Parappa escreveu:Cara, a tua exposição sobre tendências, sobretudo a diferenciação entre os eixos do caos e da ordem foi uma das melhores que já vi. Mas, na minha opinião, tu escorregou aqui.
É dito que as tendências não são regras absolutas de comportamento, mas sim indicações ou, correndo o risco de ser redundante, o personagem tende a se comportar desta ou daquela maneira. Diante disso,eu digo que qualquer personagem, diante de uma situação de vida ou morte, PROVAVELMENTE mentiria para salvar sua vida, independentemente de sua tendência. Claro que isso não é uma afirmação absoluta, mas vou clarificar.
Acho que não há discordância aqui. Quando eu falei que mentir seria caótico, me referi ao ato em si, não ao personagem. Inclusive, eu elaborei depois sobre a diferença que o contexto e o propósito fazem no alinhamento real da ação. Além disso, cometer 1 ato caótico não te torna caótico e, se bem justificado, nem sequer configura uma violação do teu alinhamento. Como você disse, um alinhamento não é uma camisa de força: abrange muitos comportamentos. Um personagem leal, a menos que seja um verdadeiro zelote (e mesmo assim!), vai inevitavelmente cometer atos caóticos, leves ou graves, mas não implica em mudança automática de alinhamento. O comportamento do personagem deve ser considerado em toda a sua dimensão para definir o seu alinhamento. Mudar de alinhamento é um processo, não uma consequência imediata. Por exemplo, se um personagem bom repetidamente comete um ato maligno em cima do outro pensando no "bem maior", facilmente ele acabaria desalinhando com o bem e tornando-se neutro... talvez até maligno, eventualmente. Como diz a velha expressão, quem combate monstros demais corre o risco de se tornar um deles.
Parappa escreveu:Primeiramente gostaria de saber dos demais foristas que, apesar de estarmos em nossa maioria ansiosos pelo advento da 4ª edição, ela não chegou bem mais cedo que esperávamos? Quer dizer, serão 3 (ou 4?) anos de intervalo entre a 3.5 e 4.0. É um prazo bastante exíguo, se levarmos em conta que o core é composto de três livros básicos, que juntos custam cerca de 250 reais, e que grande parte do material não será aproveitado. Com certeza é um bom negócio pra Wizards, mas, e pra nós, consumidores, será que esse intervalo entre o lançamento das edições é benéfico?
Na verdade, eu procuro me concentrar no intervalo entre D&D3 (2000) e D&D4 (2008) e acho que está ótimo. O problema, sim, é que D&D3.5 deveria ter sido uma errata extensiva, com a opção e não a obrigação de comprar os livros atualizados. Afinal, o 3.5 é perfeitamente compatível com o 3.0, com alterações bem pontuais. Se bem que estou me contradizendo: o SRD é a perfeita errata, pois já são as regras atualizadas. Claro que, como empresa capitalista que precisa se sustentar, eles "marquetearam" a idéia de todo mundo se atualizar comprando os livros, mas no final das contas não era necessário. Considerando isso e que a 4ª edição traz muitas mudanças importantes para a jogabilidade do sistema e deixaram explícito que não será compatível com a 3ª, acho que está vindo no tempo certo e é necessária. Lembre-se que, em maio de 2008, quando a 4ª edição estrear, a 3.5 já terá 4 anos, a mesma idade que a 3.0 tinha quando foi lançada a 3.5. Só que resolveram anunciar com quase 1 ano de antecedência e as vantagens disso são que ainda temos oportunidades de influir nesse desenvolvimento e que os produtos daqui pra lá pretendem ser neutros em relação a sistema.
Parappa escreveu:Por último queria saber se é verdade que a partir de agora a Devir passará a cobrar pelo uso do OGC e do D20. Se sim, será um valor fixo ou uma percentagem das vendas?
Isso não existe, seria uma violação da própria licença. O máximo que pode acontecer é criarem uma licença diferente com regras diferentes e publicar material com essa licença nova. Mas o que é OGC hoje vai continuar sendo pra sempre.











da WotC. Mas não tenho nenhuma fonte confiável, só o "diz-que-me-diz" mesmo.






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