Desenvolvimento de Cenário

Essa é a seção para conversas gerais sobre RPG, que não são sobre um sistema específico ou envolvem a sociedade em discussão sobre aspectos culturais, religiosos, comportamentais e educacionais do RPG, a popularização do jogo e o combate ao preconceito.

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Desenvolvimento de Cenário

Mensagempor Tabris em 16 Dez 2007, 01:59

Alguns de vocês já devem saber do meu projeto de cenário próprio, ele vem evoluindo e mudando a tempos sem tomar de fato forma, mas eu resolvi aproveitar essas minhas férias prolongadas (até o meio de 2008) para tentar dar forma a ele, mas pelas características do cenário eu creio que alguma ajuda viria a calhar, sem contar que é sempre bom ouvir a opinião dos outros.
O cenário ainda está em um estado de desenvolvimento muito primitivo então vou apresentar as coisas que eu tenho certeza e possíveis duvidas ou características que acho que seria interessante alguem dar a opinião

- Geral
  • Nome provisório é Edda (Não me perguntem porque)
  • Cenário mais realista (no sentido de proximidade do histórico) e complexo do que a maioria dos cenários de fantasia medieval
  • Nível tecnológico aproximado da Idade das Trevas, entretanto algumas regiões podem ser mais avançadas e alguns avanços que aqui se perderam com a queda de Roma nunca se perderam por lá
  • Estrutura social similar a medieval, mas com grandes diferenças. Nem todas as nações são feudais. Muita influência da nossa antiguidade nesse aspecto
  • A crença na capacidade de fazer magia (Aqui os limites entre oq chamamos em D&D de magia divina e arcana se confundem) está impregnada no dia-a-dia (Meio como Runequest), mas a não ser que você conheça um grande usuário de magia (usando o termo magista por enquanto) ou tiver uma percepção para o sobrenatural (segunda visão) dificilmente vai ver os efeitos na pratica.
  • Muitas características de Sword & Sorcery mas também influenciado pela fantasia histórica e romances históricos.
  • Deuses não costumam intervir nos assuntos dos mortais, mas fazem o que faz parte de sua natureza. Alguns magistas dizem que sua magia é uma forma de contato com os deuses. Ou seja, pode ser que alguem com a Segunda Visão veja a deusa dos mortos recolhendo as almas dos falecidos em um campo de batalha abandonado, mas isso não significa que ela vai intervir se um seguidor precisar de ajudar, rituais são necessários para tal.
  • Ainda existe espaço para heroísmo, ainda existe gente procurando oq considera certo, mas bem e mal são muitos relativos e muitas vezes os jogadores terão que se deparar com dilemas morais e outros problemas. Cenário mais "tons de cinza" do que "preto e branco"
  • Sistema: Será o True20, mas considero a possibilidade de converter para outros depois.

- Influências
  • Artesia (Tanto o quadrinho quanto o RPG)
  • Hârn (Cenário de RPG)
  • Mount & Blade (Jogo de computador)
  • Conan (Acho que não precisa explicar né...)
  • Série The Elder Scrolls (Ok... só um pouco...)

- Geografia
  • Raças de fantasia (elfos, anões, hobbits...), ainda existem, mas eu devo reformula-las para o clima do cenário.
  • A maior parte das nações tem base em culturas do mundo real, mas eu venho tentando ultimamente muda-las para criar novos conceitos. De qualquer forma a maior parte delas falam línguas similares as do nosso mundo, mas não exatamente iguais (Nomes de habitantes de Lyonesse provem do francÊs, por exemplo)
  • Provisoriamente nomes de nações vem de terras das nossas lendas, sejam puramente lendas, supostos continentes, ilhas ou cidades perdidas. Ex: Thule, Lyonesse, Hyperborea...
  • Sociedade agrária em maioria, mesmo nem todo o mundo vivendo de forma feudal.
  • Culturas mais diversificadas do que na europa medieval, oq leva a tecnologia mais diversificada
  • Nem todo o mundo é "europeu", mas se culturas similares a China e Japão existem, elas são distantes e o contato é pouco
  • Tentativa desesperada d q os mapas façam algum sentido geologicamente, devo tentar faze-los no photoshop :P
  • Mesmo que nem todas as nações sejam feudais, ainda existe uma estrutura hierárquica ou de castas na maior parte das nações, com leis diferentes para cada lugar (Por exemplo, algumas armas podem ser permitidas apenas para nobres em alguns reinos feudais). Isso seria representado pelo talento Previlégio.

- Religião
  • Dois ou três panteões (atualmente, pode ser que eu crie mais), que são rivais entre si e apresentam características bem diferentes. Um tem bases mais dogmaticas, estrutura religiosa mais rigida e influência mais greco-romana. O outro é mais baseado na tradição e nos costumes, não tem uma hierarquia religiosa rígida (embora ordens e organizações possam existir) e uma mistura de influencia celta e de outras culturas "bárbaras", o ultimo é visto como maligno por conter divindades que quebram com tabus pre-estabelecidos mas cuja maldade é ambígua só está na cabeça de alguns de seus seguidores.
  • Cada Deus tem seu lugar no panteão. Mesmo que alguem adore o deus da guerra ele ainda vai pedir ajuda ao deus da agricultura se precisar. Sendo assim, mesmo que algumas pessoas tenham preferência por uma divindade ou outra geralmente os panteões são como religiões inteiras separadas
  • Os deuses não costumam interferir diretamente nas suas igrejas, a política religiosa é basicamente controlada pelos mortais (Algo meio como Eberron)
  • Rivalidade entre os dois panteões existem, mas geralmente não chega a guerra aberta. Embora em nações mais fundamentalistas alguns possam acabar por ser perseguidos.
  • Nem todo o sacerdote é capaz de utilizar magia, mas geralmente todos que possuem a Segunda Visão aprendem, seja sozinho ou com ajuda de outro.


- Magia
  • Nem todas as pessoas são capazes de fazer magia, é necessário uma ligação com o mundo espiritual que é chamada de Segunda Visão, pessoas com essa habilidade podem ver espiritos e outras entidades no mundo natural, usuários de magia aprendem a desenvolver essa visão ainda mais e ver as energias que formam a magia.
  • Devido ao que eu falei acima, todo o Adepto começa com o poder Second Sight obrigatoriamente (Ou seja, Second Sight e mais 3 talentos no lugar dos 4).
  • Qualquer pessoa pode escolher pegar Second Sight no primeiro nivel, representando essa "mediunidade", entretanto ela só poderá ver espiritos, os efeitos do poder que estão no livro básico do True20 só vão funcionar se ela adquirir um nível de adepto.
  • Em raras ocasiões alguem pode acabar desenvolvendo a Segunda Visão durante a vida no lugar de já nascer com ela, se isso ocorrer dentro do RP o mestre pode permitir que o jogador pegue o talento Second Sight no próximo nível.
  • Existem varias visões, tradições e formas de fazer magia, mas a magia é uma só, e embora algumas coisas mudem a base é parecida ou igual.
  • Estou atualmente chamando os usuários de magia coletivamente de magos mesmo, mas o termo pode mudar.
  • Magistas: São magos mais formais, não tem ligação com a religião ou a igreja, geralmente aprenderam a fazer magia em uma Ordem ou outra organização de magos, tem uma visão mais "inquisitiva", tentando compreender melhor o universo, são os únicos que visitam outros planos apenas para aprender. Geralmente escondem oq fazem do mundo, se reúnem com os membros das suas ordens em casas de reunião secretas chamadas de Capítulos. A maior parte dos Capítulos são específicos para uma determinada ordem, mas em alguns lugares existem Capítulos abertos para todos os magos.
  • Bruxos: Quase sempre ligados a Corte Lunar, praticam uma forma de magia atrelada a religião mas menos do que a teurgia da Corte Solar. A maioria aprendeu a sua magia por tradição familiar ou com a ajuda de algum espírito.
  • Teurgistas: Assim são chamados os sacerdotes da Corte Solar que possuem a Segunda Visão e aprenderam magia. Geralmente são enviados para ordens monásticas assim que seus talentos são descobertos, onde aprendem uma mistura da magia dos magos com seus preceitos religiosos.
  • Xamãs: Lideres religiosos de nações pouco desenvolvidas. Geralmente aprenderam sua magia sozinhos ou pelas tradições da sua tribo. Procuram favores dos espiritos e alguns chegam a adora-los como deuses. Totemistas são xamãs que tentam alcançar a comunhão com um unico espirito de grande poder.

A idéia seria que alguem me ajudasse e que discussimos algumas das idéias.
Oq vcs acham?
Alguem tá interessado em ajudar com o cenário? Posso transformar em um projeto publico.

Vou postar aqui eventualmente algum material conforme for criando, então por favor, sejam sinceros nas suas opiniões
Editado pela última vez por Tabris em 16 Dez 2007, 15:54, em um total de 1 vez.
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Mensagempor AKImeru em 16 Dez 2007, 02:11

Mount & Blade (Jogo de computador)
FUCK YES

Conan (Acho que não precisa explicar né...)
FUCK YES

Série The Elder Scrolls (Ok... só um pouco...)
FUCK NO

Mais hein? Por que se basear em uma seria generica como essa quando você tem Conan e Mout & Blade?
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Mensagempor Tabris em 16 Dez 2007, 02:28

Oda Nobunaga escreveu:Série The Elder Scrolls (Ok... só um pouco...)
FUCK NO

Mais hein? Por que se basear em uma seria generica como essa quando você tem Conan e Mout & Blade?


Morrowind>Oblivion

Falando sério, Morrowind (principalmente os livros dentro do jogo) é muito mais original e tme um clima muito diferente do Oblivion. Morrowind é bem menos genérico, mas mesmo assim eu diria que a influência do Elder Scrolls é a mais limitada da lista, acho que eu coloquei mais pensando nos Daedra, no Tribunal e etc.
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Mensagempor Aluriel de Laurants em 16 Dez 2007, 10:51

Realmente achei esse cenário bem interessante. Parabéns.
SPOILER: EXIBIR
Imagem Bons tempos aqueles em que você podia por um satã travesti num desenho de criança.


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As vezes a maior sabedoria é parecer não saber nada.
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Mensagempor Tabris em 16 Dez 2007, 15:49

Magia


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"É inegável que a presença da magia em nosso mundo, ela pode estar velada e escondida apenas para os que sabem procurar, mas qualquer individuo pode concluir que só com a presença dela é possível ao universo funcionar."
- Diácono Jaffrey do Sexto Capitulo da Ordem da Marca Rubra em Varenia





A magia é um dom para poucos, poucos conseguem ve-la, poucos conseguem pratica-la e ainda menos são os que podem senti-la, mas quase todos acreditam nela. Casamentos, batismos, rituais para abençoar novas empreitadas e superstições em geral. Mesmo que os efeitos não possam ser vistos facilmente por aqueles que não tem o talento, e até que algumas dessas cerimônias não envolvam magia de verdade, a maior parte da população acredita na magia e no seu poder, com apenas uns poucos sábios ousam dizer que ela não existe e que é tudo mentira e ilusão. Ela, ou ao menos a crença nela, influencia o dia a dia e vida das pessoas, mas aqueles que realmente a praticam, sejam quais forem suas convicções, são raros e muitas vezes ocultos.

O único pre-requisito necessário para pratica-la é um talento raro e misterioso que é chamado por muitos nomes: Segunda Visão, Despertar,Verdadeira Epifania, Abraço de Ysmira... São muitos nomes para a mesma coisa, nenhum capaz de traduzir realmente esse dom que se manifesta na visão de espiritos e outras entidades mas que é muito maior do que isso, sendo geralmente descrita como uma capacidade de interagir com um plano mental que transcende o nosso.

Tradições


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"De nenhuma outra forma se não pela luz dos deuses pode a verdade ser entendida. E por nenhuma outra forma se não pela magia o mundo pode ser compreendido. Mas de falsas verdades e espiritos corruptos os planos se abarrotam, é por essa razão que a teurgia foi criada, ela é o que acontece quando a luz dos deuses ilumina os caminhos tortuosos da magia."
- Loddyc Maredan, Sacerdote responsável pela Grande Catedral do Sol em Breasail





O termo tradição é geralmente usado pelos magistas para descrever um grupo amplo de magos que tem se utilizam dos mesmas métodos na sua busca pela magia, tradição não deve ser confundido com escola ou ordem, que indicam respectivamente grupos sem e com estrutura hierárquica que possuem as mesmas crenças a nível teórico além de utilizarem os mesmos métodos. As tradições são muitas e incontáveis mais as mais comuns são as seguintes:

Magistas


Para o magistas o mais importante é a busca pela magia, talvez ele acredite e adote uma religião, talvez ele tenha seus dogmas e tradições, mas a busca pela magia transcende qualquer busca pelos deuses e muitas vezes até mesmo os assuntos mundanos, levando muitos dos seguidores dessa tradição a desenvolver um certo ceticismo quanto a religiões e se distanciarem do convívio com os outros, escondendo-se do mundo e vivendo vidas duplas.

Magistas tem uma versão mais metódica e formal da magia que eles definem como sendo mais racional. Geralmente separam os magos por diferentes títulos e em um sistema de graus que divide os magistas em quatro magnitudes, as ordens entretanto tem sistemas de graus mais elaborados e que costuma variar quase sempre, geralmente tendo de 12 a 52 graus.

Os magistas costumam buscar a magia de uma maneira diferente das outras tradições, eles não buscam apenas usa-la, eles querem acima de tudo entende-la, agindo de modo mais inquisitivo, tendendo a ser mais ativos em tentar novos conceitos e formas com o intuito de conseguir o conhecimento e o domínio sobre a magia. São os viajantes planares mais comuns, pois vêem a necessidade de viajar para os diferentes planos para entender a natureza do universo.

A ordem e o capitulo são as pedras fundamentais do sistema magista. Quase todo o mago é membro de uma ordem e mesmo os poucos que não são tem alguma ligação com outros que são. A ordem é teoricamente uma organização de magos com crenças e praticas similares que é responsável pelo desenvolvimento continuo da magia, seja recrutando novos membros, protegendo os interesses dos que já tem ou trabalhando para o desenvolvimento de todos. Porém nem todas as ordens funcionam assim na pratica, muitas ordens acabam por acumular membros que se preocupam apenas com a auto-promoção, desejando apenas poder e usando a estrutura da ordem para política e para o ganho pessoal, a estrutura hierárquica da própria ordem acaba por proteger esses indivíduos, eles terminam por tomar os graus superiores e chegam a dominar a ordem em alguns casos.

O capitulo é uma estrutura menor, um capitulo é uma área de reunião para os magos de uma mesma ordem, geralmente uma casa ou construção de médio porte mantida fechada e escondida para os que não são membros da ordem. Capítulos geralmente possuem bibliotecas, salas de reunião e de rituais, e quartos para os membros que não tem alojamento. É lá que o mago iniciante vai aprender o básico da magia, também é lá que os magos de uma ordem se reúnem para discutir sobre a magia e onde as decisões da ordem são tomadas. Alguns poucos capítulos, geralmente em cidades onde os magistas são bem aceitos, são mais abertos para os não-magistas e aceitam membros de qualquer ordem, esses lugares de discussão e estudo são chamados de Capítulos Ecumênicos e costumam ser grandes construções, muitas vezes atreladas a grandes universidades ou outros centros de conhecimento. No outro extremo ficam os Oasis, capítulos utilizados por um conjunto de ordens que agem juntas em regiões onde existe perseguição aos magistas ou a algum conjunto de ordens.

Na mente popular o segredo e reclusão dos magistas, e a sua tendência a esconder seu caminho, fez com que muitas lendas surgissem. Enquanto algumas falam de magos bondosos e sábios que viajam pelo mundo ajudando as pessoas, outros falam de adoradores de espiritos malignos que conspiram nas sombras contra os deuses e homens, tais lendas muitas vezes são tomadas como verdade pelos camponeses e são muitos comuns em lugares onde os magos são mais reclusos e incomuns.
Editado pela última vez por Tabris em 17 Dez 2007, 21:58, em um total de 1 vez.
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Mensagempor Madrüga em 16 Dez 2007, 17:02

Tabris escreveu:Nome provisório é Edda (Não me perguntem porque)


Não pergunto aqui o porquê, mas considero até prejudicial ao cenário que seu nome seja culturalmente já conhecido e de domínio público. Mesmo que antigo, sei lá, é como fazer um cenário daqui a uns trinta anos e chamá-lo de "Matrix". É mais fácil criar um nome novo ou uma frase interessante (citemos "Eberron" como um nome que, embora dê margem a trocadilhos, é suficientemente original e "Forgotten realms" como um cenário que. embora um lixo, tem uma nome poderoso e evocativo).

Tabris escreveu:Estrutura social similar a medieval, mas com grandes diferenças. Nem todas as nações são feudais. Muita influência da nossa antiguidade nesse aspecto


Defina "Antigüidade".

Tabris escreveu:Deuses não costumam intervir nos assuntos dos mortais, mas fazem o que faz parte de sua natureza. Alguns magistas dizem que sua magia é uma forma de contato com os deuses. Ou seja, pode ser que alguem com a Segunda Visão veja a deusa dos mortos recolhendo as almas dos falecidos em um campo de batalha abandonado, mas isso não significa que ela vai intervir se um seguidor precisar de ajudar, rituais são necessários para tal.


Broxei bastante com a perspectiva de existência dos deuses. Para uma proposta supostamente mais complexa, isso é tão simplório quanto os ridículos e absurdos panteões, digamos, de Forgotten Realms; é fantasioso, simplório e comuníssimo fazer isso, mesmo que os deuses não interfiram nos assuntos mortais.

Claro que isso é opinião pessoal antes de crítica: odeio deuses e essa falácia de existência comprovada.

Tabris escreveu:Raças de fantasia (elfos, anões, hobbits...), ainda existem, mas eu devo reformula-las para o clima do cenário.


Livre-se desses grilhões, pô. Essas raças são nada inovadoras e insuportáveis. Mais fácil é criar raças totalmente novas, com sabor próprio, do que ficar reformando as malditas raças tolkenianas e padrão de D&D.

Tabris escreveu:A maior parte das nações tem base em culturas do mundo real, mas eu venho tentando ultimamente muda-las para criar novos conceitos. De qualquer forma a maior parte delas falam línguas similares as do nosso mundo, mas não exatamente iguais (Nomes de habitantes de Lyonesse provem do francÊs, por exemplo)

Provisoriamente nomes de nações vem de terras das nossas lendas, sejam puramente lendas, supostos continentes, ilhas ou cidades perdidas. Ex: Thule, Lyonesse, Hyperborea...


Isso também não é novidade, e enche de estereótipos advindos da associação imediata de certos nomes com os conteúdos dos reinos, que serão diferentes, creio eu. Mesmo com o idioma.

Tabris escreveu:Dois ou três panteões (atualmente, pode ser que eu crie mais), que são rivais entre si e apresentam características bem diferentes. Um tem bases mais dogmaticas, estrutura religiosa mais rigida e influência mais greco-romana. O outro é mais baseado na tradição e nos costumes, não tem uma hierarquia religiosa rígida (embora ordens e organizações possam existir) e uma mistura de influencia celta e de outras culturas "bárbaras", o ultimo é visto como maligno por conter divindades que quebram com tabus pre-estabelecidos mas cuja maldade é ambígua só está na cabeça de alguns de seus seguidores.


Isso é tão... bobinho.

Isso também trai um pouco sua concepção de cenário mais complexo; criar panteões genéricos e simplificados só serve para privar os povos de uma característica cultural fascinante e intensa, geralmente relegada ao segundo plano por criadores de cenário, servindo para mecanicismos idiotas como domínios de clérigo. Se os povos tendem a ser culturalmente mais complexos, uma certa tessitura de religião, idiomas e cultura (em geral) tende a ser a regra, com algumas contaminações e influências sutis de acordo com região, para evitar aquele "efeito ilha" de certas culturas de Faerûn e... Tormenta.

Tabris escreveu:Cada Deus tem seu lugar no panteão. Mesmo que alguem adore o deus da guerra ele ainda vai pedir ajuda ao deus da agricultura se precisar. Sendo assim, mesmo que algumas pessoas tenham preferência por uma divindade ou outra geralmente os panteões são como religiões inteiras separadas


Clichê eternizado por abordagens pobres de cenários e livros de fantasia em geral. Os povos não eram tão mecanizados a ponto de ter um deus para cada "função" no cosmo. Muitos coincidiam e conflitavam, como deuses da guerra e do combate coexistindo, por exemplo; além disso, algumas funções se acumulavam: Thor não era também um deus da agricultura, cruzando os céus em uma carroça puxada por bodes? As regiões faziam também o serviço de alterar panteões e funções, vide o panteão egípcio que, longe de ser estático como mostram aqueles tediosos livros pretensamente enciclopédicos de "mitologia", variavam furiosamente de cidade em cidade, com centenas de deuses e funções entrelaçados e conflitantes.

Tabris escreveu:Nem todo o sacerdote é capaz de utilizar magia, mas geralmente todos que possuem a Segunda Visão aprendem, seja sozinho ou com ajuda de outro.


Isso é bom, banaliza um pouco menos a magia.

Tabris escreveu:Magia...


Gostei, no geral, coincide um pouco com as concepções que eu tenho.
Cigano, a palavra é FLUFF. FLUFF. Repita comigo. FLUFF

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Desenvolvimento de Cenário

Mensagempor Tabris em 16 Dez 2007, 17:23

Seu_Madruga escreveu:
Tabris escreveu:Nome provisório é Edda (Não me perguntem porque)


Não pergunto aqui o porquê, mas considero até prejudicial ao cenário que seu nome seja culturalmente já conhecido e de domínio público. Mesmo que antigo, sei lá, é como fazer um cenário daqui a uns trinta anos e chamá-lo de "Matrix". É mais fácil criar um nome novo ou uma frase interessante (citemos "Eberron" como um nome que, embora dê margem a trocadilhos, é suficientemente original e "Forgotten realms" como um cenário que. embora um lixo, tem uma nome poderoso e evocativo).

O nome é provisório, como quase todos os nomes no cenário, eu vou mudar eventualmente, foi inclusive por isso que não coloquei o nome no título do tópico

Seu_Madruga escreveu:
Tabris escreveu:Estrutura social similar a medieval, mas com grandes diferenças. Nem todas as nações são feudais. Muita influência da nossa antiguidade nesse aspecto


Defina "Antigüidade".

Existem cidades estados, repúblicas com estilo mais romano, a religião tem uma aproximação mais antiga e menos cristã, muitos valores antigos vão aparecendo pelo cenário. Compare com o nosso mundo, mas imagine que o mundo chegou a idade média sem as invasões bárbaras e sem o cristianismo.

Seu_Madruga escreveu:
Tabris escreveu:Deuses não costumam intervir nos assuntos dos mortais, mas fazem o que faz parte de sua natureza. Alguns magistas dizem que sua magia é uma forma de contato com os deuses. Ou seja, pode ser que alguem com a Segunda Visão veja a deusa dos mortos recolhendo as almas dos falecidos em um campo de batalha abandonado, mas isso não significa que ela vai intervir se um seguidor precisar de ajudar, rituais são necessários para tal.


Broxei bastante com a perspectiva de existência dos deuses. Para uma proposta supostamente mais complexa, isso é tão simplório quanto os ridículos e absurdos panteões, digamos, de Forgotten Realms; é fantasioso, simplório e comuníssimo fazer isso, mesmo que os deuses não interfiram nos assuntos mortais.

Claro que isso é opinião pessoal antes de crítica: odeio deuses e essa falácia de existência comprovada.

É a segunda pessoa q chama atenção para isso. Quanto aos deuses o cenário não é muito diferente de Eberron, se os deuses existem eles não intervém no dia-a-dia e nem nas suas respectivas igrejas. Pense nos diferentes panteões como religiões separadas, igrejas dedicadas a uma unica divindade são raríssimas, oq acontece é que os deuses são vistos como necessários em conjunto, não existe a possibilidade de alguem fazer um funeral pedindo aos deus da magia, cada divindade tem seu papel no todo e mesmo que um guerreiro se dedique muito a um deus da guerra, ele ainda vai entender os papeis dos outros deuses, ainda via se casar em um ritual dedicado a divindade relacionada com casamentos e seu funeral ainda vai ser dedicado ao deus da morte.
Acho que eu me expressei errado no primeiro post. A idéia não é que deuses interfiram no mundo, mas que as pessoas entendam que cada um tem seu papel nas coisas. As grandes diferenças e brigas religiosas naõ existem entre deuses, mas entres religiões, sendo que as mais comuns são politeistas e tem seu próprio panteão de deuses.
A idéia básica disso é. A magia existe e alguns podem ver coisas que eles podem interpretar como deuses. Mas quem disse que essa é a verdade? Não seriam os deuses uma grande mentira? Talvez os deuses não sejam mais do que espiritos muito poderosos? Talvez eles nem mesmo existam? Além disso, se você não tem a Segunda Visão você não tem provas nem mesmo que os espiritos e outras entidades existem, diria que isso é com certeza uma idéia muito comum entre os nobres e a burguesia em algumas partes do meu cenário. Oq o povo vê é geralmente interpretado assim, como foi interpretado no passado do nosso mundo por muito tempo, mas se é a verdade, eu prefiro deixar ambíguo.

EDIT: Se eu tirar o politeísmo o cenário vai perder o clima pagão, mas como eu disse as religiões do meu cenário não tem nada haver com a divisão dos deuses de D&D.
Se alguem chegar e falar: "A magia do teurgista é a mesma dos magistas!", ninguém vai poder negar, pq tirando alguns diferenças a magia é a mesma e os efeitos são iguais (mesma mecanica), lembre-se que nem todos são capazes de fazer magia e que geralmente quem faz não a exibe publicamente e vc vai notar que a maior parte da população acredita nela e em seus respectivos deuses só por superstição.

Além disso, ritual para convocar deus foi uma criação do meu lado Dragonball que acordou durante alguns segundos enquanto o resto dormia as 4:30 da manhã quando tava escrevendo o texto.

Seu_Madruga escreveu:
Tabris escreveu:Raças de fantasia (elfos, anões, hobbits...), ainda existem, mas eu devo reformula-las para o clima do cenário.


Livre-se desses grilhões, pô. Essas raças são nada inovadoras e insuportáveis. Mais fácil é criar raças totalmente novas, com sabor próprio, do que ficar reformando as malditas raças tolkenianas e padrão de D&D.

Vou pensar seriamente nisso, mas ainda não tenho certeza, depende de se as idéias vão surgir e como elas vão surgir. Pensando agora talvez eu as tenha incluindo por medo dos meus jogadores não gostarem se eu tirar elas.

EDIT: Mas não sei... com certeza se as raças existirem naõ vai ser como em Tolkien, acho que raças como em FR, ou na terra-média não tem NADA haver com o cenário, mas confesso que é muito dificil fazer raças novas que agradem, simplesmente pq é difícil fazer um conceito que atraia.

Seu_Madruga escreveu:
Tabris escreveu:A maior parte das nações tem base em culturas do mundo real, mas eu venho tentando ultimamente muda-las para criar novos conceitos. De qualquer forma a maior parte delas falam línguas similares as do nosso mundo, mas não exatamente iguais (Nomes de habitantes de Lyonesse provem do francÊs, por exemplo)

Provisoriamente nomes de nações vem de terras das nossas lendas, sejam puramente lendas, supostos continentes, ilhas ou cidades perdidas. Ex: Thule, Lyonesse, Hyperborea...


Isso também não é novidade, e enche de estereótipos advindos da associação imediata de certos nomes com os conteúdos dos reinos, que serão diferentes, creio eu. Mesmo com o idioma.

Essa é uma questão que está na minha cabeça a um tempo, como vou fazer para dosar o sentimento de etnias e culturas separadas, inexistente em muitos cenários, com a idéia de tentar ser diferente do clichê?

EDIT: Os nomes dos reinos serão mudados para nomes originais

Tabris escreveu:Dois ou três panteões (atualmente, pode ser que eu crie mais), que são rivais entre si e apresentam características bem diferentes. Um tem bases mais dogmaticas, estrutura religiosa mais rigida e influência mais greco-romana. O outro é mais baseado na tradição e nos costumes, não tem uma hierarquia religiosa rígida (embora ordens e organizações possam existir) e uma mistura de influencia celta e de outras culturas "bárbaras", o ultimo é visto como maligno por conter divindades que quebram com tabus pre-estabelecidos mas cuja maldade é ambígua só está na cabeça de alguns de seus seguidores.


Seu_Madruga escreveu:Isso é tão... bobinho.

Isso também trai um pouco sua concepção de cenário mais complexo; criar panteões genéricos e simplificados só serve para privar os povos de uma característica cultural fascinante e intensa, geralmente relegada ao segundo plano por criadores de cenário, servindo para mecanicismos idiotas como domínios de clérigo. Se os povos tendem a ser culturalmente mais complexos, uma certa tessitura de religião, idiomas e cultura (em geral) tende a ser a regra, com algumas contaminações e influências sutis de acordo com região, para evitar aquele "efeito ilha" de certas culturas de Faerûn e... Tormenta.

Religião... Eu estou pensando seriamente me dividi-las mais um pouco, não acho que um mundo extenso pode ter só duas ou três religiões, algumas delas provavelmente ão serão politeístas.

Seu_Madruga escreveu:
Tabris escreveu:Cada Deus tem seu lugar no panteão. Mesmo que alguem adore o deus da guerra ele ainda vai pedir ajuda ao deus da agricultura se precisar. Sendo assim, mesmo que algumas pessoas tenham preferência por uma divindade ou outra geralmente os panteões são como religiões inteiras separadas


Clichê eternizado por abordagens pobres de cenários e livros de fantasia em geral. Os povos não eram tão mecanizados a ponto de ter um deus para cada "função" no cosmo. Muitos coincidiam e conflitavam, como deuses da guerra e do combate coexistindo, por exemplo; além disso, algumas funções se acumulavam: Thor não era também um deus da agricultura, cruzando os céus em uma carroça puxada por bodes? As regiões faziam também o serviço de alterar panteões e funções, vide o panteão egípcio que, longe de ser estático como mostram aqueles tediosos livros pretensamente enciclopédicos de "mitologia", variavam furiosamente de cidade em cidade, com centenas de deuses e funções entrelaçados e conflitantes.

Outra vez eu me expressei mal, não é impossível que casos como o de Thor existam, os deuses tem seus papéis, mas isso não significa que eles possam ser parecidos, ou que deuses não possam ter dois papeis totalmente diferentes.

EDIT: Lembre-se, religiões politeístas, não varias igrejas separadas de cada deus.

E Seu Madruga, queria agradecer. Esse era exatamente o tipo de post que eu esperava ter aqui quando criei o tópico, eu acredito que as criticas são essenciais para a evolução.
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Desenvolvimento de Cenário

Mensagempor Moon[K]Night em 16 Dez 2007, 20:07

Cara, sua idéia está muito boa. Concordo com o Seu Madruga na parte das Raças e dos Deuses, e acho que, se você quiser ajuda, defina melhor para a gente afinal como vai ser o mundo, que eu ainda não consigo para de pensar em 1602. XD
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Desenvolvimento de Cenário

Mensagempor Cak em 18 Dez 2007, 14:12

Bom vou dar minha opinião: já que não vai ter invasões bárbaras como influência no seu cenário, tira elfos, anões e gigantes. Invista em raças tipo minotauro, centauro, musas e etc., que são raças menos visadas(tirando o minotauro) e que vai dar um clima de antiguidade por seu cenário.
GD: Do you find it annoying if a man plays video games while you are around?
Jasmine: No, not at all. I love games.
GD: So, if you saw a man playing video games, you would cheer him on?
Jasmine: Oh, definitely.
GD: What would you say to him?
Jasmine: Go! Go! Get the high score! Do it for me!
GD: Can you say that one more time?
Jasmine: Go! Go! Get the high score! Do it for me! [Laughs]
GD: Thank you for making my day.
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Mensagempor FreeSample em 18 Dez 2007, 16:41

Madruga escreveu:Livre-se desses grilhões, pô. Essas raças são nada inovadoras e insuportáveis. Mais fácil é criar raças totalmente novas, com sabor próprio, do que ficar reformando as malditas raças tolkenianas e padrão de D&D.


[2]

Um dos motivos de eu concordar com o madruga é a riqueza da diversidade humana que é ignorada e menosprezada com a presença destas raças (um árabe num cenário "de branco", seria muito mais exótico - e interessante - que um elfo loiro e de olhos azuis. Pombas, TODO elfo é loiro de olhos azuis em tolkien! e em D&D se for diferente disso, vira outra raça, restrita cultural e socialmente de maneira artificial e CHATA... :tsc: ). Se houver alguma outra "raça", que seja algo visivelmente e notadamente diferente, e ainda assim próximo da humanidade (a ponto de gerar descendentes que não sejam nazisticamente categorizados como meio-alguma coisa).

Exemplo? os Taltos de Anne Rice. :)
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Mensagempor Cak em 18 Dez 2007, 17:35

Porque não usar nosso próprio folclore? Po curipira ia ficar legal. Uma raça só de curipiras ia ficar muito maneiro.
GD: Do you find it annoying if a man plays video games while you are around?
Jasmine: No, not at all. I love games.
GD: So, if you saw a man playing video games, you would cheer him on?
Jasmine: Oh, definitely.
GD: What would you say to him?
Jasmine: Go! Go! Get the high score! Do it for me!
GD: Can you say that one more time?
Jasmine: Go! Go! Get the high score! Do it for me! [Laughs]
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Mensagempor Tabris em 18 Dez 2007, 18:46

Cak escreveu:Bom vou dar minha opinião: já que não vai ter invasões bárbaras como influência no seu cenário, tira elfos, anões e gigantes. Invista em raças tipo minotauro, centauro, musas e etc., que são raças menos visadas(tirando o minotauro) e que vai dar um clima de antiguidade por seu cenário.

Eu devo tentar dar um clima mais antiguidade mesmo, mas nunca gostei dessas raças, parecem fantasiosas demais. Talvez seja pq elas naõ tem aparência humana, mas nunca gostei muito.

FreeSample escreveu:
Madruga escreveu:Livre-se desses grilhões, pô. Essas raças são nada inovadoras e insuportáveis. Mais fácil é criar raças totalmente novas, com sabor próprio, do que ficar reformando as malditas raças tolkenianas e padrão de D&D.


[2]

Um dos motivos de eu concordar com o madruga é a riqueza da diversidade humana que é ignorada e menosprezada com a presença destas raças (um árabe num cenário "de branco", seria muito mais exótico - e interessante - que um elfo loiro e de olhos azuis. Pombas, TODO elfo é loiro de olhos azuis em tolkien! e em D&D se for diferente disso, vira outra raça, restrita cultural e socialmente de maneira artificial e CHATA... :tsc: ). Se houver alguma outra "raça", que seja algo visivelmente e notadamente diferente, e ainda assim próximo da humanidade (a ponto de gerar descendentes que não sejam nazisticamente categorizados como meio-alguma coisa).

Exemplo? os Taltos de Anne Rice. :)

Eu devo deixar o cenário só com humanos por enquanto, a nser q eu tenha uam idéia legal para outras raças.

PS: Elfos de olhos azuis são a exceção, apenas aqueles que possuem descendência da casa de Firnarfin tem cabelos dessa cor, a maior parte dos elfos na terra-média tem cabelos negros mesmo.
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Mensagempor Youkai X em 19 Dez 2007, 22:01

De monstros brasileiros eu prefiro mapinguaris ou aqueles espíritos que representam animais, que ficam legais, tipo onças e derivados antropomórficos.
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Mensagempor Madrüga em 22 Dez 2007, 21:45

Gente, esse off-topic enche o saco uma hora. Apaguei tudo e, por favor, não tornem a transtornar o tópico do Tabris. Eu acho que advertências e cartões são coisas extremas e desnecessárias. Tem tanto espaço para exercermos o dom da piada ruim e do off-topic, não precisa ser aqui.

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Mensagempor AKImeru em 23 Dez 2007, 01:12

Porque não usar nosso próprio folclore? Po curipira ia ficar legal. Uma raça só de curipiras ia ficar muito maneiro.


Deixe que eu reformule o post então:

Os Curupiras podem assumir o posto de "Goblins" no cenário. Mas habitando florestas é claro.
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