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Mensagempor Nibelung em 03 Ago 2009, 02:21

Sejam bem vindos ao local onde todo o conhecimento de Khorvaire (e bem mais) está guardado. Não é fácil manter a organização de um local tão grandioso, se não fosse o suporte fornecido a nós pela Casa Sivis e os Doze. Por isto, nossas portas estão sempre abertas para quaisquer informações que venham a precisar. Recomendo que comece sua leitura por aqui.

Pelo que vejo, todos vocês estão na gloriosa Aundair, uma das Cinco Nações originais. Vejamos o que pode ser adiantado a vocês por enquanto.

Aundair
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Aundair é uma das Cinco Nações originais do Reinado de Galifar. Mesmo com boa parte de suas floresta a oeste tendo se tornado os Confins de Eldeen, Aundair ainda possui vastos campos férteis que suprem as nações de Khorvaire com alimentos e vinho de alta qualidade, enquanto grandes instituição de ensino agregam estudiosos e conhecimento.

O povo de Aundair é um modelo de dualidade. Divididos entre agricultores rústicos e estudiosos, não há exatamente um Aundariano típico. Metrópoles sao bem ativas, já que duas casas dracomarcadas e dois centros de estudos estimulam o comércio, enquanto monastérios isolados se espalham por todo o território, onde monges vivem uma vida praticamente ermitã. O clima temperado e o solo fértil o torna uma boa terra para o plantio, e o vinho de Aundair é especialmente conhecido por toda Khorvaire.

Dois grandes centros de estudo possuem sede em Aundair: A Universidade de Wynarn, e as cidade flutuante de Arcanix. Ambas as instituições perderam membros durante a Última Guerra, mas as admissões estão aumentando a cada ano. As casas Lyrandar (Lar da Tempestade) e Orien (Passagem) possuem sua sede em Aundair, e a casa Cannith possui uma de suas dissindências (Cannith Oeste) com sede em Recanto Belo.

Aundarianos são conhecidos por suas atitudes relativamente arrogantes. Apesar de arrogância não ser um traço marcante entre as Cinco Nações, os aundarianos aprendem desde crianças o resultado da força de vontade em competições. Não estou dizendo que todos os aundarianos são teimosos ou cabeças-duras, mas eles não vão ceder facilmente quando acreditam que possuem razão, e duelos públicos são comuns na sociedade aundariana. Tão comuns que muitos aundarianos adotam nomes para manobras específicas e estilos que aplicam durante os duelos.

Aundair é grande, e uma malha de estradas atravessam a nação, tornando as viagens fáceis. Muitos aundarianos vivem longes das metrópoles em suas fazendas, mas ainda se mantém conectados com suas vilas e cidades mais próximas, e a habilidade com os cavalos dos aundarianos só não é superior aos elfos de Valenar.

Durante a Última Guerra, Aundair passou boa parte dela guerreando com Thrane ou Karnath, e a perda de Thaliost para Thrane fere o orgulho aundariano até hoje. Durante a Última Guerra, os Confins de Eldeen se separaram de Aundair, fazendo a nação perder metade de seu território, e um quinto de seus habitantes. Na guerra, os Cavaleiros Arcanos lutaram bravamente por Aundair, ao lado da milícia de peões. Sua tática militar preferida envolvia manobras com cavalaria leve, com suporte mágico de varinhas e outros itens mágicos menores e fáceis de produzir em massa.

A atual regente de Aundair, Rainha Aurala ir'Wynard, é a sexta governante desde a queda do Império de Galifar e o início da Última Guerra. O poder de Aundair é dividido no Triumvirato, que consiste da Rainha Aurala (descendente de Galifar), o Comandante Adal (Ministro Real da Magia), e Lorde Darro (Líder dos Cavaleiros Arcanos).
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Mensagempor Nibelung em 16 Ago 2009, 14:01

Hora de nossa segunda informação geral sobre nossa amada Eberron. Creio que talvez os eventos da Última Guerra seriam um bom material para estudo, porém, para entender a Última Guerra, antes terei que lhes explicar um evento histórico que foi a motivação do confronto secular.

O Reinado de Galifar


A cerca de 3000 anos atrás, Khorvaire recebeu seus primeiro imigrantes humanos, vindos do longínquo continente de Sarlona. Antes dessa vinda, Khorvaire era uma terra sem lei, onde um grande imperio goblinóide, o Império Dhakaani, já havia sido destruído por seus próprios membros a séculos, e seus descendentes vivam lutando entre si. Os humanos não fizeram muito além de criar cidades e se expandir de forma lenta a partir dos Principados de Lhaazar.

Durante um milênio, as marcas do dragão começaram a surgir com mais frequência, e 2000 anos atrás, surgiu o primeiro grande herói do que viria a ser as Cinco Nações: Karrn, o Conquistador. Karrn lutou diretamente contra os goblinóides, e dominou a área que hoje é Karrnath. Ele tentou em seguida dominar os outros territórios, mas não conseguiu. Porém, sua vontade de unificar todo o continente sob um único comando estava plantado, e seus descendentes viriam a trazer esse sonho até a realizade.

A pouco mais de 1000 anos atrás, eis que nasce o primeiro rei, Galifar I, ainda em uma Khorvaire dividida. Com 21 anos de idade, ele assume o trono de Karrnath, e começa a resgatar o sonho do patriarca da casa: Reunir Khorvaire sob um único brasão. Dez anos depois, ele inicia a busca por este sonho, conseguindo o apoio das casas do dragão em meio ao confronto, prometendo que eles seriam neutros e não ligados a nenhuma nação ou área após o fim das conquistas. E a 998 anos atrás, Galifar e seus cinco herdeiros (Cyre, Karrn, Thrane, Aundair e Brey) conquista a última nação, e unifica toda Khorvaire sob sua insígnea. Este ano passou a ser chamado de Ano do Reinado 1 (1 AR). Galifar morreu com 98 anos, tendo seu sonho realizado, com o Reinado unificado, e dividido igualmente entre seus cinco herdeiros, que batizaram cada território com seu próprio nome. O título de Governante do Reinado seria rotatório entre os descendentes de seus filhos, e tudo permaneceu assim durante 894 anos.

Até que o Rei Jarot morre, e a última guerra se inicia. Mas esse é assunto para outro dia.

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Mensagempor Nibelung em 18 Ago 2009, 01:11

Prosseguindo a aula anterior, hoje vamos dar continuidade na linha de tempo. O evento histórico mais marcante para todos nós atualmente.

A Última Guerra


Quando o Rei Jarot ir'Wynarn, o último governante de Galifar, morreu em 894 AR, sua filha Mishann de Cyre seria a herdeira legítima do trono. Porém, sua coroação não chegou a acontecer. Seu irmão Thalin de Thrane clamou que ele deveria tomar o trono. Kaius de Karrnath e Wroann de Brelândia partilhavam da ideia que a sucessão se consumando pelo herdeiro mais velho era uma tradição antiquada. Apenas Wrogar de Aundair se manteve do lado de Mishann. Antes do ano acabar, a Última Guerra começou. Galifar se dividiu em nações hostis, com cada herdeiro ir'Wynarn eventualmente clamando os direitos pela coroa de Galifar.

Durante os 102 anos que a guerra perdurou, várias nações aproveitaram o confronto para se separarem das Cinco Nações originais. Áreas de influencia eram capturadas e perdidas com uma frequência assustadora. Karrnath se volta para a necromancia, e mantém um exército de mortos-vivos na linha de frente. Thrane recebe um golpe de estado, e se torna uma teocracia com base na Igreja da Chama Prateada. Forjados bélicos são aperfeiçoados pela Casa Cannith e se tornam uma força de infantaria formidável para Cyre, e quais nações pudessem pagar por sua criação.

E em 994 AR, veio o dia que será lembrado na história de Khorvaire para sempre. O dia onde Cyre, a Joia Púrupa da Coroa de Galifar, foi destruída. Ninguém sabe ao certo o que aconteceu, e teorias não faltam. Pode ter sido uma arma, de origem Cyrana ou não. Pode ter sido uma punição dos deuses ou dos dragões. Talvez um ataque de algo malévolo de Khyber que dormia abaixo de Cyre, e não aguentava mais todos os confrontos que ocorriam no território. Há até a teoria que foi um ataque propagado pelo messias dos forjados, o Lorde das Lâminas, e que ele pretende fazer o mesmo com outras nações em um futuro próximo. Seja qual for a verdade, o 20° dia de Ollarune de 994 AR será sempre lembrado como o Dia do Lamento.

E por fim, em 996 AR, dois anos atrás, com medo de repetir o que houve no Dia do Lamento, os líderes de todas as nações se reuniram na Fortaleza do Trono para definir os termos do fim da guerra. Doze nações foram reconhecidas (Aundair, Brelândia, Thrane, Karrnath, As Planícies de Talenta, Zilargo, Q'Barra, Os Principados de Lhazaar, as Fortalezas de Mhor, os Confins de Eldeen, Daargun, e Valenar), e os forjados foram declarados criaturas sencientes e livres, forçando a Casa Cannith a destruir todas as forjas de criação. Com o Tratado do Tronado, a guerra enfim acabou, e todas as nações estão focando seus esforços em reconstruir o que foi destruído pelos cem anos de confronto.


Imagem reduzida. Clique na imagem para vê-la no tamanho original.
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Mensagempor Nibelung em 22 Ago 2009, 14:07

Vejo que apesar de ter interesse na história dos séculos passados, vocês ainda possuem curiosidade sobre esse conhecimento secreto. Não é algo conhecido abertamente por toda a população, mas para apaziguar sua sede, vou lhes dar a informação que tanto querem.

Os Olhos Reais


Quando a Senhora Aundair começou a governar seu quinhão de terra, em 1 AR, Aundair era pouco mais que um feudo, onde os soldados e agricultores estavam sob o controle direto dos nobres, e o príncipe-regente nada mais era do que um centralizador. Detinha amplos poderes, de fato, mas caso os nobres se unissem contra a coroa, havia pouco que pudesse ser feito para detê-los. Tendo isso em vista, ela reuniu seus aliados e seguidores, e criou os Olhos Reais. Eles respondem apenas à coroa de Aundair, e são comandados diretamente pelo regente da nação.

Inicialmente, os Olhos Reais deveriam vigiar os nobres, mantendo-os na linha e fiéis à coroa. Mas com os séculos, não tardou a expandirem sua rede de vigília às outras nações. Atualmente, há membros dos Olhos Reais infiltrados por praticamente toda Khorvaire, em praticamente qualquer grupo que detenha um mínimo de poder. Hoje em dia, os Olhos Reais se consideram como a organização mais bem-informada de Khorvaire.

Não é fácil se tornar um verdadeiro membro dos Olhos Reais. Eles são extremamente leais à Aundair, e por isso são escolhidos a dedo, embora eles se utilizem com uma certa frequencia de serviços mercenários para missões menores. Os verdadeiros membros da organização são espiões da mais alta estirpe, capazes de se infiltrar em qualquer lugar sem despertar suspeitas. Por isto, há um aviso enraizado na mente de qualquer aundariano: "Os Olhos Reais estão vigiando". Muito usado como um aviso genérico, poucas pessoas acreditam que o aviso é verdadeiro e literal.

A maioria dos informantes dos Olhos Reais não tem noção de seu patrono. Recrutados em campo, executando missões que lhes foram dadas pela coroa, e se forem capturados, não possuem nenhuma ligação com eles. Os Olhos só integram em definitivo em suas fileiras nativos Aundarianos, que demonstram seu amor à pátria com uma devoção quase religiosa. A Torre dos Olhos, centro de comando dos Olhos Reais, é uma contrução imponente em Recanto Belo, dentro da área do palácio real Forte Longínquo.


Espero que isso tenha sido suficiente. Mais informações com relação a este grupo não podem ser entregues assim, levianamente. Talvez, quando vocês mostrarem merecedores aos olhos do diretor, ele lhes dê permissão para os pergaminhos com as informações que querem. As portas da biblioteca estão sempre abertas. Voltem quando quiserem.
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Mensagempor Nibelung em 09 Out 2009, 23:37

Ora, ora. A quanto tempo, meus amigos. Estavam com pouca curiosidade sobre a história de nosso mundo ultimamente, ou apenas se perderam no caminho? Bom, pelo visto vocês estiveram ocupados com outra coisa, mas é estranho virem me perguntar sobre este assunto. De qualquer forma, se é o que querem saber, vamos informá-los sobre..

Xoriat, o Reino da Loucura


Xoriat (lê-se Zoriáte) é praticamente impossível de ser descrito em detalhes. Apenas visitar o plano por alguns segundos faz com que estrangeiros tenha sua mente destruída pelo vislumbre do caos. Arquitetura alienígena e habitantes indescritíveis existem por todo o plano, assim como a ausência de gravidade, e efeitos de magia selvagem. O tempo por lá passa de forma imprecisa, variando geralmente na proporção de um minuto por uma hora, em relação a Eberron.

A última vez que Xoriat esteve contíguo a Eberron foi um completo desastre. Daelkyr poderosos invadiram nosso plano, trazendo seus subordinados aberrantes, como observadores e devoradores de mentes. Se os Guardiões dos Portais não estivessem preparados para essa invasão, não haveria esperança, e mesmo preparados, suas baixas foram muitas. Por 40 séculos, eles lutaram contra os Daelkyr com o apoio do Império Dhakaani, e a 5.000 anos atrás, conseguiram selar os portais para Xoriat. Permanentemente.

O confronto foi tão violento, e suas baixas foram tão terríveis, que ele invariavelmente causou a ruína do Império Dhakaani, que se desfez poucos anos depois. Seu último líder hoje é conhecido como "O Imperador Trêmulo", porque ele estava com medo de qualquer coisa, fugiu e desapareceu. Daargun, o atual reino que herdou o legado do império, possui apenas dois clãs que sobreviveram desde aquela época: Kech Volaar, os Portadores da Palavra, e Kech Sharaath, os Portadores da Lâmina.

Rezam as lendas que vários Dalekyr continuam aprisionados no interior de Eberron e Khyber, e a aparição constante de aberrações nos confins de Khyber é um forte indício que as lendas sejam reais. Porém os Guardiões dos Portais continuam seus afazeres, protegendo estas áreas contra invasores, e mantendo a segurança de nosso mundo.
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Mensagempor Nibelung em 17 Dez 2009, 00:24

Faz-se um bom tempo, não? Sempre é bom ver um pesquisador satisfeito, sempre em busca de novas informações. Qual é a questão dessa vez?

Os Elfos de Eberron


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Apesar de fisiologicamente os elfos de Eberron serem semelhantes, suas culturas são totalmente diferentes, a ponto de serem irreconhecíveis por parte dos outros. Então, caso vocês encontrem um elfo Thuranni que lhes desagrade, pode ter certeza que suas experiências com os Aereni e os Valenar serão bem piores.

Antigamente, ainda na Era dos Monstros, os elfos eram escravos dos gigantes que dominavam Xen'drik, e todo o mundo civilizado da época. Depois do extermínio de seus mestres, eles fugiram do continente. Alguns foram para Aerenal, e outros migraram para Khorvaire. Poucos ficaram em Xen'drik, e hoje são pouco mais que humanoides bestiais de pele negra que atacam qualquer um que considerem um invasor.

Os elfos que fugiram para Aerenal formaram uma sociedade complexa, que em respeito à sabedoria de seus ancestrais, os preservam em um estado de não-morte, e são chamados de Desmortos. A Corte dos Desmortos (Undying Court) é o conselho ocupado pelos elfos mais sábios, antigos, e influentes de Aerenal. Os que são julgados indignos são expulsos do conselho e tem a sua não-morte revogada, se tornando conselheiros apenas em espírito, guardados nas urnas funerárias de Aerenal. Ao contrário do que parece, para esta sociedade a não-morte e a preservação do espírito são honras de patamar extraordinário.

Os elfos Aereni veneram e cultivam um objetivo de alcançar sua posição na Corte dos Desmortos. Sua influência na vida dos elfos de Aerenal é tão forte que é possível emanar poderes divinos com base na fé em sua solidez e estabilidade. Fisicamente, os desmortos são similares aos mortos-vivos comuns, mas a base de sua criação é bem diferente, utilizando energia positiva de Irian. Para se aproximar de seus ideais, muitos elfos ainda em vida se tatuam como desmortos, e alguns até utilizam perfumes que simulem seu odor.

Dos elfos que vieram para Khorvaire, boa parte se localiza na região hoje conhecida como Valenar. Os elfos de Valenar louvam seus ancestrais, e creem que emulando seus grandiosos feitos, seus espíritos podem viver eternamente. Em geral, eles nunca cogitam ressuscitar seus mortos. Eles foram os primeiros mercenários de uso global a se venderem para qualquer nação durante a Última Guerra, porque para eles o combate é tudo o que importa. Exímios na arte da cavalaria e no uso da cimitarra dupla, eu recomendo manter distância de qualquer Valenar, exceto se procurar um assassino.

Por fim, temos os elfos que são geralmente chamados de "Elfos urbanos". Eles não são irritadiços como os Valenares, e vivem em harmonia com as outras raças dentro das Cinco Nações, geralmente seguindo os costumes de sua nação. Parte destes elfos fazem parte da Casa Phiarlan ou da Casa Thuranni, e como tais, mantém boas relações com quem precisar, devido à natureza intrisecamente neutra das casas do dragão.

Meio-elfos (ou, como gostam de se chamar, os "Khoravar") se consideram a "única raça verdadeiramente nascida em Khorvaire", e embora ainda seja possível encontrar um meio-elfo de primeira geração, a maioria deles se considera uma raça completamente distinta de seus antecedentes humanos e elfos, e mantém sociedades e relacionamentos entre si.
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Mensagempor Nibelung em 24 Mai 2010, 04:49

Quem diria que vocês um dia retornariam? Faz tanto tempo que pensei que haviam morrido numa de suas tão aclamadas "aventuras". Pelo visto só precisaram se afastar de Recanto belo por algum tempo, não é? Pois bem, qual é o assunto que lhes trazem aqui hoje?

A Coroa Cinzenta


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Assunto bem específico desta vez, não? Bom, em geral itens dessa idade possuem dados vagos, mas vamos ver com o que eu posso contribuir.

No fim da Era dos Monstros, pouco depois dos elfos se instalarem em Aerenal, eles se aproveitaram dos conhecimentos mágicos de seus senhores gigantes para desenvolver a magia da necromancia branca. Um de seus primeiros grandes feitos foi a criação de uma coroa dourada que possuía uma forte ligação com Mabar, o reino da escuridão perpétua. Sem ter sucesso em manter a ligação com a energia negativa por muito tempo, eles adicionaram duas orbes, uma grande e uma menor, e reforjaram os elos planares, desta vez colocando a coroa em sintonia com Dolurrh, o reino dos mortos. A Coroa então se mostrou útil em seu propósito, resgatando as almas dos grandes ancestrais élficos, e permitindo que retornassem em corpos especiais criados pra isso.

Após a descoberto da criação dos desmortos utilizando a energia de Irian, a coroa perdeu sua função como canalizadora de espíritos. Mas tantos grandes espíritos passaram através de seus elos planares, que a coroa desenvolveu uma consciência própria. Infelizmente ela também sabia que sua função como canalizadora tinha terminado, e passou a ser apenas uma mantenedora da história élfica, guardando o conhecimento de milhares de mentes que passaram por si.

Alguns séculos depois, para refazer as alianças com seus primos que seguiram ao norte e criaram seu lar em Khorvaire, embaixadores aereni se encontraram com os líderes dos valenares e entregaram a coroa como sinal de boa fé. Eles guardaram a coroa por 40 anos, quando ela desapareceu por séculos deste mundo.

Recentemente, a pouco menos de dois séculos, a coroa foi redescoberta, nas mãos da seita druídica Guardiões dos Portões. A coroa estava diferente dos registros históricos devido à adição de uma lâmina de bhyeshk na fronte, mas era indubitavelmente a Coroa Cinzenta de Aerenal. Tentativas de recuperá-la para estudo foram em vão, e os druidas novamente a esconderam em algum local secreto, onde ninguém mais soube o que aconteceu até hoje.

E isto é tudo o que eu sei.

Há porém, uma parte da história que nunca foi registrada em livros, e lhes foi revelada pela Orbe de Murkoorak: Após cair nas mãos do Imperio Dhakaani, Khorvaire enfrentou a invasão dos Daelkyr de Xoriat. Os guardiões dos portões estavam preparados para esta batalha a séculos, mas o combate não parecia ter fim devido ao número absurdo de unidades que atravessavam o tecido planar para Eberron.

Sem muito tempo para criar um item poderoso o suficiente para rasgar de vez as ligações entre Eberron e Xoriat, os druidas colocaram as mãos na coroa, e a remodelaram para que sua ligação com Dolurrh fosse transformada em uma ligação para Xoriat. Assim o fizeram com a adição de uma poderosa adaga feita de byeshk. Com controle pleno sobre as fronteiras planares, a coroa selou de forma permanente a ligação entre os dois planos, os guardiões foram capazes de derrotar as últimas aberrações, e selar os mais poderosos Daelkyres no ventre de Khyber.

Para manter os dois planos afastados, a coroa tem que refazer o ritual e as ligações a cada trezentos anos. tudo corria bem, até que a coroa foi obrigada a ser separada para que sua localização fosse mais difícil por parte de ladrões de tesouros. E isso não foi suficiente para prevenir que vocês reunissem praticamente todas as partes em menos de um mês.
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