Ola a todos
Citando Lumine Miyavi
roleplay GAME[b] & [b]ROLEPLAY game
Ambos, não um só. Senão vira policia e ladrão. =D
Não foi isso o que eu quis dizer Lumine. Disse que regras e interpretação são coisas diferentes e não que são excludentes. Ambas possuem papéis bem definidos dentro de uma sessão de RPG e não necessariamente precisam se misturar.
Escrevi um artigo ja faz algum tempo onde detalho bem esse meu ponto de vista sobre o uso das regras. Se tiver interesse, segue o link:
http://reflexoesrpg.blogspot.com/2008/0 ... -alma.htmlO Planes e o Lofwyr tem falado bastante sobre o quanto as regras e o sistema influem sobre a interpretação e vocês tem razão em vários pontos, talvez eu tenha sido um pouco radical nas minhas afirmações.
Então vou abordar a discussão por outro ângulo para tentar expor minhas idéias.
Sempre que um mestre de RPG vai mestrar uma aventura, ele raramente se baseia apenas no cenário oficial que está usando ou no mundo que criou. Até porque isso seria impossível. Como mestres, somos influenciados por uma infinidade de referências, como livros (Senhor dos Anéis, Cônicas Saxônicas, Harry Potter), filmes (Ben-Hur, Coração Valente, o 13º guerreiro) assim como revistas especializadas, quadrinhos, entre outros. Sempre buscamos cada vez mais idéias para servir de inspiração e base para criarmos nossas histórias.
Como jogadores, também não nos contentamos apenas com as regras do livro básico: compramos suplementos, mesmo que de outras editoras e que não sejam regras oficiais, criamos regras caseiras (houserules), aproveitamos regras publicadas em revistas especializadas ou da internet, e por aí vai.
Então, porque na hora de interpretar um personagem devemos nos ater única e exclusivamente ao que os livros de regra trazem? Ja entendi que as regras auxiliam e ajudam a definir a interpretação, mas porque não buscar também em outras fontes? O que um livro de regras traz sobre interpretar é tão limitado e básico, porque não, como no caso de construir histórias e novas regras não se permitir consultar outras referências?
Um livro de regras faz o que ele tem que fazer: auxiliar mestres e jogadores a lidar com um cenário imaginário. Um livro assim, mesmo que seus autores se esforecem, não irá conseguir esgotar o tema da interpretação ou sequer arranhá-lo dentro de suas páginas.
Existem tantos autores que se dedicaram a falar sobre a personalidade, a entender o ser humano e suas peculiaridades, que fizeram render volumes gigantes e suficientes para lotar bibliotecas. Então, porque não lê-los ao invés de apenas se basear no que um pequeno livro de regras diz?
É isso que quero dizer quando digo para diferenciar regras e interpretação. Falaram, e com razão, sobre alguns pontos, sobre como em D20 ser quase impossível um guerreiro de nível elevado não sentir medo quando ameaçado pela faca dum campônes. Tudo bem. Mas interpretar pode ir tão além disso. Existe uma infinidade de pontos que podem ser explorados pelos jogadores e que independem das regras que são usadas.
Tenho escrito ha algum tempo artigos sobre as várias teorias da personalidade e como elas poderiam ser aplicadas em jogos de RPG. Para quem tiver mais curiosidade sobe o tema, segue o link:
http://reflexoesrpg.blogspot.com/2008/0 ... idade.html