por _Virtual_Adept_ em 19 Set 2008, 11:49
O que mais me irrita nessa review são comparações com vídeo-game.
Em primeiro lugar: é CLARO que vai se inspirar em vídeo-game! É uma nova mídia, uma nova forma de arte em ascensão! Os vídeo-games inspirarão toda uma nova geração de artistas, escritores, desenhistas e... designers de RPG.
Em segundo: Vídeo-games NÃO SÃO necessariamente rasos! Queria saber de onde Cassaro & Cia tiraram essa idéia. Devem ter limitado seus jogos a Pacman e Tetris para dizer uma bobagem dessas. Se realmente tivessem jogado algum Final Fantasy da época do Hironobu Sakaguchi, Half-Life 2, Bioshock ou mais um sem-número de jogos, veriam o quando um vídeo-game poderia influenciar positivamente uma mesa.
Em terceiro: o fato de ter menos descrições não torna D&D mais "raso" ou "mais vídeo-game" (coisa que já demonstrei que não seria ruim). Eles dão apenas uma base aos jogadores, que poderão aproveitar como quiserem. O livro NÃO VAI jogar pelos jogadores. Ele NÃO PODE querer pré-determinar tudo da história. Um dos "fracos" dos módulos básicos da terceira edição era justamente esse: tinha tantas descrições de ambiente que o Mestre acabava atado a elas. Poderia imaginar que os deuses descritos seriam os únicos que poderiam ser utilizados. Só veria outros deuses com outro livro.
Claro, não é exatamente algo que possa se chamar de defeito. Mas é uma corrente...
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_Virtual_Adept_ em 19 Set 2008, 12:08, em um total de 1 vez.