por Lanzi em 05 Dez 2007, 19:19
Eu pensei numa explicação parecida. A reprodução de seres humanos e feita em progressão geométrica, enquanto a de robôs não. E é sempre bom ter MUITOS trabalhadores recebendo muito pouco. Recentemente fizeram uma pesquisa e constataram que hoje em dia seria mais caro ter um escravo e mantê-lo, do que um trabalhador. O ser humano, quando educado para ser operário, é tão eficiente quanto um robô e mais barato e quantitativo.
O outro ponto em que o Montliard tocou:
Penso que a idéia de matéria prima gerada deve ser descartada. A tecnologia seria muito grande e não iria corresponder com o cenário, que é um futuro "abandonado". O que manda é a tecnologia econômica, já que não há grandes guerras, mas mesmo assim não seria explicação suficiente pra tecnologia voltada ao capital ser tão distanciada no futuro das outras.
Oda
Sério cara? Eu pensei que colocar a politicagem suja seria algo viável e meio que um diferencial nesse cenário, se colocada de uma maneira inteligente. Acho que se ficasse desse jeito não ficaria tão mal colocado porque aquela parte do cenário pede isso. É meio que uma distopia dum sistema "democrático capitalista totalitário", que acaba gerando essas possibilidades de um sistema mundial em contradição por exemplo: o número de pobres aumentando de maneira magnífica à medida que o de ricos diminui, enquanto as condições humanas beneficiam apenas os ricos. Isso acontece no mundo real, mas não de maneira exagerada e divertida.
Seth
A idéia de colméia é proposital. E ainda bem que vopcê imaginou isso. A imagem que os trabalhadores do oeste têm do que se passa no leste é feito através de uma propaganda educacional. Nos anos em que as criancinhas trabalhadoras estão ainda aprendendo nas industrias, elas são induzidas a sonharem com a possibilidade de prosperidade e crescer economicamente trabalhando nas indústrias para um dia poderem ir para o leste. Acontece que é impossível essa prosperidade e o avanço na hierarquia da fábrica, porque ela é gerenciada no oeste pelos robôs. E é muito difícil atravessar o lixo para ir para o leste, pois os "aviões"(não sei se seriam aviões os meios de locomoção desse cenário) que partem do oeste são apenas cargueiros. Sempre há os casos de viagens clandestinas, mas elas são exceções. Devemos notar que é impossível generalizar, mas as exceções são detalhes e devem ser exploradas. Sempre há aquele grupo de trabalhadores revoltados refugiados no lixo que conhecem o verdadeiro leste. Não aquele fantasiado, utópico, propagandeado pela educação dos operários.
O povo do leste é propritário das fábricas do oeste, que produzem para o consumo do leste. A exploração vem na forma de submissão do trabalho e serviço semi-escravo. As remunerações, horário de trabalho e tudo o mais são os mesmos em todas as fábricas, para não haver concorrência (embora eu esteja querendo mudar essa faceta, se não a contradição de diminuição de ricos e aumento de pobres seria impossível). O oeste não iria dispor de segurança e condições de vida sequer razoáveis, pois todos os investimentos seriam feitos no leste, mas não na forma de educação, pois a corrupção corre solta na disputa por favores e por propriedade. Em suma: o pessoal do leste fica brigando pra ver quem comanda MAIS no leste.
Anonimous
Eu pensei justamente na exploração das doenças mentais e físicas como um fator decisivo para a originalidade desse cenário.
Gente do leste do bem sempre vai existir, embora em menor número. E esses movimentos são os detalhes do cenário, trabalhados depois dos conceitos gerais. Claro que seria lindo esse tipo de exploração do conceito, dando possibilidades de aventuras espetaculares. Os movimentos de resistência ocorrem de maneira quase genérica no oeste. Mas o sistema é feito para que esses movimentos existam, para serem explorados pelo próprio sistema, neutralizados e serem usados como justificativa para o mantimento da situação. Embora o policiamento nas fábricas, que é praticamente o único lugar que possa ser abalado pelas rebeliões, é total por parte dos robos.
Gostei da idéia dos experimentos. Pode ser explorado também gerando um plot a mais.
Sobre as religiões: nem tentei pensar ainda. O único esboço que tenho é de uma religião extremamente individualista e capitalista, correspondente com o que o planeta pede. Mas poderiam haver várias menores, que ainda não foram suprimidas pelo sistema geral e permanecem nas escuras, esperando a hora de substituir essa religião maior.
Sobre os monstros e a história do planeta: ainda não dã opra ser trabalhados em conceitos gerais. Mas a explicação seria muito científica e sociológica. Os monstros tiveram de se adaptar ao lixo, aos oceanos secos, a mudança de estado do planeta, ASSIM COMO OS PRÓPRIOS seres humanos.A originalidade, creio eu, está nos detalhes - que teriam de ser muitos - a serem explorados.