[IDÉIAS E OPINIÕES] O Mercado de RPG Brasileiro

Essa é a seção para conversas gerais sobre RPG, que não são sobre um sistema específico ou envolvem a sociedade em discussão sobre aspectos culturais, religiosos, comportamentais e educacionais do RPG, a popularização do jogo e o combate ao preconceito.

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Mensagempor Alessandro_Franzen em 24 Mar 2008, 11:13

Olá a todos... Já que ninguém começou com um tópico assim, eu resolvi atender a um pedido do Kimble.

Este tópico tem o objetivo de expor as impressões gerais sobre como anda o mercado nacional de RPG e quais serão seus desdobramentos futuros baseados nas observações de todos os participantes e informações (sejam elas rumores ou não) vindas das mais diversas fontes.

Não há uma regra específica de como postar por aqui, mas há uma exigência... Maturidade em aceitar discutir sem agressões ou julgamentos apressados sobre as opiniões dos participantes. Cada um percebe de uma maneira diferente o mercado em suas respectivas regiões.

Bom, vou começar de forma breve... Até onde sei está acontecendo uma retração no mercado nacional. Até sei e pelas informações que andei coletando, entre o fim de 2008 é possível que entremos em uma "Dark Age" do RPG em nosso país.

Expressem seus receios, comentem rumores, exponham fatos sobre nosso mercado... É um tópico livre a todos que desejem contribuir.
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Mensagempor Thingol GreyCloak Singollo em 24 Mar 2008, 11:24

Bom, vou começar de forma breve... Até onde sei está acontecendo uma retração no mercado nacional. Até sei e pelas informações que andei coletando, entre o fim de 2008 é possível que entremos em uma "Dark Age" do RPG em nosso país.


Nós já não estamos nela?

E na minha opinião,é a Devir que ta causando tudo isso por causa daquela maldita licença.


Boicote à Devir JÁÁ!!!!!!!!!!!!
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Mensagempor Khelben Arunsun em 24 Mar 2008, 11:28

Concordo que o fato da grande maioria dos grandes títulos estarem concentrados nas mãos da Devir causa uma grande falta de capacidade de se suprir os variados gostos de todos os jogadores, de todas as mesas.

Títulos absurdamente bons como Shadowrun e Gurps (para citar só dois) sofrem com a falta de material nacional. Títulos com grande aceitação, como o Mundo das Trevas e o D&D sofrem, com uma quantidade de títulos pequena, comparado ao que se tem no mercado americano.

Comprar o material importado não é problema para alguns, mas é um problema para muitos. Barreiras como o preço e o idioma dificultam ainda mais os fãs de sistemas que não possuim grande entrada no nosso mercado.
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Mensagempor Deicide em 24 Mar 2008, 11:44

Sem editoras dispostas a trazer outros trabalhos, como Lenda dos Cinco Anéis, Shadowrun ou outros, fica difícil o mercado mudar. Eu acho que o RPG brasileiro se beneficiaria muito com RPGs "indies" (independentes), mas temos que também mudar a mentalidade dos jogadores, pois muitos consideram que "não-oficial = ruim" ou "Independente = ruim" ou pior ainda "fora de D&D/Storyteller = Ruim".
Há incontáveis séculos, houve um reino, Eussey-lah seu nome, que se estendeu por todas as terras do mundo conhecido. Esse tempo acabou quando o rei-destino, Khem, enlouqueceu e quase levou o mundo à ruína. Sete heróis e um oráculo o impediram.

Desde então, grandes heróis e vilões têm mantido o mundo girando a cada geração.


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Mensagempor kimble em 24 Mar 2008, 11:53

Tá, isso é completamente Mãe Dinah:

-Acredito que vão surgir outras revistas para tentar preencher o espaço da DB. A maioria não vai conseguir se manter. Com sorte alguma pega algum nicho não explorado pela DB ou se dedica a algo incomum e consegue alguma estabilidade no mercado;

-Não sei quanto tempo a DS dura. O aumento de preço deles gerou muitas reclamações. O cliente fanboy vai continuar comprando, mas a gurizada que compra porque tem Naruto na capa vai preferir outras coisas;

-Vão continuar surgindo rpgs nacionais, mas vão ser tão revolucionários quanto o Ação!!! (A REVOLUÇÃO DO RPG NACIONAL!) ou 4d&t (A NOVA REVOLUÇÃO DO RPG NACIONAL!). Ou seja, porcaria nenhuma. Mesmo alguma coisa de qualidade que foi lançada nos últimos anos não gerou nenhuma grande mudança, duvido que vá surgir algo NACIONAL que crie alguma grande alteração;

-Os livros vão continuar caros para o padrão da gurizada, mas como o rpgista brasileiro está envelhecendo vai continuar a existir público. Ainda bem para as editoras nacionais que o rpgista médio (adolescente, morando com os pais, sem fonte de renda) não descobriu as facilidades de comprar material importado, em grupo, em quantidade;

-Aqui é opinião de fã, mas eu gostaria que M&M desse certo no Brasil. Adoro fantasia medieval e gosto de um jogo ocasional no Mundo das Trevas e seus genéricos e similares, mas estou cansado de só ver isso sendo produzido no Brasil. Com sorte e mais alguns rpgs para conceitos diferentes, de repente a gente saí da mesmice. Como o M&M possui licença para produção de material similar ao D20, quem sabe não são produzidos alguns livrinhos por aqui;

-Falando nisso, quando saírem mais rpgs nacionais, a maioria (pra ser positivo e não dizer TODOS) vão ser fantasia medieval ou estilo Mundo das Trevas. Queria entender porque esse pessoal acha que isso ainda tem saída. Mundo das Trevas já domina seu espaço, Tormenta e D&D dominam fantasia medieval. Que tal tentarem algo novo?

Deicide,

E você esqueceu de citar agora o padrão criado pelo Trio para Tormenta, oficial = ruim. Já que material oficial fora do Core é considerando não oficial para o cenário E existe uma grande quantidade de fanboys que defendem que qualquer suplemento da Wizards é ruim.
Material que disponibilizei no 4shared (tudo criação minha e/ou gratuito) pros jogadores das minhas campanhas. Inclui house rules e erratas do Exalted:
[Link]http://www.4shared.com/dir/10183502/4d808442/sharing.html[/Link]
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Mensagempor FreeSample em 24 Mar 2008, 12:04

Eu acho que o RPG brasileiro se beneficiaria muito com RPGs "indies" (independentes), mas temos que também mudar a mentalidade dos jogadores, pois muitos consideram que "não-oficial = ruim" ou "Independente = ruim" ou pior ainda "fora de D&D/Storyteller = Ruim".

Que o diga uma conversa que tive neste final de semana:
Eu: Não, se for pra narrar algo, gostaria que fosse Primetime, tou com umas idéias ótimas!
Jogadora: não, bora jogar primetime não, mestra hunter, ou mago...
Eu: mas nem tenho idéia de crônica de hunter, o que dirá de mago!
Jogadora: mas não tem problema!

¬¬

Mas suponhamos que o negócio fique pior do que já está: para mim, que sou um ex-jogador que ultimamente sofre pressão para voltar, não vejo muito problema. aliás, adoraria me envolver mais com o cenário independente do rpg nacional...

...se é que ele existe. tenho dois jogos que, dado o devido incentivo, lançaria com o Creative Commons.

-Os livros vão continuar caros para o padrão da gurizada, mas como o rpgista brasileiro está envelhecendo vai continuar a existir público. Ainda bem para as editoras nacionais que o rpgista médio (adolescente, morando com os pais, sem fonte de renda) não descobriu as facilidades de comprar material importado, em grupo, em quantidade;

O Kimble fez perspectivas que acho bem condizentes com a realidade, eu iria discordar do trecho acima, mas olhando atentamente, não tá tão "errado" assim, afinal jogadores velhos podem abandonar o hobby, mas tenho visto muitos voltarem (as esposas/esposos tem liberado mais, os filhos já cresceram, etc). E a molecada, mesmo ouvindo a dica, tem medo de importar, fora que não manjam muito de inglês (vários, mesmo depois de uns três ou quatro anos de aulas - me preocupo mais com um deficiência pedagógica no Brasil que uma crise no RPG, rs!).
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Mensagempor Deicide em 24 Mar 2008, 14:03

kimble escreveu:Tá, isso é completamente Mãe Dinah:

-Acredito que vão surgir outras revistas para tentar preencher o espaço da DB. A maioria não vai conseguir se manter. Com sorte alguma pega algum nicho não explorado pela DB ou se dedica a algo incomum e consegue alguma estabilidade no mercado;


Está realmente faltando promoção do RPG no Brasil. Não se vê propaganda nem revistas especializadas.

-Não sei quanto tempo a DS dura. O aumento de preço deles gerou muitas reclamações. O cliente fanboy vai continuar comprando, mas a gurizada que compra porque tem Naruto na capa vai preferir outras coisas;


Se não baixarem o preço, a DS vai morrer. Nem fanboy vai conseguir acompanhar algo tão caro. Logo encontram algo melhor em que gastar o dinheiro.

-Vão continuar surgindo rpgs nacionais, mas vão ser tão revolucionários quanto o Ação!!! (A REVOLUÇÃO DO RPG NACIONAL!) ou 4d&t (A NOVA REVOLUÇÃO DO RPG NACIONAL!). Ou seja, porcaria nenhuma. Mesmo alguma coisa de qualidade que foi lançada nos últimos anos não gerou nenhuma grande mudança, duvido que vá surgir algo NACIONAL que crie alguma grande alteração;


Eu estou investindo para publicar trabalhos meus, na verdade. Acho que vou me ferrar e perder todo o dinheiro que eu (não) tenho, mas quero tentar.

-Os livros vão continuar caros para o padrão da gurizada, mas como o rpgista brasileiro está envelhecendo vai continuar a existir público. Ainda bem para as editoras nacionais que o rpgista médio (adolescente, morando com os pais, sem fonte de renda) não descobriu as facilidades de comprar material importado, em grupo, em quantidade;


Ainda assim, se não atrair a gurizada, o RPG vai sumir eventualmente, ou se tornar ainda mais underground, voltando ao que era lá no começo de 90.

-Aqui é opinião de fã, mas eu gostaria que M&M desse certo no Brasil. Adoro fantasia medieval e gosto de um jogo ocasional no Mundo das Trevas e seus genéricos e similares, mas estou cansado de só ver isso sendo produzido no Brasil. Com sorte e mais alguns rpgs para conceitos diferentes, de repente a gente saí da mesmice. Como o M&M possui licença para produção de material similar ao D20, quem sabe não são produzidos alguns livrinhos por aqui;

-Falando nisso, quando saírem mais rpgs nacionais, a maioria (pra ser positivo e não dizer TODOS) vão ser fantasia medieval ou estilo Mundo das Trevas. Queria entender porque esse pessoal acha que isso ainda tem saída. Mundo das Trevas já domina seu espaço, Tormenta e D&D dominam fantasia medieval. Que tal tentarem algo novo?


Confesso que meu cenário é similar ao Mundo das Trevas, mas discordo que esse nicho esteja saturado. Desde o surgimento do d20, Storyteller decaiu muito. A Devir não tem dado mais atenção a ele, a Daemon não tem mais seguido com sua linha "Trevas", e tem muitos grupos querendo novidade. A minha proposta é seguir com a idéia de Demônios e Anjos que já fez sucesso na Internet uns anos atrás, mas fugir da idéia de "o mundo é podre, estamos ferrados, vou chorar no meu cantinho porque estou perdendo minha humanidade". Vamos ver no que vai dar...
Há incontáveis séculos, houve um reino, Eussey-lah seu nome, que se estendeu por todas as terras do mundo conhecido. Esse tempo acabou quando o rei-destino, Khem, enlouqueceu e quase levou o mundo à ruína. Sete heróis e um oráculo o impediram.

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Mensagempor kimble em 24 Mar 2008, 14:17

Se você acha que consegue, boa sorte. Eu nunca vi nenhum jogo brasileiro original e realmente bom seguindo o conceito. O máximo que conseguiram foi Trevas, que é um copiar e colar de várias origens sem nenhum conceito realmente original com um autor cada vez mais maluco. E vários cenários já surgiram e as pessoas continuam jogando WoD. Se eu fosse tentar algo num conceito comum, tentaria em fantasia medieval fazendo uma versão barata, lite, alegrinha, tola e 'vazia de conteúdo mas cheia de pose' de Reinos de Ferro. Estou ignorando todos os questionamentos éticos em fazer uma cópia dessas,claro, e o fato que com a edição nova de D&D saindo lançar qualquer coisa de fantasia medieval agora é questionável.
O nicho de animes já é dominado por 3d&t atualmente, espero que M&M melhore isso. Fantasia Medieval é difícil de superar a popularidade de D&D e o Trio deixaria claro para fanbase que qualquer cenário que seja melhor que Tormenta é na verdade pior que Tormenta (ei, eles já convenceram a fanbase a ignorarem os suplementos da Wizards).
Mas isso ainda deixa muita coisa em aberto. Wuxia, ficção científica, espionagem, etc. O problema é descobrir o que nisso tudo vende.
Material que disponibilizei no 4shared (tudo criação minha e/ou gratuito) pros jogadores das minhas campanhas. Inclui house rules e erratas do Exalted:
[Link]http://www.4shared.com/dir/10183502/4d808442/sharing.html[/Link]
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Mensagempor Alessandro_Franzen em 24 Mar 2008, 14:19

Isso mesmo, pessoal.

Com a idade o jogador começa a ter diversas prioridades e muda parcialmente ou totalmente a mentalidade de quem joga com frequência.

Eu por exemplo, um gamemaster pré-cambriano, sou casado e tenho uma filha... minha frequencia de jogo reduziu de todo fim de semana para duas vezes ao mês devido a diversas prioridades como: Trabalho e família. Porém o hobby ainda me é aprazivel e adoro jogar RPG, cardgame, videogame e ler minhas revistas em quadrinhos da Marvel / DC. Há outros que pensam como eu, mas ainda não encontrei quem estivesse no hobby a mais tempo do que eu... afinal estou desde 1988 (20 anos)! Poucos sobrevivem a esta longa jornada de aventuras.

Sobre o mercado de RPG nacional, digo que o custo das revistas focadas no RPG vai tender a aumentar, pois os insumos e custo de gráficas nunca barateiam... Infelizmente, a qualidade continuará a cair de forma idêntica ao passo que muitos tentam manter revistas Full color e entupidas de imagens (que muitas vezes nem pagam royalties pra usar). A falta de reciclagem de artigos e de novos materiais é tão grande que forçarão a migração do impresso para o e-zine.


-Os livros vão continuar caros para o padrão da gurizada, mas como o rpgista brasileiro está envelhecendo vai continuar a existir público. Ainda bem para as editoras nacionais que o rpgista médio (adolescente, morando com os pais, sem fonte de renda) não descobriu as facilidades de comprar material importado, em grupo, em quantidade;


Kimble falou perfeitamente o perfil dos jogadores nacionais... cerca de 14 a 18 anos, dependentes financeiramente dos pais, mas há um agravante... comprar RPG não é o mesmo de comprar uma revista em quadrinhos ou um CD. Muitos grupos se beneficiam de um único ser que adquire o material principal e mestra o game pra uma penca de gente. Dessa maneira, a sustentabilidade econômica de um produto como os livros de RPG se torna precária, forçando a elevação de preço constante para cobrir, teoricamente, os valores de impressão, distribuição, tradução e, claro, os impostos abusivos governamentais ao mesmo tempo em que se tenta lucrar no mercado. E para piorar, caso um livro não venda o suficiente, é considerado prejuizo e estimula o referido título a não ser mais reimpresso. Certas empresas não enchergam que podem ter uma margem de lucro razoável se souberem o comporatamento de compra de seu cliente. Tal equívoco, vira um castelo de cartas dentro do mercado, inibindo novas empresas a investir neste filão...

A retração de mercado ocorre por falta de uma análise do segmento e da carência de se realizar mais eventos que estimulem o hobby para não-clientes. Apostar as fichas em um único cavalo pode ser desastroso, mas também apostar 1 ficha em cada cavalo correndo no mesmo páreo pode ser idiotice. Infelizmente, aquilo que o Deicide disse faz sentido... e endosso com a frase: "Se é diferente, eu não vou comprar; Se eu não conheço, eu não vou experimentar". Se mais jogadores pudessem abrir suas mentes para novas experiências, talvez o mercado pudesse abrir também. A lei da oferta e procura é um adágio antigo, mas válido... Chamem a atenção das empresas, quem sabe alguma não se interesse e comece a buscar um parceiro comercial?
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Mensagempor Deicide em 24 Mar 2008, 14:23

Entendo o que quer dizer, Kimble.

Para falar a verdade, resolvi escrever algo "no estilo" WoD mais por familiaridade. É o tipo de cenário que mais gosto e que melhor conheço, logo é o que eu escrevo melhor. Edit: Além disso, já tenho gente que acompanha os trabalhos pela internet, então é uma aposta arriscada, mas que tem mais chances de retorno.

Se vai dar certo? Acho que não. Estou fazendo isso por loucura, para completar aquela coisa de "para ter uma vida plena, escreva um livro, plante uma árvore, etc.". Estou para entrar naquela fase da vida que é só responsabilidade (casamento), então vou tentar uma última loucura antes disso.

Edit: E não é porque acho que não vai dar certo que vou fazer algo porco e mal-feito. Os planos que tenho para material de qualidade gratuito pela internet são massivos. Mas só darão certo se eu conseguir algum retorno inicial no projeto.
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Mensagempor Aluriel de Laurants em 24 Mar 2008, 15:09

Para falar a verdade, resolvi escrever algo "no estilo" WoD mais por familiaridade. É o tipo de cenário que mais gosto e que melhor conheço, logo é o que eu escrevo melhor. Edit: Além disso, já tenho gente que acompanha os trabalhos pela internet, então é uma aposta arriscada, mas que tem mais chances de retorno.


Verdade, ainda me lembro bem dos artigos e ainda devo ter uma penca deles aqui no PC.
SPOILER: EXIBIR
Imagem Bons tempos aqueles em que você podia por um satã travesti num desenho de criança.


twitter www.twitter.com/aluriel facebook http://www.facebook.com/#!/profile.php?id=100001002584902 , tumblr http://alurieldelusionland.tumblr.com

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Mensagempor Aluriel de Laurants em 24 Mar 2008, 15:15

Para falar a verdade, resolvi escrever algo "no estilo" WoD mais por familiaridade. É o tipo de cenário que mais gosto e que melhor conheço, logo é o que eu escrevo melhor. Edit: Além disso, já tenho gente que acompanha os trabalhos pela internet, então é uma aposta arriscada, mas que tem mais chances de retorno.


Verdade, ainda me lembro bem dos artigos e ainda devo ter uma penca deles aqui no PC.
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Mensagempor kimble em 24 Mar 2008, 15:33

Double post :linguinha:

Não duvido da tua capacidade e por isso desejo sorte pra ti. Só estava comentando do que eu faria se meu objetivo fosse somente lucro sem preocupação ética.

Alessandro,

Eu entendo teu ponto de vista sobre as revistas, mas acredito que o problema da DS foi um salto grande demais. No preço em que eles jogaram muita gente que acompanhava porque 'tinha haver com anime', ou seja o que for a matéria da moda hoje em dia, vai deixar de comprar. Esse é o erro.

Não que eu ache ruim. Da última vez que o Trio sumiu do mercado, bastante coisa nova começou a surgir. E se é para ter uma retração, que seja eliminando o que a gente já tem de pior e que atrasa ao hobby.
Material que disponibilizei no 4shared (tudo criação minha e/ou gratuito) pros jogadores das minhas campanhas. Inclui house rules e erratas do Exalted:
[Link]http://www.4shared.com/dir/10183502/4d808442/sharing.html[/Link]
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Mensagempor Diel em 24 Mar 2008, 15:42

A Devir é a maior e mais conhecida empresa que traduz livros de RPG aqui no Brasil. Fato.
A Devir detém os direitos de publicação desses títulos. Fato.
A Devir NÃO quer abrir mão desses direitos, mesmo que não consiga cobrir os lançamentos mais básicos dos sistemas. Fato.
Pegando o Gurps, WoD, AD&D e D&D3.0 temos um cenário de mercado satisfatório, agora analisemos como o impacto do D&D 3.0 liquidou com 2 sistemas.
Um artigo publicado no blog "O Lote do Betão"http://valberto.multiply.com/journal/item/131 mostra a opinião do autor de como a DB matou o Gurps no brasil:
Como a Dragão Brasil matou o GURPS no Brasil



Vamos voltar um pouco no tempo, na época que a Dragão Brasil era uma boa revista. Uns chamavam de fanzine de luxo e outros de revista, mas não faz mal. Naqueles bons tempos a revista era receada de matérias interessantes e nela reinavam absolutos alguns sistemas: D&D, AD&D, GURPS e STORYTELLER.

A relação com o GURPS era mesmo uma relação bacana. Não se faziam alusões às complicações de suas regras. Boa parte do material que saia para GURPS era legal: especialmente como robôs positrônicos, supers, ciborgues, monstros e mitos de chutulu, bioarmaduras, pterodracos... Havia até mesmo uma possibilidade de um GURPS nacional: A Espada da Galáxia, baseado num romance homônimo escrito pelo editor da revista na época.

Propagandas mil, anúncios, notas de produção, enfim, criou-se um verdadeiro frenesi pela espera do GURPS EdG. Sucessivos atrasos, alfinetadas e finalmente a notícia: o trabalho do editor não era bom o bastante para virar um GURPS de verdade. O GURPS EdG foi engavetado e anos mais tarde solto na rede na forma de um blocão de rascunho. No mês seguinte já dava para ver a mudança do foco da revista: “reinos subaquáticos? Vocês não tem mais o que inventar”, “Gurps warriors? Picaretagem”, “O Gurps é muito complicado para rolar um jogo de matrix”...

Então surgiu Defensores de Tóquio. ERA engraçado. Um sisteminha pra jogar numa tarde sem ter o quê fazer. Desprentecioso, apenas uma piada com o gênero. Deve ter vendido como água e ai a ganância começou.

Veio o Defesores de Tóquio 2 - A Esculhambação (subtitulo original). Dei uma olhada e não comprei. Pra quê comprar? Não trazia nada de novo e o legal do primeiro foi a idéia, apenas a idéia.

Ai realmente veio a esculhambação com eles querendo fazer desse folhetim um GURPS! Foi o cúmulo, mas era barato num mercado onde a realidade é o jogador mal ter dinheiro pra um lanche. Além disso, o monopólio da DB junto com uma nova leva de jogadores inexperientes fizeram o marketing. Foi nesta mesma época que começaram a rarear as matérias para GURS e que ele começou a ficar, de repente, muito complicado e cheio de regras.

Bem a história é essa. Como um produto mal acabado e um editor invejoso, munido de uma poderosa mídia deram cabo, ou quase, de um dos maiores e mais duradouros sistemas de RPG do mundo.
[/Quote]


O Gurps esteve cambaleando aqui no brasil desde antes da DB por causa da maior quantidade de suplementos que a devir trouxe para nós.
Pode-se dizer que para cada 4 suplementos que a devir trazia para o ad&d, 1 suplemento do gurps era colocado no mercado.
Quando o WoD chegou aí sim a coisa desandou de vez.
A febre agora era o WoD e seus zilhões de livros. Nesse ponto até o ad&d quase foi para o buraco, e nisso o gurps aqui já foi pra uti.
Quando o WoD começou a dar algum sinal de desgosto nos players a Wizards lança no mercado o D&D 3.0. Pronto, parecia que o mundo do Rpg agora se resumia a WoD e D&D(com milhões de suplementos também).
Na época que foi lançada a idéia de um d&d 3.5(até parece versão beta de software), a SJGames sabiamente jogou no mercado, numa boa tática à lá Wizards o seu novo Gurps, o Gurps 4ed, divido em 2 livros: Characters e Capaigns.
Resultado: Revigoração na competição dos maiores sistemas de RpG.
Hoje os livros básicos do Gurps estão muito mais genéricos, abrangentes, e para minha e de todos os outros jogadores de gurps, mais enxutos.
A qualidade das ilustrações subiu à um nível jamais visto no sistema. Agora o Gurps tem quase tudo tentar assumir o posto de "O" sistema.
Mas esse quadro não se aplica aqui no Brasil por causa da Devir.
Já faz 2 anos que sairam os livros básicos da 4ed. e por aqui NADA ainda.
Quem dirá quando sair os outros livros.
Por isso eu digo pessoal, o principal vilão da história toda aqui não foi apenas a DB com suas matérias fracas, seu autor pífio. Mas sim um conjunto de DB+Devir.

Hoje o gurps vem com um mini-cenário de campanha em seus livros básicos, e por sinal, um cenário bastante interessante, o que facilita e foca um pouco mais a visão do leitor enquanto "desgusta" seu novo Gurps basic Set.

O mesmo vai acontecer com o D&D 4.0, ele vai vir com um pequeno cenário nos livros básicos, o WoD, bem o WoD pelo que vi perdeu quase toda sua força.
Aqui no Brasil novamente teríamos uma briga boa entre Gurps e D&D, mas nós não teremos essa briga, pois a Devir se recusa a ceder da licença do Gurps para as outras empresas que ainda estariam interessadas.
Resultado: Teremos um D&D com publicações atrasadas e qualidade duvidosa, e teremos um Gurps ainda mais morto do que já está, um WoD praticamente inexistente, e quem dirá dos "outros sistemas".

Será que ainda pode piorar?
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Mensagempor Alessandro_Franzen em 24 Mar 2008, 16:37

Não que eu ache ruim. Da última vez que o Trio sumiu do mercado, bastante coisa nova começou a surgir. E se é para ter uma retração, que seja eliminando o que a gente já tem de pior e que atrasa ao hobby.(Kimble)


Nuff said! Concordo plenamente.

Será que ainda pode piorar? (Archagell)


Excelente posicionamento! A matéria é bem esclarecedora, porém para responder sua pergunta... infelizmente, até onde sei pode piorar sim...
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