Wythor escreveu:- Fala-se sobre domínios astrais dos deuses. Nas edições passadas, a vasta maioria dos deuses ficavam nos outer planes e neste artigo não há menção a eles. Será que estes planos exteriores sumiram? Sentirei falta deles
Hum, a princípio não vi como uma mudança, mas sim uma forma nova de descrição. Achei que ficou até mais coerente com os conceitos do velho Manual of the Planes original. Talvez a única diferença
per se é se todo plano externo passar a ser um domínio divino, enquanto que antes havia planos mais genéricos dentro dos quais se encaixavam alguns domínios. Realmente, se for mudar assim, será uma mudança significativa, diria até bizarra... eu gosto da idéia de que os planos externos são coterminais, o que significa que se você andar numa direção do Hades (neutro mau) você pode parar no Abismo (caótico mau) ou no Inferno (leal mau). Não seria legal perder isso. Por outro lado, a depender de como descreverem o "mar astral", é possível que essas ligações sejam subentendidas... vamos ter que esperar pra ver, mas podemos aproveitar a oportunidade pra manifestar nos foruns oficiais nossas expectativas.
Wythor escreveu:- Os diabos agora são seres amaldiçoados pelo deus que assassinaram. Asmodeus é o líder destes ex-anjos e eles tentam sair de sua prisão e expandir sua influência com astúcia e paciência. Essa mudança para um molde de anjo caído não é ruim por sim, mas estou acostumado com o modelo antigo. Imagino que esse domínio astral corrompido fique bem similar aos Nine Hells...
Isso já havia sido anunciado em algum blog... pelo que registrei nas minhas relações de novidades, foi Rich Baker que comentou. Na época, resumi as palavras dele no seguinte:
A categorização de demônios e diabos está mais limpa e funcional. Diabos tendem a ter forma humanóide, lutar com armas e usar armaduras. A maioria tem chifres, asas e caudas. A súcubo tornou-se um diabo e incorporou as características da erínia. Diabos do gelo, pela sua aparência particular, serão de origem yugoloth, aprisionados por um contrato infernal com Mefistófeles, a quem são leais. Por isso, os diabos do gelo odeiam outros diabos. Uma das razões para Asmodeus não enfrentar Mefistófeles, embora certamente vencesse, é não perder o contrato.
Isso indica que os demônios serão mais bestiais ou aberrantes.
A minha percepção (e expectativa) sobre os Nove Infernos é que continuam idênticos ao que conhecemos e somente sua origem foi modificada.
Wykthor escreveu:- Uma menção ao velho Tharizdun. Quem são esses primordiais com quem os deuses lutaram? Eu gosto da idéia dos demônios serem obra de Tharizdun, mas sua origem ser a partir de elementais corrompidos e destruidores não me enche os olhos. O Abyss então ficará "próximo" a este plano pan-elemental ? (usando um termo que apliquei no Mítica

)
Hum, a princípio, existe a idéia de que Tharizdun é o "mal elemental", mas também acho tosco que isso signifique que seus servidores sejam elementais corrompidos. Gosto muito mais da idéia do Fiendish Codex de que eles brotaram da força primordial do caos maligno. Essa universalização da corrupção não está muito interessante... ora, não vai sobrar nenhuma raça inerentemente maligna?? Se bem que, estou observando um padrão aqui, que poderia justificar isso... tipo, vamos imaginar que o universo físico nasceu antes do universo astral. Nesse caso, os elementos brutos, concretos, surgiram antes dos referenciais que poderiam interpretá-los e dar-lhes significados. Nesse contexto, seria natural que as forças primordiais dos alinhamentos (que chamarei de forças astrais) surgissem somente após as forças elementais. Então, as forças astrais seriam um subproduto das forças elementais, sendo que, uma vez que elas tenham surgido, elas passaram também a exercer influência no sentido inverso, moldando forças elementais. Dessa forma é que eu imagino que Tharizdun tenha criado os demônios a partir da corrupção de elementais.
Wykthor escreveu:- Não gostei do reducionismo demoníaco a apenas destruição e caos. Nas edições passadas, este era o tema principal, mas me parece que eles enfatizaram isto ainda mais. Se for o caso, acho uma pena; há espaço para estas criaturas tramarem e fazer algo mais além do MPQD (matar-pilhar-queimar-destruir). Espero que esta "simplificação de papéis" usando diabos como manipuladores e demônios como destridores não os torne monotemáticos.
Cara, eu acho que a moral da história foi justamente torná-los monotemáticos... eu até gostei no sentido de tornar mais claras as naturezas e objetivos de cada raça... mas concordo que se todo demônio for uma mera máquina de aniquilação, vai ficar chato... posso imaginar facilmente uma súcubo tradicional, caótica maligna, que só pensa em seduzir e corromper de formas sutis e inteligentes, porém com o único objetivo de semear a discórdia.