Spark escreveu:(ou, como disse um Tormenta Fanboy que nos abordou, nojo)
Para efeitos de esclarecimento, o fanboy é o Crudebuster.
Tenham um bom dia.
Seu escarnecedor barato!
Se foi a respeito de a Spell ser temida e respeitada fui eu no auditório, em altos brados, um dos motivos pelos quais estou aqui. Eu estava com uma camisa de estampa Mupy "a bebida oficial do otaku" no sábado e uma promocional do Avatar do James Cameron no domingo.
Sou impossível de confundir, estava carregando um monte de trecos na cintura e tenho uma aparência ameaçadora, além dos fones de ouvido de fios trançados coloridos e meus olhos castanhos amendoados e vermelhos nas bordas.
Meu mp4 que parece celular pendurado com um clipe de papel e um pregador de crachá, a bolsa do alicate-canivete pendurada no cinto e o meu Dingoo A320 num estojo de óculos que adaptei num clipe de celular no bolso.
Andei tirando fotos horrorosas e borradas com um mp5 vagabundo no Sábado, depois de ficar parado um tempo jogando Columns do Mega Drive enquanto ouvia a Argentina ser humilhada sentado no pátio principal ao lado do stand onde se vendiam chinelos licenceados de Holy Avenger e Tormenta. (Sim, Havaianas! Não soltam as tiras e não dão chulé) além do Tormentão e outros livros.
Nesse mesmo stand, no Domingo, eles deram alguns autógrafos. Aliás, não sei em que parte do evento eles não deram autógrafos. Haja fanboy. Houve diversos batepapos, todos eles cercados de perguntas óbvias e pedidos de inserção de coisas, ou mesmo dúvidas bobas, onde o Trevisan contava alguns causos, o Caldela explicava algumas coisas e o Cassaro amenizava os erros de Tormenta comparando-os com Forgotten Realms, por exemplo.
Tormenta fanboy falando alto e dizendo "nojo" não vi. Eles sussurravam, temendo abafar qualquer ruído de seu precioso Hex Tormenta minus One, e se estapeando pelo microfone para ter a chance de perguntar...
Teve um camarada que disse estar jogando uma campanha há mais de oito anos, e que viera do estdo do Pará só pra ver o lançamento do Tormentão. Ele só usou o microfone pra agradecer a eles. Isso deve causar calafrios em alguns daqui.
No domingo mesmo eu parei no pátio, liguei meu netbook e transferi as fotos borradas pro meu Orkut, tinha internet sem fio de grátis lá, mesmo sendo um roteador mixuruca deu pra fazer tudo e ver algumas notícias, por exemplo que Starcraft 2 vai sair por 50 parangolés, já traduzido pra português. "Armado e Pronto para o combate" "Você acendeu meu fogo" "Goliath, em linha" ao clicar as figuras do velho Starcraft da Brasoft me vieram à mente.
Participei de várias palestras, destaco uma RPG e Literatura, na qual se comentou o lançamento do Dragões de Éter, ao que parece um romance que era pra ser de Tormenta, mas foi negado e por conseguinte adaptado para se tornar um livro sem referências a esta.
Enquanto o Hex admitia no dia anterior ser impossível lançar material de Tormenta lá fora, este autor, Raphael Draccon, com Eduardo Spohr fez questão de dizer que só conseguiu alguma coisa escrevendo direto em inglês, inclusive ganhando uma menção honrosa por um roteiro de cinema que escreveu quando ainda estava na faculdade.
Essas palestras foram boas, mas estou me apressando, esse não é meu diário completo. Passei boa parte do tempo pensando se valeria a pena voltar a participar desse meio.
Eu estava quase marcando pra ir ao Anime Friends deste ano, mas em última hora mudei de idéia.
Apesar de eu gostar de ser otaku, não me agrada não ter nenhuma saída criativa nesse meio pra nada que não seja consumismo total.
O RPG me deixa criar coisas, compartilhá-las. O Anime me joga de um lado pro outro e todos parecem copiar descaradamente o estilo estrangeiro, sem acrescentar nada.
Daí, como eles de fora sempre serão os originais, aquela cena triste dos stands com "mangá nacional" sempre me deixa deprimido. Já se foi o tempo em que eram promissores esses pobres otakus...
Aqui temos os RPGs nacionais e fanzines fazendo alguma força pra serem levados a sério, e isso já foi um bom motivo pra que eu me animasse a procurar novidades nesse meio, após toda a crise, declínio e extinção do EIRPG.
Mesmo eu não gostando de quase nada deles, o esforço me agrada muito.