Jamaica
Esse é um conto que postei no fórum antigo, um dos últimos meus por lá... Vou colocar aqui para movimentar um pouco as coisas... Foi de uma fase que eu estava fazendo umas experimentações de linguagem, tanto que esse conto é na verdade um roteiro de animação adaptado.
Quase todos os tipos de comentário são muito bem vindos! Só não quero comentários pseudo-moralistas, como "os jovens de hoje são drogados", ou "quem você pensa que é para dizer que os jovens são drogados?", ou tipo "nada a ver, as pessoas pensam que a jamaica só tem maconha", ou ainda "Bom marley e maconha, a Jamaica é mais que isso!". Esses foram comentários reais que eu recebi( não no fórum, pessoalmente), de pessoas que não entenderam o meu texto.
É, sou chato assim mesmo.
Mas dou um prêmio a quem relacionar a Jamaica a uma certa cidade.
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Uma menina de não mais que vinte anos, blusa azul do mickey, calças em estilo militar, cabelos escuros e longos sob uma boina. A rua desapercebida, a calçada de concreto nu, as roseiras de um vizinho, o poodle latindo desesperadamente para a estranha absorta.
Lua sonha em ir pra Jamaica
Três Bob Marleys ao som de Bob Marley, camisetas com a bandeira da jamaica, verde azul vermelho laranja rosa verde. A folha de maconha feliz, reggae, pequenos bracinhos folhosos agitados.
Lua nunca fumou maconha. Ela sempre quis fumar maconha mas tem medo de ficar viciada.
O cachorro de rua pela calçada sem direção e com destino certo.
O seu nome é Samantha. Mas ela nunca gostou desse nome. Começou a se chamar de Lua quando abriram uma comunidade hippie na cidade e era moda... Ela nunca foi lá.
A carteira escolar, uma aluna entediada, o vazio. A lousa grande com algumas coisas inteligíveis, o relógio na grande parede branca. Tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac. Tac tic tac tic.
Lua vai às aulas todos os dias, à noite. Entrou em Administração... Não sabe o que quer cursar.
O campo de golfe, um buraco de golfe, uma bola de golfe, um taco de golfe, uma mão de menina, uma tacada, a rolada, o erro. Uma bola de golfe, um taco de golfe, uma mão de menina, uma tacada, a rolada, o acerto.
Ela costumava jogar Golfe com o Pai. Mas ele trocou o Golfe pelo Tetris.
A grama de um campo de golfe, a areia do campo de golfe, o campo de golfe, o cercado do campo de golfe.
Lua continua vindo aqui para relaxar. Ela nunca passou do buraco sete... Nunca teve paciência...
O balanço, o parquinho, areia, crianças, gira-gira, escorregador trepa-trepa. Um jovem com violão, uma baladinha, duas moças com sorrisos, dois rapazes alegres. Um aceno.
Uma menina acenando sem graça, a recusa, um passo, outro passo. Um parquinho distante. Um passou, outro passo.
Luzes coloridas. Maconha gigante. Bob Marleys ao som de Bob Marley.
Deveriam inventar uma droga que não vicia... Lua é feliz na Jamaica.
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Quase todos os tipos de comentário são muito bem vindos! Só não quero comentários pseudo-moralistas, como "os jovens de hoje são drogados", ou "quem você pensa que é para dizer que os jovens são drogados?", ou tipo "nada a ver, as pessoas pensam que a jamaica só tem maconha", ou ainda "Bom marley e maconha, a Jamaica é mais que isso!". Esses foram comentários reais que eu recebi( não no fórum, pessoalmente), de pessoas que não entenderam o meu texto.
É, sou chato assim mesmo.
Mas dou um prêmio a quem relacionar a Jamaica a uma certa cidade.
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Jamaica
Rodrigo Sax van Kampen
Rodrigo Sax van Kampen
Uma menina de não mais que vinte anos, blusa azul do mickey, calças em estilo militar, cabelos escuros e longos sob uma boina. A rua desapercebida, a calçada de concreto nu, as roseiras de um vizinho, o poodle latindo desesperadamente para a estranha absorta.
Lua sonha em ir pra Jamaica
Três Bob Marleys ao som de Bob Marley, camisetas com a bandeira da jamaica, verde azul vermelho laranja rosa verde. A folha de maconha feliz, reggae, pequenos bracinhos folhosos agitados.
Lua nunca fumou maconha. Ela sempre quis fumar maconha mas tem medo de ficar viciada.
O cachorro de rua pela calçada sem direção e com destino certo.
O seu nome é Samantha. Mas ela nunca gostou desse nome. Começou a se chamar de Lua quando abriram uma comunidade hippie na cidade e era moda... Ela nunca foi lá.
A carteira escolar, uma aluna entediada, o vazio. A lousa grande com algumas coisas inteligíveis, o relógio na grande parede branca. Tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac. Tac tic tac tic.
Lua vai às aulas todos os dias, à noite. Entrou em Administração... Não sabe o que quer cursar.
O campo de golfe, um buraco de golfe, uma bola de golfe, um taco de golfe, uma mão de menina, uma tacada, a rolada, o erro. Uma bola de golfe, um taco de golfe, uma mão de menina, uma tacada, a rolada, o acerto.
Ela costumava jogar Golfe com o Pai. Mas ele trocou o Golfe pelo Tetris.
A grama de um campo de golfe, a areia do campo de golfe, o campo de golfe, o cercado do campo de golfe.
Lua continua vindo aqui para relaxar. Ela nunca passou do buraco sete... Nunca teve paciência...
O balanço, o parquinho, areia, crianças, gira-gira, escorregador trepa-trepa. Um jovem com violão, uma baladinha, duas moças com sorrisos, dois rapazes alegres. Um aceno.
Uma menina acenando sem graça, a recusa, um passo, outro passo. Um parquinho distante. Um passou, outro passo.
Luzes coloridas. Maconha gigante. Bob Marleys ao som de Bob Marley.
Deveriam inventar uma droga que não vicia... Lua é feliz na Jamaica.
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