Página 1 de 1

Simplificar não resolve nada

MensagemEnviado: 08 Jun 2010, 12:20
por Nibelung
Link pro artigo

Repostando no fórum só porque é mais fácil acompanhar as discussões por aqui que nos comentários.

Simplificar não resolve nada

MensagemEnviado: 08 Jun 2010, 16:17
por louc0
Cara, não gostei do artigo. Tu disseste algo que é controverso, que RPGs não são simples. Bem, podem ser tão simples quanto um freeform (coisa que eu pessoalmente abomino) passando por sistemas realmente simples e elegantes como o RISUS até chegar naqueles realmente complicados e cheios de minúcias, como um GURPS com uso pleno de suas regras opcionais. Mas vá lá, boa parte dos RPGs com maior base de usuários tem mesmo um grau de complexidade maior do que o de um jogo de tabuleiro. Mas o simples fato de que existem opções que requerem o máximo 2 páginas de leitura mostram que o problema não é o tamanho do livro.
A questão que tu abordou indiretamente é que muitos grupos QUEREM uma complexidade maior, que demanda um livro e um conjunto de regras maior, o que torna o sistema um pouco menos acessível ao novato menos diligente. Mas mesmo aqui, tu não deu uma idéia sobre como lidar com o problema. Só disse que tem dois extremos: O "te vira" ou o "traz tudo pronto pro novato". Tu falaste que há o meio termo, mas não mostrou, ou deu uma idéia de como facilitar a vida do mestre e do jogador.
Ou seja, faltou elaborar.
Pra mim o texto acabou não dizendo nada.

Simplificar não resolve nada

MensagemEnviado: 08 Jun 2010, 16:36
por Agnelo
Mesmo um freeform é mais complicado que a maior parte dos jogos de tabuleiro que conheço.

Não acho que as regras em si sejam a parte mais complicada do jogar RPGístico (sic). Se tu pegares alguém que nunca teve contato com o RPG antes e lhe apresentar um sistema simples e enxuto, como risus pra usar teu exemplo podes estar certo que o maior trabalho que o novato vai ter é o de aprender coisas que não são regras do título em si e sim características dos RPGs de forma geral.

Não ter vencedores, História colaborativa, um oponente que não se opõe. Só pra citar alguns exmeplos, são conceitos que em muitos casos são mais difíceis de enraizar do que as regras do jogo em si. E são questões que títulos com 5 páginas ou menos de regras não conseguem resolver pra facilitar a vida no novato.

Simplificar não resolve nada

MensagemEnviado: 08 Jun 2010, 17:22
por Madrüga
Não sei, ficou mais com cara de postagem de blog do que realmente um artigo. Muito curto e simplista. Dizer mais seria repetir muito o Rub e o Locke.

Simplificar não resolve nada

MensagemEnviado: 08 Jun 2010, 18:10
por Nibelung
A falta de conclusão foi proposital. A ideia era mais jogar um ponto de vista diferente no balaio "como popularizar o RPG" do que necessariamente oferecer outra solução. Eu queria mais colocar mais perguntas do que mais respostas.

Logo de cara, um dos pontos mais complicados é justamente esse conceito de ficha de personagem. Tirando quem está acostumado com MMOs, pra maioria das pessoas a criação de uma ficha é uma complexidade por si só. E ainda tem o problema do mestre ter que criar uma história e desenvolver em cima das regras.

Eu dei a sugestão de que mesmo simplificando você deve mostrar que o jogo não é simples. Tome de exemplo o próprio World of Warcraft, que ninguém mais joga "pra ver como é." Eles já supõe que o jogo exige um certo nível de dedicação e que conhecimento teórico. Quem não se sente dentro desse nicho já pula fora. A questão é: Isso é necessariamente ruim?

Simplificar não resolve nada

MensagemEnviado: 08 Jun 2010, 21:28
por Frost
Concordo em parte com o que já foi postado. Também concordo que o tamanho dos livros de RPG muitas vezes é um obstáculo para muitos jogadores. Para mim, não é porque um jogador não anima de ler um livro logo de cara que ele "não merece jogar". Eu mesmo tive um jogador que nunca leu um livro, mas com o tempo acabou pegando todas as regras não apenas superficialmente, mas entendendo realmente a mecânica. Isso não é a regra, entretanto.
Para mim, o melhor jeito de fazer um jogador conhecer o jogo é por meio de um processo. Ensine o básico, faça ele ler o que, a princípio, é interessante, vá deixando tudo mais complexo depois. Muitas vezes o jogador pode animar a pegar o livro e lê-lo completamente.