De modo geral, eu curti as mudanças na cosmologia. Pra mim, essa Entropia Elemental nada mais é do que um nome para a roda dos planos internos. No primeiro Manual dos Planos, já se falava que se você estiver no Plano do Fogo e se dirigir ao sentido do plano da Terra, você vai acabar passando pelo plano paraelemental do Magma. Eu só não lembro se para isso era necessário cruzar o plano Etéreo. Talvez a única mudança nessa Entropia Elemental seja que esse deslocamento não requer mais o plano Etéreo (se é que ele era requerido). Por esse ângulo, a única coisa que mudou é que o Abismo agora é um plano interno. E eu acho que esse conceito até que casa bem com a idéia dos demônios serem produtos e agentes da força primordial da entropia, que quer desfazer toda a existência. Essa idéia é antiga mas foi reforçada recentemente no Fiend Folio I.
Curioso é que, agora que a passagem de um plano elemental pro outro está mais simples e nem bem configura-se como transição de plano (porque está praticamente tudo num mesmo plano), os planos externos resolveram tomar o caminho inverso. Tipo, na Great Wheel, se você estiver no Hades (neutro mau), se você pegar um sentido pode parar no Abismo (caótico mau) e se pegar outro sentido pode parar no Inferno (leal mau); e em cada um desses você pode acabar entrando nos domínios de alguma divindade do respectivo alinhamento. A nova abordagem do mar astral é interessante no sentido que permite que qualquer estrutura de planos externos/divinos seja montada, e realmente isso diverge bastante de um cenário pro outro. E também permite recriar dentro dele a Great Wheel.
Quanto ao feywild, pra mim está idêntico à Umbra do Mundo das Trevas, que já tinha muito em comum com o plano etéreo. Só que eu acho os traços fantasmagóricos do plano etéreo passarão pro shadowfell, e o resto fica com o feywild. Afinal, seria estranho um fantasma existir no feywild... Só que, se for assim, vou achar uma merda. Antigamente, o plano etéreo era o único plano fantasmagórico. Daí, inventaram o subplano das sombras dentro do etéreo, pra uma temática mais específica. Na terceira edição, o plano das sombras foi promovido pra plano transitivo independente. Se agora o plano etéreo deixar de existir e sobrar só um de sombras e um de fadas, pra mim vai ficar tosco porque vai faltar a "quinta dimensão" do material, que é o velho etéreo, cuja única diferença do material é que a matéria não tem substância nem cor. Espero que o plano etéreo continue como o conhecemos, senão será uma perda. Da forma que estou vendo, o feywild e o shadowfell podem continuar como planos transitivos cujos espaços correspondem aos espaços do plano material, mas são como reinterpretações ou versões paralelas do material, ou seja, o que você vê nesses planos não é o que está no material; assim, eles são planos um pouco mais independentesd do que o etéreo, que é simplesmente outra "sintonia" ou dimensão do material, mas ainda é o mesmo plano.
P.S.: Feanor, eu também curto muito FR. O que lasca é quererem reescrever a história do cenário a cada mudança de edição... certas coisas, particularmente as mecânicas de magia, não precisam ficar tão explícitas no cenário ao ponto de ter que reformular os deuses pra corresponder a mudanças de mecânica. Eu sei é que Greyhawk morreu e FR e Eberron estão sendo reforçados como linhas principais. Vamos ver no que dá...















