Mas por que tanta conversa sobre uma coisa simples que é deixar-se atacar?
Não é tão difícil imaginar um personagem que QUEIRA ser atingido, aliás, se ninguém se tocou, isso é uma das funções do Defender (apanhar até dizer chega). É claro que ele preferiria não levar o dano na maioria dos casos, mas, se ele chama o combate para si, ele está querendo apanhar (tá na chuva é pra se molhar, como se diz). Outro exemplo clássico do próprio D&D é o bárbaro que baixa a guarda conscientemente para lançar mão de um golpe devastador. E ele está ciente que vai sair dali com algumas cicatrizes.
Mas o mais interessante é reparar que PVs não representam, necessariamente, ferimentos. Aliás, para mim, o que mede ferimentos mesmo são seus pulsos de cura, seus PVs seria uma medida de disposição física para se defender, o que significa que, quando chegam a zero, você simplesmente não tem "fôlego" para se defender com destreza e leva um golpe certeiro, ainda que esteja com a maior parte dos pulsos de cura (o que vai te colocar ferido tão gravemente que você não terá alternativa senão ficar prostrado no chão esperando socorro).
Então faz, para mim, todo o sentido decidir "ser atingido". Você não está abrindo os braços e dizendo "me mata", você só está "chamando o cara pro combate". E que seja para ativar um poder de reação (desde que seja no turno do inimigo), ninguém comete um, digamos, "ato heróico" desses se não for para fazer um heroísmo. Isso pode até ser interpretado por aqueles momentos de calor da batalha em que o herói ignora completamente os perigos de combate (recebendo o golpe, mas aparando-o apenas para não sofrer maiores ferimentos) para lançar mão de um golpe decisivo para o combate (no caso, o poder de reação) ou até um auto-sacrifício para proteger alguém (caso seja um poder defensivo), ou simplesmente ele só quer distrair (perceba que um Shun de Andrômeda da vida chama a atenção dos inimigos) enquanto os aliados "dão a volta" para uma vantagem específica.
Então, sob essa ótica de dano nos "pvs" não representam, necessariamente, ferimentos, mas desgaste físico, faz sentido conceder ao inimigo um sucesso automático (mas não crítico). A habilidade ou inabilidade do inimigo de atingir corretamente o golpe vai ser representada pela rolagem de dano (ele pode tirar 1 no dado, por exemplo).
Veja, seria como escolher voluntariamente falhar num teste. Defesas não são testes mas podem ser levadas como testes passivos. Se eu posso, voluntariamente, fechar os olhos e falhar (obviamente) em todos os testes passivos de percepção que envolva apenas a visão, por que eu não posso aceitar voluntariamente o desgaste fornecido por um golpe de um inimigo?

