Penas&Espadas II

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Penas&Espadas II

Mensagempor Lady Draconnasti em 13 Set 2007, 23:39

Ledo engano, crianças. Minha maldade é semanalmente exercitada na minha mesa de D&D, e vocês verão uma parte dela qualquer dia desses por este bairro. XD
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Penas&Espadas II

Mensagempor Malkavengrel em 23 Set 2007, 19:51

Memórias Legionárias


“Os campos de batalha estavam apinhados de bárbaros selvagens e de nossas bravas legiões. Muitos de nós estavam confiantes para aquela que não seria nossa primeira campanha. Publius Cornelius Tacitus estava conosco, para registrar nossa vitória para o Império. Em Roma, nosso Cezar aguardava ansioso por notícias. Notícias essas que teriam que esperar.”

“Quando o líder do exercito dos selvagens surgiu, eu pude sentir a presença do Medo se espalhar pelas fileiras da legião. Era como se Marte estivesse nos abandonando, tomando a coragem e a fúria de nossos corpos. Já tínhamos ouvido falar seu nome e até mesmo havíamos zombado de seu posto. No entanto, sua visão foi mais que suficiente para que percebêssemos o quanto havíamos sido tolos por não acreditar nas historias contadas pelos prisioneiros que havíamos feito. Seriamos massacrados apenas por sua presença.”

“Era alta, terrível de olhar e abençoada com uma voz poderosa, assim como seu porte altivo era inconcebível para uma mulher romana. Uma cascata de cabelos vermelhos alcançava seus joelhos; usava um colar dourado composto de ornamentos, uma veste vermelha cobria seu corpo e sobre esta um casaco grosso preso por um broche a protegia do frio que fazia. Carregava uma lança comprida assustando todos os soldados que lhe deitaram os olhos.”

“Aquela era Boudica.”


“Nunca tinha pensado que uma legião romana pudesse perder, mas ali estava a prova viva. Senti meu sangue esquentar conforme a rainha celta ordenava o ataque, senti calafrios quanto vi os bárbaros frenéticos investindo contra nós. Eles eram muitos, eram enormes, pareciam ursos. Seus machados e espadas apesar de rústicos pareciam garras e presas do cão do submundo.”

A pausa nesse momento era estratégica para ouvir os murmúrios.

“Além de Marte ter abandonado nosso batalhão, eu pude escutar o chamado de Plutão que aos poucos parecia abrir fendas no chão para nos tragar para o seu lado. O lugar começou a esquentar e tudo que eu queria eram duas moedas para o barqueiro. Pude sentir o impacto da morte chegando até mim quando o primeiro bárbaro atacou meu escudo.”

Naquela hora eu sempre levantava da cadeira e ficava em pé, não seria diferente desta vez.

“O gládio do soldado ao meu lado entrou na barriga do bárbaro. O sangue quente do selvagem esquentou minhas pernas. Senti o cheiro férreo da morte. Senti que Marte poderia voltar a ajudar, mas já era tarde tinha perdido minha fé nas tropas romanas e fé nos meus deuses. Pude ouvir a guerreira celta grita ‘Andraste’, pude ouvir meus ferozes inimigos se empolgarem com aquele grito. Pude ver que estávamos cercados.”

“Nossas fileiras estavam perdidas, nós estávamos em menor numero, muito menor. Em todos meus anos aqui na Bretanha nunca vi tantos bárbaros reunidos. Plutão realmente tinha conspirado contra minha legião. Mas era o calor da batalha, ele e tomava meu ser. Senti a segunda pressão no meu escudo, senti-o rachando com a força do ataque inimigo. Passei a lamina por baixo, sei que acertei alguém, quanto estrago fiz nunca saberei.”

“Olhei para o lado e gritei para que agüentassem firme, mas já era tarde. Eu sabia que iria morrer. Decidi morrer face a face com o líder inimigo. Soltei meu escudo, peguei meu segundo gládio e...”

Maldito seja aquele que baterá a porta do refeitório enquanto eu encenava a parte preferida da minha historia. O barulho estrondoso da porta fechando novamente fizera que todos olhassem para traz.

“Peguei meu segundo gládio e me abaixei, desviando por pouco da machada desferida pelo bárbaro. Aproveitei para lhe desferir dois cortes no abdômen, exatamente como os bons gladiadores fazem. Ele caiu facilmente com meu ataque. Rolei para frente e cortei a coxa de alguém. Levantei e dei um passo para o lado escapando por um triz da lamina inimiga, pude então localizar a ameaça iminente a minha legião.”

Parei de encenar um pouco para recuperar o fôlego, e aproveitei para sentar. Todo ano era a mesma coisa ver os olhares empolgados dos legionários mais novos, e os risos dos mais velhos.

“Lá estava ela, com seus cabelos vermelhos, com seu corpo belo, muito mais belo que qualquer romana, era ela Vênus encarnada. Sua presença apesar de aterradora era apaixonante, mas ela era a inimiga eu tinha que vencê-la. Meu abaixei para desviar da machada de uma besta furiosa que me atacava, joguei-o por cima de meus ombros, cortei a virilha de um bárbaro próximo e rolei ao lado de outro.”

“Senti o cheiro de rosas se aproximando. Eu sabia que ia morrer, mas antes eu iria matar aquela afronte ao Cezar, aquela falsa rainha. Boudica iria morrer, nem que eu morresse junto. Novamente me abaixei, mas desta vez para escapar da lança sanguinária da guerreira. Aproveitei para cortar a virilha de mais um bárbaro.”

Adorava essa parte da encenação, dei um gole no vinho que estava sobre a mesa, e me levantei.

“Fui derrubado por um guerreiro celta. Senti meu ombro bater em algo duro, mas o calor da batalha me fez esquecer da dor. Nada na parecia importar, lá estava ela, na minha frente. Eu e ela, mais ninguém. Ela soltou a lança com calma e tirou da bainha a espada longa. A espada era longa e fina, muito diferente das nossas laminas. Ela girou rapidamente a lamina ao lado do seu corpo. Ninguém mais parecia querer atrapalhar nosso pequeno combate.”

Queria me manter serio, mas um sorriso meu fugiu o rosto, enquanto eu dei uma pequena pausa para olhar a platéia que havia formado ali.

“Senti Marte voltando o rosto a minha pessoa. Senti Plutão se afastando. Seria rápido, ela não aparentava boa guerreira. Mas sabe como é: as aparências enganam. Investi em com toda força que tinha em um golpe, ela facilmente desviou meu gládio com sua espada. Senti fúria e tentei golpe-la novamente. Desta vez ela penas deu um passo para o lado. Vi a lamina vindo em minha direção, o movimento ascendente da arma bateu em peito. Joguei-me para traz, assim evitando que eu fosse decapitado, mas ainda sim a lamina me cortou.”

Adoro mostrar a cicatriz no meu queixo, mesmo que ela não fosse causada pela guerreira ninguém podia discordar.

“Cai no chão praguejando a mulher. Tentei me levantar, mas a sua lamina já esta no meu pescoço, era tarde, eu era agora um prisioneiro. Eu vi a legião que eu comandava cair, não foram feitos mais que dois prisioneiros. Ou seja, apenas eu e o historiador Tacitus sobrevivemos ao combate.”

Os olhos confusos dos legionários mais novos me alegravam.

“No outro dia tanto eu como Tacitus estávamos sendo bem cuidados em um vilarejo. Um homem velho e de manto sujo, veio cuidar de nossos ferimentos. Alimentou-nos, mas nada falou, também não queríamos falar. Tínhamos fracassado e ainda por cima nos deixaram vivos para rir de nossa desgraça. Por uma semana ficamos ali recebendo pão, água e cuidados médicos. Até que um dia...”

Sentei-me, tomei mais um gole de vinho. Senti o silencio de mistério, então pude continuar.

“Um dia veio até nós Boudica. Ela conversou conosco um pouco e nos explicou que não nos matará, pois ela mata apenas os guerreiros medianos e deixa aqueles que têm coragem de desafiá-la sobreviverem, assim batalhar contra eles novamente. Levou-nos até uma mesa onde um banquete estava sendo servido. Sentamos ao seu lado e comemos, no final da refeição fomos liberados.”

“Voltamos a Roma e entregamos a mensagem de que a legião havia sido derrotada. Cezar não ficou feliz, me mandou de volta a Bretanha com uma legião quatro vezes maior. Tacitus fora ordenado a alterar seus registros sobre nossa batalha, para que na realidade fosse uma vitória honorária. Voltamos, ainda éramos em menor numero, mas muito melhor preparados que os selvagens da região. Viemos, Vimos e Vencemos. Nenhum bárbaro ou Rainha Celta poderia fazer Roma desistir alguma conquista.”

Murmúrios de reprovação ecoavam pelo refeitório da guarnição dos legionários.

“Escutem esse velho legionário, o Cezar mudou a historia, para que Roma se sentisse orgulhosa.” Falei confiante mudando o tom para um grito. “Eu lhes conto a verdadeira historia para que vocês na sejam moles como os antigos legionários que estavam aqui. Pois eu não gosto de fracos nem de covardes.”

Levantei, rapidamente jogando a cadeira no chão.

“Essa é a Vigésima Legião Valente e Vitoriosa e é nosso dever manter a ordem na Bretanha. CUSTE O QUE CUSTAR!”

Adorava ver os novos legionários levantarem e gritar.

“Pelo Imperador Vespasiano, e Pela Província da Bretanha. Pois nós já derrotamos a tribo dos Brigantes!”

Ótima maneira de incentivar jovens, eles apenas precisam de um pouco de empolgação. Amanhã iremos matar alguns celtas, como eu adoro matar celtas.
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Mensagempor Lady Draconnasti em 23 Set 2007, 22:53

O Primeiro Golpe foi dado...

Um conto interessante, Malka. Uma batalha bem narrada e rápida.

Não sei se mais alguém imaginou uma cena sendo descrita como a narrativa do soldado de 300 de Esparta, mas essa foi a minha impressão.

Percebi um ou outro erro de acentuação, nada que comprometesse a leitura, mas que poderia ter sido evitada com um pouco mais de atenção.

Sem mais no momento. Aguardo apenas que a Dark Lady poste seu ataque aqui.

Um beijo.
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Mensagempor Mai em 24 Set 2007, 11:17

A Dama das Trevas se levanta com dificuldades após o golpe de seu adversário. Um golpe severo, sem dúvidas. Respirou fundo. Agora era a sua vez. Concentrou-se por alguns instantes, e então, lançou-lhe seu ataque. Que ele fosse suficiente...

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A Batalha

Os campos de batalha estavam apinhados de bárbaros selvagens e de nossas bravas legiões. Muitos de nós estavam confiantes para aquela que não seria nossa primeira campanha. Publius Cornelius Tacitus estava conosco, para registrar nossa vitória para o Império. Em Roma, nosso Cezar aguardava ansioso por notícias. Notícias essas que teriam que esperar.

Quando o líder do exercito dos selvagens surgiu, eu pude sentir a presença do Medo se espalhar pelas fileiras da legião. Era como se Marte estivesse nos abandonando, tomando a coragem e a fúria de nossos corpos. Já tínhamos ouvido falar seu nome e até mesmo havíamos zombado de seu posto. No entanto, sua visão foi mais que suficiente para que percebêssemos o quanto havíamos sido tolos por não acreditar nas historias contadas pelos prisioneiros que havíamos feito. Seriamos massacrados apenas por sua presença.

Era alta, terrível de olhar e abençoada com uma voz poderosa, assim como seu porte altivo era inconcebível para uma mulher romana. Uma cascata de cabelos vermelhos alcançava seus joelhos; usava um colar dourado composto de ornamentos, uma veste vermelha cobria seu corpo e sobre esta um casaco grosso preso por um broche a protegia do frio que fazia. Carregava uma lança comprida assustando todos os soldados que lhe deitaram os olhos.

Aquela era Boudica.

- Pra cama. Agora.

- Ah mãe, agora não! - implorei, fazendo cara de desespero. - Mãe, eu tô ganhando, minhas tropas já destruíram a primeira base, eu não posso parar agora!

- Porque não pode parar? É algum compromisso inadiável, é?

Ela rebateu, naquela ironia típica - e natural - de toda mãe. Eu respirei fundo. Ela estava encostada na parede, os cabelos ruivos presos com uma fita para que não bagunçassem - tanto - durante a noite. A camisola vermelha descia até os joelhos, e sobre ela, um robe fino, negro, que roçava o chão.

- Não, mãe, não é assim, é que...

- Tiago, são três e meia da manhã. - ela sibilou - O que diabos você ainda está fazendo nesse computador?

- Tô jogando com o Eduardo, mãe. A partida já tá acabando, deixa só...

- Viu, eu avisei, eu avisei! Ele vai ficar aí a madrugada toda!

Sabia. Sabia que não era normal ela acordar assim. Tinha de ser arte dele. Ah, pivete imprestável!

- Pablo! O que é que você disse pra ela?

- Que você estava jogando joguinhos de luta de madrugada, e não queria ir dormir! - respondeu ele, mostrando a língua pra mim. Meu sangue ferveu, mas me segurei.

- Pablo... - os olhos dela se estreitaram, mirando o pequeno, que se encolheu. Sem alterar a expressão, voltou-se para mim. - De qualquer fora, isso não é hora de jogar. Vá dormir, mais tarde você terá oportunidade de jogar seu joguinho.

- Mas...

- Sem mas.

- Mãe...

A mão direita dela fechou subitamente, com força. A criança se encolheu mais ainda atrás dela.

- Agora.

Droga. Suspirei, e desliguei o computador, abandonando a batalha. E os Romanos perdem mais uma.
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Mensagempor Malkavengrel em 24 Set 2007, 11:43

:queixo:
O contra ataque rapido, me deixa pasmo. Em sua magnitude e realidade. Golpe estuporante.
:queixo:
Hora de repensar, como não pude prever tamanhana imaginação. Como falei na Radio Contonopolis...

Levanto, ainda tonto.
"Minhas congratulações pelo conto. Uma saida inteligente."

Sento-me e espero o resultado, fumando um cigarro. "Ai daquele que falar que é proibido fumar em espaço publico. Preciso me recuperar."
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Mensagempor Lady Draconnasti em 24 Set 2007, 12:25

Fim do embate! A votação já começou. Aos espectadores, resta a leitura e a votação.

Não esqueçam de comentar as obras, para que os gladiadores possam crescer em futuras batalhas, mas lembrem que o voto é SECRETO.

As votações estarão abertas até o dia 30/09, aproveitem esse tempo.
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Mensagempor Ermel em 24 Set 2007, 18:21

Achei o texto do Malka bem pensado, não sei, mas tive a impressão que ele teve mais tempo. Enfim, foi interessante o modo da narração, o velho guerreiro contando suas velhas batalhas para animar - usando tambem como forma de estrategia a mesma - os mais jovens fazendo-os mais valentes para a Guerra. E o melhor, a alteração na historia, achei divertidissimo, não sei realmente porque, mas foi. :P

A ideia da Lady foi muito engraçada, foi um 'golpe' realmente, inimaginavel. Muito criativo, porem acho que podia ter sido mais trabalhado.

Aos combatentes, meus sinceros Parabens e Congratulações pela otima batalha!
"And the question is
Was I more alive then than I am now?
I happily have to disagree
I laugh more often now
I cry more often now
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Mensagempor Gehenna em 26 Set 2007, 00:21

Parabéns, milady! :bwaha:

Foi um golpe tão inesperado que digo sem sombra de dúvidas que pegou a TODOS de surpresa.
Porém, concordo com o Ermel: Poderia ter sido mais trabalhado.


Malka,

Assim como a milady, não pude ficar sem lembrar dos 300 espartanos e o Guerreiro-Bardo Contador de Histórias deles. No final, acabei lembrando também do Último Samurai :blink: .
Foi um bom combate. Boa sorte.
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Mensagempor Lobo_Branco em 26 Set 2007, 11:50

Ambos merecem parabéns! Conseguiram desenvolver bons textos em um espaço pequeno de tempo.

Malka,

Boas descrições,o texto flui naturalmente. Colocar tudo como uma narrativa para empolgar recem chegados a Legião, foi um toque interessante. Só achei que podia ter sido trabalhado mais a ordem e disciplina da legião, e do general. No fim, ficou muito focado na luta dele contra o exercito celta.

Achei um pouco forçado esse ponto, mesmo levando em conta que era ele narrando a própria sina.


Lady,

Como a todos os outros me pegou de surpresa. Foi inusitado, bastante divertido. Porém, como disseram pareceu que faltou-lhe tempo para fazer, podendo ser mais bem trabalhado. Assim, como para mim, faltou romanos e celtas nas suas linhas tbm. Apesar d'eu achar que a sua Boudica inspira mais medo que a real. Afinal, essa Boudica é uma conhecida de quase td mundo. rs

Mais uma vez, parabéns e boa sorte a ambos.


" O Lobo analisa o combate. E que combate. Um golpe direto por parte do cavaleiro, que em contra parte, foi atingido por uma estocada inesperada da dama.

Ambos terrivelmente feridos, por cortes bem talhados.

Sentado sobre as patas traseiras, ele chega a uma difícil conclusão. Com passos mansos se dirige até a urna, depositando lá seu voto.

- Esspero que se recuperem bem dessses ferimentosss. - pensou o lupino, ainda sentindo as dores de seu combate naquela mesma arena."
"— Nós também éramos crianças, e se eles nos deixaram órfãos, os deixamos sem filhos."(

Óglaigh na hÉireann)


O Último Duelo - conto Capa&Espada
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Mensagempor Lady Draconnasti em 30 Set 2007, 14:22

Devido aos problemas ocorridos na semana passada, com relação à mudança de servidor, o prazo das votações será extendido até a sexta, dia 05/10. Então aproveitem.
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Mensagempor Lady Draconnasti em 06 Out 2007, 23:05

Desculpem a demora, mas finalmente já temos o resultado.

Quando a poeira abaixou, era possivel perceber os terríveis ferimentos dos combatentes. As penas nas mãos de ambos estavam empapadas com o sangue do adversário. Um combate assustador e cheio de surpresas, mas...

Vence o mais votado.

A Dama das Trevas cai por terra. Malkavengrel vence, por uma diferença de 3 votos.


Parabens aos participantes e até o próximo embate!
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Mensagempor Mai em 09 Out 2007, 14:49

A Dama tenta se levantar do chão, mas não tem forças para tal. Então, de maneira inesperada, ela começa a rir. Um riso baixinho, cheio de inocência, a felicidade aparente no rosto da jovem. Ela olha para o rosto daquele que a derrubou com admiração, e diz:

- Foi muito divertido, meu caro Malkavengrel... Grande vitória, plenamente merecida! Foi tolice minha imaginar que tinha alguma chance de vitória. Agora, se me permite, preciso descansar...

As sombras envolvem a combatente caída, e a levam para algum lugar tranquilo...

------
Maravilhoso, Malka. Parabéns pelo texto, e... Que vitória! \o/
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Mensagempor Malkavengrel em 09 Out 2007, 15:38

- Dama, o devo dizer que de divertido foi o suspense. Pensei que iria perder esse combate.

O mago sai andando e fumando um cigarro levando na memoria o combate, e uma cicatriz para as historias.

"Nada como um ferimento,
Lembram-me cada momento."

----
Devo dizer que fiquei surpreso pelo resultado. Otimo texto DarkLady.
Para saciar a duvida eu me inspirei um pouco em 300 e o Ultimo Samurai. Mas só pessoal. Agradeço a todos que passaram aqui.

Abraços
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Mensagempor Dahak em 09 Out 2007, 20:49

Parabéns aos dois.
Esse foi um momento incrível para notarmos como a interpretação e a produção com base em um mesmo ponto pode ser distinta.

Ambos os contos foraa muito bons. O golpe da Dark Lady foi bem peculiar, uma visão que poucos teriam. Criatividade parece ter sido o ponto forte.

Malka se deu muito bem na solidez, na articulação. Creio ter sido o elemento mais chamativo aos meus olhos. Creio que você se utilizou muito bem com o tema.

Enfim, um duelo que foi bem distinto e íntegro.
Rendeu-me bons momentos de leitura e tenho certeza que o mesmo vale para os demais.

Beijos e abraços.


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