de óculos fundo de garrafa encarou brevemente seus algozes. Viu a duvida deles, enquanto tentavam descobrir o que fazer naqueles minutos. Olhou para os céus e viu seus dragões e espectros guiados pelo templário, a bela batalha entre eles e a Dragoa Vermelha, o elfo assassino e outros tantos heróis que surgiam próximo ao fim.

Seus olhos míopes caíram sobre a rede que lhe prendia. Os padrões e normas que direcionavam a criatividade, que exigiam destreza além da comum para ser expressa.

Suspirou, enquanto seus ágeis dedos vasculhavam os nós da rede que mais parecia uma teia.

Sentiu certa aflição quando viu os olhos de Gehenna, e sabia em seu âmago, o que aquele brilho queria dizer – apesar de ter nele certa selvageria desconhecida.

- Tudo acaba agora, ladrão miserável! Irá se arrepender de ter me feito de tira-gosto! – rosnou Gehenna, ligando um disjuntor do que lembrava um macabro holofote, que prontamente iluminou os céus com o símbolo dos Sete Pecados.

Sombra-que-já-foi-Ronaldo fechou os olhos, se encolhendo, enquanto todos esperavam uma reação. Porém, nada aconteceu.

E um sorriso macabro brotou dos lábios famintos do monstro, enquanto ele vencia a rede que lhe aprisionava.

- Devo admitir que a ingenuidade de vocês me deixou um tanto quanto desapontado. O bando de jornalistas apenas serviu para clarear minha mente e lembrar outro jornalista que tenho aqui comigo. – disse batendo levemente a ponta do dedo na têmpora – Um bardo deveras criativo, e quanto à rede, venhamos, mesmo que eu não fosse capaz de suprir suas emendas com os recursos que eu tenho, não é conveniente tentar me prender em regras não mais aplicáveis ao universo, o poder da Weaver sumiu junto com seu universo de trevas em 2003.

Os contistas afastavam-se, surpresos com aquilo, sem saber o que fazer agora.

- E quanto ao seu bom “herói”, Gehenna. Bem, digamos que eu cuidei dele de uma forma permanente – a não ser que ele fuja da morte em alguma realidade paralela e ressuscite ele em todas as realidades. – disse a criatura, olhando sobre os ombros, revelando pendurado sobre uma gárgula o esqueleto de um homem alto, envolto em uma mortalha, segurando fracamente a foice e com um escudo grande e circular pintado com as cores da França, alternando em círculos, enfiado entre suas costelas.

(...)


O cavaleiro guiava sua montaria com os joelhos, comandando os espectros a avançarem como um enorme paredão de pesadelos, em ordem, sendo apoiados por ar com os ataques dos dragões.

Construções, criaturas e criadores caiam frente ao ataque ordenando e impiedoso do exercito inimigo. Teodoro encarou vendo que agora a regente dracônica voava para cima de suas tropas, ávida por aquele embate, com recursos praticamente infindáveis vindo de sua “brainstorm” e com uma sede de sangue contra ele cultivada e estimulada desde muito antigamente.

O cavaleiro estagnou, encarando a regente, e viu atrás dela que o seu “senhor” mais uma vez se libertava.

Com um breve puxar de rédeas, ele fez sua montaria dar a volta, e se perder em meio à confusão de espectros, sombras e chamas.

Tudo seguia como o planejado.

(...)


Muito tempo atrás, antes das 14 primeiras partes

Uma fina nevoa se formava entre as árvores secas e torcidas daquele Bosque com ares de Floresta. O vento uivava fantasmagoricamente, sendo muitas vezes confundido com os gemidos mórbidos dos seus habitantes incompletos, vagando por trilhas não abertas procurando algo que não lhes foi dito onde achar.

Em meio a isso tudo, andava um ser envolto numa capa surrada, fedendo aos seus próprios dejetos, com o capuz lhe cobrindo a face, revelando apenas uma fina barba grisalha, claramente mal tratada e com restos de comida presos a ela.

Seu andar era duro, como se não conseguisse mover todos seus membros, e muitas vezes ele veio ao chão pelas raízes altas escondidas pela nevoa. Com esforço hercúleo e vontade férrea se erguia sempre, bufando e babando como uma besta ensandecida, cravando suas unhas quebradiças das mãos esquálidas em forma de garra nos troncos secos, arrancando cascas das árvores e deixando um pequeno rastro de gotas de sangue escuro, que fugiam pelas chagas abertas em sua pele frágil.

Em muito se confundia com o estado deplorável dos outros habitantes daquela paragem esquecida pelos Deuses, mas ele tinha claramente um objetivo em mente. Arrastou-se por um longo tempo em meio à fria e mórbida paisagem, até ouvir ao longe aquele ritmo que lhe permeou muitas vezes no momento de sua criação.

Cuspiu em desprezo ao passar pelas caveiras que marcavam o inicio do lar do Lobo, e desejou ter forças para arrancar a essência daqueles que ali descansavam. Principalmente do maldito ruivo, que mais uma vez vinha sendo relembrado.

Avistou o lobo albino deitado em meio ao mais profundo sono, balançando levemente na rede. Observou a criatura por um tempo, umedecendo os lábios, com um desejo a muito adormecido. Inflou os pulmões em um longo e sibilante hausto, se postando o mais ereto possível ao lado do canídeo.

- Acorde cão! Necessito ter contigo uma palavra. – rosnou o homem, derrubando o lobo da rede, que encontrou o chão com um baque surdo.

Lobo Branco levantou-se num salto assustado, ficando sobre as quatro patas, com um rosnado selvagem na garganta, com os olhos mareados pelo sono, sem entender nada.

Fungou o ar uma vez, e outra, bufando em seguida, sentando-se sobre as patas traseira, encarando meio cego o vulto a sua frente.

- O que diaboss você quer, demônio dos infernos? – rosnou o lupino ser, com a voz empastada e com uma fúria palpável por ter sido acordado.

O velho levou a mão instintivamente a cintura, mas não encontrou nada ali para lhe dar segurança, suspirando em seguida.

- Sabes o que almejo, infiel. – disse um tanto choroso. – Sabes que mereço mais do que me foi logrado por tua pessoa. Deveria ser um rei, e não um maldito invalido sobre uma cama, perecendo eternamente.

O Lobo o encarava indiferente, tentando se manter acordado. Bocejou longamente, colocando os óculos em seguida.

- De novo issso? – ganiu sem paciência, pulando para a rede mais uma vez. – Tudo que deveria contar sobre você já foi contado, deveria se conformar.

- Me conformaria, se me tivesse dado a grandeza que eu lhe dei, cão! – gritou o velho, porém, sem forças suficientes para aquilo transparecer a fúria que ele gostaria de revelar. – Sou a razão de sua existência, assim como você é a minha! Sou aquele que lhe vem a cabeça sempre que vê algo referente a contos ou a idéia de um vilão ou anti-herói! Mereço mais do que isso!

O Lobo o olhava desperto agora, com um misto de pena e raiva.

- Escrevas sobre mim mais uma vez, tens a idéia, use-a! – disse em suplica – Que me faça comandar os vilões contra estas paragens! Que eu seja mais uma vez lembrado por todos!

Por um longo momento eles se encararam, com os olhos do Lobo refletindo o decadente ser em sua frente.

- Sinto muito Teo, mas não ‘tô com tempo para escrever sozinho sobre issso, e sabe como são difíceis coletivos por aqui, eles são meio que amaldiçoadoss, e você e outros seriam utilizadoss apenas para se tornarem espectross no fim das contas. Tenho que me concentrar em Bussca nesse momento, que anda parado. – o Lobo fechou os olhos calmamente – E como eu dissse, tudo o que tinha para ser dito sobre você, já o foi realizado, se contente com isso.

O velho respirou longamente, tentando manter a calma. Por fim deu a volta nos calcanhares.

- Escreves sobre pagãos do norte, e novamente relembra a todos sobre o maldito ruivo, com a intenção de lhe dar um novo final. – bravejou choroso. – Arrepender-te-á de tal torpe ato, assim jura Teodoro de Funssac, o mais alto Cavaleiro da Ordem do Templo de Salomão a serviço do nosso Senhor!

O lobo o encarou mais uma vez, sorrindo e virando-se em seguida.

- Deveria parar com essse tom de garotinha invejosa Teo, não lhe cai bem. – disse, voltando ao sono em seguida.

(...)


Algum tempo indefinido, antes durante ou depois de Contos 100, que não aconteceu

Ronaldo andava sem rumo pelos becos desertos de Contonópolis, assustado com o que tinha feito pelas mãos de Sampaio, e com anseios por mais e mais. Esperava ser usado, mas tinha quase certeza que não voltaria a acontecer.

Não sabia como, mas tinha sido o foco de dois contos e aquilo lhe deu um gosto único da criatividade e dos modos diferentes dos autores-Deuses, e como aquilo lhe tinha feito bem.
Teve uma brecha com Sampaio e ali ele desfrutou do seu ápice, o prazer mó que já lhe podia ser logrado, mas sabia que iria ficar apagado, não seria associado ao feito, morreria esquecido.

Cambaleou, tonto com a idéia de não mais experimentar as diferentes tonalidades dos outros autores, e tombou junto ao canto mais escuro do beco, encolhido como um feto esquecido e despachado por pais cruéis.

- Levanta-te homem, pois sei como torná-lo grande. – disse uma voz fraca e falhada, de um velho que ali esperava, curvo pela idade, endurecido pelo tempo e pelas injurias sofridas na juventude. – Detenho o conhecimento de como podes fazer para entrar na mente dos habitantes destas malditas paragens e poder fazê-los pagar por nos esquecer.

Ronaldo abriu os olhos com um brilho desejoso e um sorriso besta, erguendo-se frente ao velho envolto na suja capa.

- E em troca quero muito pouco. – sorriu o velho, revelando seus dentes amarelos e sua lasciva sem fim.

(...)


Pouco depois da 2ª Parte

- Não sejas tola, mulher. – disse o templário, sentado em seu trono, observando cada curva da bela mulher que Ronaldo lhe deixara. – Achas mesmo que me sucumbiria ao pecado da carne e me aproveitaria de outro cristão?

Marcia encarou Teodoro sem entender, conhecia a fama do maldito templário, mas a convicção dele a deixava atordoada.

- Não, longe disso. Pedi que viesses a cá, por ansiar por agradável companhia. Vamos, acompanha-me.

O cavaleiro levantou-se, tomando a jovem pelo cotovelo, andando pelos corredores frios de seu castelo.

- Deves estar pensando que eu apenas anseio prazer próprio, mas não sou mais assim. O tempo que passei perdido em meio às sombras revelou-me minha verdadeira missão. Fazer com que esses falsos deuses paguem pelo seu sacrilégio e pelo seu trato para conosco. – ele sorriu de forma encantadora a jovem, que ainda o encarava assustada com tamanha gentileza vinda de um homem com tal fama – E, acredito piamente, devo ajudar os meus iguais que almejam por aceitação.

Ele a levou até uma vasta mesa de jantar, onde tinha servido um banquete como nenhum outro, ali havia javali, corsa, uvas, morangos, ameixas, maça, vinho, cerveja, queijo, lentilhas, bolo de cevada e de trigo, truta, bacon, batatas, e muitas iguarias vindas do oriente. Fez com que Marcia sentasse, se postando ao seu lado.

- Conheço tua estória, bela dama, e me faz conhecida a dor de não ter reconhecido os sentimentos que tanto almejamos.

Ela o olhou sem entender onde ele queria chegar.

- Então, venho me dispor para fazer que teu amado vejas em ti, o que ele tão ignobilmente despreza. Logo, ele será seu, e não por nada menos do que o mais puro e verdadeiro amor.

Marcia encarou a comida, sem saber o que pensar, sem saber o que esperar daquele monstro. Seria ele capaz de fazer tal coisa?

- Como? – sussurrou, com medo de se arrepender de um pacto com tal ser.

- Necessidade, minha cara. Tudo é uma questão de pura necessidade real e indispensável. – sorriu o Templar.

(...)


Algum lugar entre a 3ª e a 7ª parte

- Então, ele se alimenta de criatividade e apenas essa sua arma pode matá-lo. – disse o irlandês mais uma vez, enquanto terminava a sua garrafa de uísque 18 anos.

Daniele concordou, enquanto terminava seu suco, olhando a arma com runas angelicais.

- Mas o grande problema é acerta-lo. Ele tem vários recursos, como tentáculos e os poderes dos outros autores, sabe, que ele irá continuar a caçar. – disse a jovem garota-Fada com o semblante preocupado.

Sean a encarou, sorrindo levemente em seguida.

- Acho que nisso posso dar um jeito. – disse, se levantando. – Bem minha jovem, se esconda aqui e atire em qualquer coisa que não estiver cantando “Beer, Beer, Beer” dos Pogues. Vou providenciar uma “arma” diferente que com certeza irá manter esse devorador em xeque.

Daniele olhou o ruivo se afastar, enquanto ficava ali de guarda, com um rifle de assalto em mãos, com certo desejo de por em pratica o que Sean vinha lhe ensinando durante a viagem.

Enquanto isso o ruivo se dirigia até a casa de um dos autores de Contonópolis, provido de um grande saco, vendas e cordas, e com esses utensílios iria garantir a sua “arma secreta”.

Sem medo, mas com certo receio, invadiu o lar de um dos três assim antigamente proclamados “Destruidores de Contos”.

(...)


Um pequeno interlúdio da 12ª parte

- E assim finda a vida de um traidor. – disse Teodoro, enquanto observava a criatura Ravencroftiana que já foi Ronaldo afastar, avançando contra Contonópolis.

Caminhou com passos certos até o corpo do Ceifador, ainda fumegante pelo ataque do Devorador, e sorriu. Ergueu seu alto escudo com bordas metálicas, azul, vermelho e branco, e encravou com força no tórax do Avatar dos Sete Pecados.

- Não esperavas por essa pequena vantagem, não é? – sorriu, abaixando-se ao lado do corpo – Aleijado uma vez como aquele que lhe inspirou, morto como ele.

Ele ouviu um clique atrás dele, e voltou-se calmamente para a mulher que parecia arrasada, tremendo, pronta a acabar com o cavaleiro.

- Você mentiu para mim, maldito! – gritou em meio a lagrimas a mulher. – Disse que ele ia me amar, e agora acabou com ele!

Teodoro sorriu piedoso.

- Não minha cara, agora, enquanto ele tenta sobreviver sem muito sucesso em outras paragens, você irá ser seu farol, ira segurar sua mão e trazê-lo de volta.

Marcia o encarou, incrédula, pronta a atirar.

- Ai, quanto tu, e apenas tu, conseguir fazer por ele, algo que nem mesmo o vosso poderoso Gehenna conseguiu, ele irá te amar. E para tal, eu tenho o guia ideal. – sussurrou o Templario, revelando das sombras uma criatura enorme, de cócoras, vestido como um bufão, com um sorriso largo, de orelha a orelha, dentes serrilhados, cabelos oleosos negros e desgrenhados, caindo por sobre as orbitas vazias de seus olhos. – Circus, a leve até onde está seu amado e dê a ela, o que ela almeja.
A criatura abriu mais o sorriso macabro, e mostrou com seu báculo ornado com um circo de mortos em alto relevo, o caminho a ser tomado.

Marcia largou a arma, que foi segura por prontamente por Teodoro, que assistiu prazeroso a mulher se perder – provavelmente para sempre – nos caminhos que Circus a revelaria.

- Agora, tenho todas as peças para me tornar o herói de tal crise e ser tratado e glorificado da forma que mereço ser. – sorriu triunfante, enquanto montava.

Agora 2: A Missão

O avanço da Dragoa albina fora interceptado por um ataque certeiro do Devorador, que logo estava sobre ela, com a boca aberta, pronto para seu novo prato. Porém, o elfo não iria permitir aquilo, mais uma vez cortando como podia o monstro – agora de tamanho mais humilde.

Ronaldo girou se esquivando de uma provável degolação pelo elfo, e utilizou do corpo da própria regente como uma maça, que chocou-se contra sua criação, a lançando em meio a turba de espectros famintos.

- Agora somos só eu e você, minha cara Draconnasti! – sorriu o demônio cheio de dentes, enquanto suas turbas caiam sobre a regente, a imobilizando.

(...)


- Dani, mantenha-o ocupado, que eu vou soltar nossa arma secreta! – gritou Sean no radio, enquanto Daniele tentava acertar o maior numero de espectros e dragões sobre os regentes possível.

O ruivo saiu de seu ponto privilegiado, correndo até um carro abandonado ali perto. Abriu o porta-malas e retirou o saco de dentro, onde o conteúdo se debatia e tentava murmurar palavras ferinas, capazes de destruir os mais fracos de coração.

O soltou próximo a onde ocorria o embate entre Nasti e Ronaldo, e correu para os escombros onde estava a jovem Fada.

(...)


Nasti ergueu-se empurrando os espectros que lhe arrancavam pedaços de carne e a faziam sangrar sua criatividade, lhes dando propósito e os deixando ávidos por mais.

A dragoa girou a cabeça lateralmente, golpeando fortemente os espectros, e com um bater forte de asas tentava mantê-los afastados, enquanto chamas famintas saltavam de suas ventas, arrancando gritos vazios daquelas aberrações.

Ronaldo observou tudo, esperando que fosse fácil terminar com ela, mas a maldita estava em meio a um processo criativo nunca dantes visto, e achava recursos que estavam além de sua compreensão, e as idéias fracas dos milhares de jornalistas em sua mente as vezes se confundiam com dos outros e o fazia hesitar.

Sentiu então o cheiro de algo enorme, alguém que poderia decidir de uma vez por todas o destino daquele embate. Com um gesto fez seu exercito ir com mais afinco para cima da dragoa, enquanto caminhava a passos largos até sua comida embrulhada.

Com um movimento brusco, ele libertou o cativo, não conseguindo evitar dar um passo para trás logo em seguida.

Do saco, retirando as vendas, erguia-se um homem esquelético, de calças jeans puídas, camisa preta um tanto desbotada, um bigode enfeitando o rosto esquálido, cabelos desgrenhados, uma boina azul clara.

Seus olhos traziam uma fúria nunca antes vista neles, e uma determinação ferina, nunca imaginada.

- Madruga... – sussurrou os contistas presentes, com um arrepio na espinha.

(...)


Sean subia correndo por entre os escombros, pronto a voltar a dar suporte junto com Daniele, quando sentiu uma forte pontada contra suas costas. Sentiu o gosto ferroso do sangue em sua boca, e o fraquejar das pernas.


Caiu ajoelhado, em meio a tosses fortes, tentando respirar enquanto seu pulmão era invadido pelo seu sangue.


Ouviu o som da carne sendo cortada lentamente, dos ossos se partindo pelo aço temperado, enquanto retiravam a espada que havia lhe trespassado, acertando pulmão e coração, entrando pelas costas e saltando rubra abaixo do peito esquerdo.


O algoz cavaleiro sorriu, cuspindo sobre o corpo que tombava inerte.

- Acho que assim, elimino a concorrência para ser o “maior f.d.p. entre f.d.p.” – sorriu triunfante Teodoro.

Passou pelo irlandês, indo até Daniele.

- Minha jovem, está na hora de cumprir seu destino. – disse de forma gloriosa.

A garota-Fada tomou um susto, voltando-se para o cavaleiro, paralisada, sem saber o que fazer.

O Templar sorria, e em um gesto rápido sacou a Mão de Deus, a oferecendo a jovem garota Fada.

- Seja a heroína final, minha cara, e que todos saibam que eu lhes garanti a vitoria final, graças ao meu planejado embuste me passando por general de Ronaldo.

Daniele pegou a arma, mirando, lembrando das aulas de Sean – como ela gostaria que ele já tivesse voltado – apontando no meio do peito esquerdo do Devorador de Criatividade, pronta para cumprir o papel que lhe foi designada no início da historia.

Teodoro se manteve ereto junto à jovem, observando o desfecho de tudo aquilo. Tinha montado o tabuleiro, e agora, reaveria toda sua gloria e honrarias.

(...)
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Mensagempor Lady Draconnasti em 08 Abr 2009, 19:15

Opa... Soltaram o Grammar Nazi!

Se o Breath of Fire 3 deixar (e a labirintite também, porque não dá pra manter o cérebro ligado por muito tempo com ela ativa), eu postarei ainda nesse fim de semana.
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Mensagempor Lobo_Branco em 15 Abr 2009, 22:38

Bem povo, venho avisar que a nossa regente Nasti, só vai postar a parte dela após se ver livre de sua "inflamação no labirinto", vulgo labirintite, que a está deixando um tanto quanto incapacitada para escrever.

Sendo assim, o fim foi adiado por um breve período de tempo.

Melhoras, senhora minha.
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Mensagempor Lady Draconnasti em 21 Abr 2009, 20:59

Ok, de volta. Não completamente livre da labirintite, mas bem o suficiente pra pensar coerentemente.

Semana que vem devo postar o final.
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