por Galardron em 07 Set 2009, 17:41
O oculto adiantou que é possível que não consiga começar a mestrar sexta já essa semana, pode ocorrer da sessão desta semana ser ainda no sábado. Além disso, pessoalmente, não acho que valha a pena reservar um sábado à noite para jogar menos de quatro horas (o que, com os atrasos costumeiros, já se faz pouco na maioria das vezes).
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Quanto à sessão (e ao rpg de forma geral): jogadores não respeitam roteiros; nunca. Essa é uma das graças do rpg. Tu pode preparar o volume de detalhismo que achar apropriado a qualquer cena, mas não espere que teus jogadores explorem cada milímetro disso. Não vai acontecer. Preparar faz parte de nossa função como mestre, mas jogadores não tem outra obrigação senão representar seus personagens e se divertir. Meu personagem, por exemplo, não é um estudioso: é um guerreiro mercenário cuja intenção é chegar logo ao objetivo, sem rodeios, pegar o que veio pegar, receber seu pagamento e ir pro próximo serviço. Se o caminho está livre, ele segue adiante. Além disso, agora tratando do jogador, eu gosto de desafios e combates, e isso tem muita influência no tipo de personagens que construo. E pode apostar que a grande maioria dos jogadores de D&D aguarda ansioso o mesmo momento de uma sessão. Enredo é legal, mas ele é o tempero, não a refeição. D&D é um jogo de ação.
Eu gostei bastante da sessão; acredito que todos gostaram. O encontro foi bem bolado, teve variedade, não foi só troca de golpes. As duas primeiras salas foram ótimas ferramentas de imersão, expuseram elementos de história, incutiram o mistério no ar e o receio do desconhecido em nós. A sensação de urgência dada pelo grupo que nos precede também ajuda na experiência de jogo, adiciona tensão à formula. A sensação de frustração está só em ti, Nib, porque tem a impressão que teu trabalho não foi bem aproveitado. Mas foi. Os jogadores podem não ter feito todas as perguntas, mas tu tinha todas as respostas e isso nos ficou muito claro; nos divertimos com a certeza de estarmos na mão de um mestre dedicado e competente. No papel de mestre (do bom mestre, que se dedica à função) sempre temos a impressão de que muito foi deixado pra trás. Faz parte, os jogadores têm vontade própria, dão vida a seus personagens e no fim são eles que definem o rumo da história. Apontamos o destino, eles fazem o caminho. E deve ser assim, são eles os protagonistas. Relaxa, a campanha está ótima e tu vai achar meios de nos envolver naquilo de importante que por enquanto nos passou meio despercebido.
GALARDRON.
A perseverança, mais do que o mérito, é o que leva à vitória. Lute até o fim.