Nibelung escreveu:Diga isso pro pessoal que apareceu no D&D Game Day com os pdfs dos livros da 4E impressos e encadernados.
Isso é um que de ignorancia. Fabricar um livro com uso de fotocópias ou impressão não é barato. Um livro como o do jogador que tem mais de 300 páginas no barato sairia por 30 a 40 reais. Se a Devir publicasse livros em valores aceitaveis para o padrão de mercado provavelmente as pessoas comprariam.
Sabe porque ninguém reclama de comprar um PHB nos EUA? Por que o preço sugerido é US$ 34,95, sendo que em vários lugares você vai achar por 20 a 25 dolares (na amazon está por US$ 20,97). Isso é o preço de 3 lanches no McDonalds.
Aqui um livro destes sai por em média de 80 a 100 reais, quando não mais. Conhecendo o mercado nacional eles podem facilmente tentar baratear o custo de produção para fazer livros que possam ser vendidos na faixa dos 40 a 50 reais. Isso faria com que eles tivessem uma venda muito maior. Pois para muitos dos jogadores que gostam de "fabricar" seus livros isso já deixaria de ser um bom negócio.
A maior falha está na Devir e da maioria das editoras brasileiras neste quesito, o custo dos livros dela incentiva a pirataria e a compra de versões em inglês. Quer ver uma coisa, americanos consomem uma quantidade absurda de pocket books, aqueles com folha de jornal e capa mole e que são baratos. Por que as editoras brasileiras não usam esse padrão aqui para lançar alguns livros e diminuir o custo deles? Eu não me incomodo de ler pockets de forma alguma.
Por questão de cronologia? Os livros do Drizzt seguem uma cronologia regular, com vários upgrades. Tudo bem que a Dark Elf é um "trilogia do passado", mas cronologicamente ela se situa logo depois da trilogia Icewind Dale.
Seria igual você pedir pra Panini ter lançado Naruto já no número que está no japão porque "todo mundo já viu o anime antes e sabe a história".
Eu me assusto com ele colocando isso como se fosse uma vitória. Sinceramente acho que a Devir faz um trabalho porco em matéria de tradução de romances. Eles trabalham neste mercado a anos e quantos romances já traduziram? Meia dúzia? Ah, mas as pessoas não compram! Porra não compram pois eles lançam novamente em um formato caro. Praticamente todos os livros que eu tenho de romances de D&D são em formato de pocket. E mesmo os que são edições de trilogias completas são de capa mole com folha jornal. Por que não dá para fazer formatos assim para produzir livros mais baratos e lançar com mais frequência?
Novamente, falta o entendimento de que um pocket que é vendido lá fora por 5 a 10 dolares chegar aqui com preço de 30 a 40 reais é complicado.
Editoras grandes geralmente impoem regras sobre como você pode publicar sua tradução, a WotC e a WW fazem isso, por exemplo, e a SJGames vai fazer isso com a nove edição de GURPS.
Isso normalmente pode ser negociado, especialmente levando em conta os problemas regionais. E se mesmo assim eles não conseguirem eles sempre podem tentar achar meios de baratear a produção do livro aqui no Brasil. O que não dá é para eles chegarem com um preço de livro traduzido que é duas vezes ou mais maior que o valor do livro original. Ai é de se espantar que eles consigam vender 100 cópias, quanto mais 100 mil.