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Mentes Brilhantes

MensagemEnviado: 11 Dez 2007, 16:44
por Dragão de Bronze
Salve!

Estou aqui fazendo uma extensão do tópico sobre D&D. Lá a discussão era sobre como interpretar pessoas com altos valores de sabedoria, inteligência ou carisma. Aqui eu não quero uma discussão sobre regras, por isso um tópico novo. Meu objetivo é juntar algumas dicas para um trabalho que farei sobre a interpretação.

Enfim, criei o tópico para falarmos sobre personagens com mentes brilhantes, sejam grandes sábios, gênios ou o que mais forem. Como interpretá-los? Como vocês ou seus jogadores o fazem?

Gostaria que dessem dicas para a interpretação de personagens com uma mente muito acima de seus joadores, afinal, nem todos são como Isaac Newton, Hitler ou aquele elfo de 650 anos.

Obrigado.

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MensagemEnviado: 11 Dez 2007, 16:50
por Sr. Pichu
ouch
é por isso que eu curto interpretar guerreiros burros
como inteligência é algo que eu nunca tive, fica difícil fazer isso

Mentes Brilhantes

MensagemEnviado: 11 Dez 2007, 16:51
por Cebolituz
Eu acho que para um jovem mestre sem muito conhecimento ainda, talvez poderia-se usar aquele esquema do "NPC em terceira pessoa"!

"O grande sábio deu-lhe informações muito preciosas a respeito de como chegar até o fim do calabouço. Vocês se impressionaram com o quanto ele se mostra inteligente e saem em busca do calabouço..."

E depois passar a informação desejada de maneira simples! Sei lá se funciona, mas é um truque!

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MensagemEnviado: 11 Dez 2007, 16:57
por Cak
Eu como sou uma pessoa muito inteligente, fica fácil interpretar esses personagens. XD

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MensagemEnviado: 11 Dez 2007, 20:07
por Montliard
Infelizmente a maioria dos meus companheiros de mesa não interpreta a alta inteligencia do personagem, muitas vezes apenas dizendo "ah eu quero rolar um teste aí, como eu sou um gênio, pra conseguir uma solução pra esse problema que eu nunca ia resolver". Mesma coisa quando tem uma skill muito alta...fica aquela coisa mágica..."eu não sei como eu vou fazer, mas como meu NH é 25, vc pode me dar -15 e meu personagem vai pensar em alguma coisa".

Eu por minha vez evito atributos mentais muito desenvolvidos. E perícias acima de 20 tb.

Alto carisma...eu recomendo se espelhar naqueles vendedores de telemarketing, ou desses que abordam a pessoa na rua, que vendem coisas pra quem não quer comprar, ou pelo menos conseguem te manter por um bom tempo com o telefone na mão ou parado, pq vc fica constrangido de deixar falando sozinho.

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MensagemEnviado: 11 Dez 2007, 21:17
por cigano
Inteligencia tem pourra nenhuma haver com interpretação.

Se falar bonito ou complicado fosse sinonimo de inteligência a politica não tava como está.

Vi um filme com o Antony Hopkins (não lembro o nome procurem preguiçosos) que o cara era simplesmente um gênio, sabia um monte de coisas sobre todo tipo de assunto, e ele se perde com o amante da sua esposa num morro (o amante queria era matar ele e ficar com a fortuna do coroa). O cara era reservado, não se importava com uma penca de assuntos "normais", arrumava as soluções mais inventivas possiveis, era quase um altista. Bom, quem quiser veja o filme, mas o fato é, ser inteligente não muda sua personalidade! Vc pode ser um cara culto e elegante e ainda ser burro, pode ser um genio como Sherlock (que de brilhante so as deduções dele, do resto já vi personages, mais bem desenvolvidos), ou um jovem rebelde como em meia duzia de filmes holywoodanos.

A exemplo vivo vejam eu, sou lindo, brilhante, inteligente, sábio, forte, gostoso, e humilde! E minha personalidade ainda é bem simples!

[]s

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MensagemEnviado: 11 Dez 2007, 21:21
por Vinicius
Acho que eu vi esse filme umas 2 vezes, não é onde eles se perdem numa montanha nevada, e depois aparece um urso caçando eles?

Mentes Brilhantes

MensagemEnviado: 11 Dez 2007, 22:28
por cigano
Vinicius escreveu:Acho que eu vi esse filme umas 2 vezes, não é onde eles se perdem numa montanha nevada, e depois aparece um urso caçando eles?


Exato! Que o cara faz fogo com a neve!

[]s

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MensagemEnviado: 11 Dez 2007, 22:31
por Vinicius
Muito bom esse filme. Desde então aprendi que podemos fazer fogo de gelo. XD

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MensagemEnviado: 11 Dez 2007, 22:34
por cigano
Gostei mais ainda do final. Mas como é Spoiler e não lembro perfeitamente...

E pra não ficar mais off ainda, minha sugestão é fazer o char normalemte, e depois pensar em como o alto QI dele influencia em seu mundo. Ou simplemente copia mesmo de algum filme ou Quadrinho, livro sei lá.

[]s

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MensagemEnviado: 12 Dez 2007, 00:16
por Montliard
O personagem do anthony hopkins não era um gênio. Era alguém com muitas perícias. Apenas isso. Eu posso ter IQ 10 e por 100 pontos em pericias. É, só sei dar exemplo em gurps.

Tem a ver com a seguinte questão:

A - Personagem mago tem IQ 21 (gurps, é sobre humano)
B - Jogador não.
C - JOGADOR E MESTRE NAO FAZEM IDÉIA DO QUE UMA PESSOA COM IQ 21 PODE PENSAR.
D - Acaba-se fazendo um meta jogo, usando conhecimentos do jogador, conhecimentos anacrônicos, e justificando com "po meu personagem é um gênio, ele poderia pensar isso".

Um atributo mental excessivamente alto e um player de boa lábia ou insistente, ou acabam com a plot ou rendem discussoes com o mestre...que acabam acabando com a mesa, ou com a participação do jogador.

Mas claro, eu jogo gurps...em D&D sua inteligencia ou sabedoria só importam pra vc rolar o d20 e somar bônus, e pra dar magia extra. *alfineta e aguarda alguém falar sobre cavar buracos*

Mentes Brilhantes

MensagemEnviado: 12 Dez 2007, 00:38
por Irish Carbon
REGRAS PARA CAVAR BURACOS! LOL!

Enfim... XD

Depois que eu vi um menino de 10 anos jogar com um personagem com "Genialidade" (quem joga 3d&t sabe que terror é esse), eu proibí que alguém da minha mesa usasse qualquer coisa parecida.

No sistema que eu jogo atualmente (11 pontos iniciais para 6 atributos) eu só coloquei 4 de INT e não me atrevo a colocar mais até provar a mim mesmo ser mais inteligente do que sou agora.

PS:
Genialidade (1 ponto entre 12 iniciais) - Resumindo, o personagem pode ter mais magias iniciais, as perícias e especializações custam menos, sempre se dá melhor nos testes de Habilidade que envolvam inteligência, e é um gênio, não sofre redução de habilidade por mudança de tipo de arma (efeitos da vantagem Adaptador (2pt)) e todas as patacoadas. O próprio manual recomenda que só haja um na mesa com essa vantagem, por ser muito desigual. Ou seja, o cara admite a desigualdade, mas não faz nada para tentar amortizá-la. BELA, CASSARO!

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MensagemEnviado: 12 Dez 2007, 07:41
por Magyar
Aowa!

Interessante o tópico. Bom, uma coisa que fazem por aqui é assim:

O Jogador faz um teste de inteligência, dai de acordo com a margem que ele passa, o mestre da dicas úteis para resolver tal problema. Além de o mestre possibilitar que os companheiros ajudem nos pensamentos do jogador.

Evitar ao máximo dar a solução de presente. Isso,na minha opinião, tira o tempero do jogo.

Claro, caso aja uma falha no teste, agente acaba ficando p#$%. Fica aquele velho argumento do "Como que meu personagem de 18 de IQ não consegue fazer isso?!".

Creio que depende muito mais do mestre do que do jogador a parte de demonstrar a inteligência do personagem. Nem sempre uma pessoa vai saber o que o mestre planejou, por mais inteligente que seja :P . Acho que o fator imaginação é o que conta nessas horas.

Espero ter ajudado,
Inté!

Mentes Brilhantes

MensagemEnviado: 12 Dez 2007, 09:25
por cigano
Montliard escreveu:O personagem do anthony hopkins não era um gênio. Era alguém com muitas perícias. Apenas isso. Eu posso ter IQ 10 e por 100 pontos em pericias. É, só sei dar exemplo em gurps.


É quem mesmo que disse que genialidade ésó inteligencia?

Olha bicho, não estamos aqui discutindo o que é inteligencia, e a proposta do tópico é uma discussão longe de regras (o maximo que der). E na minha ignorancia aquele cara do filme é inteligente pacarai!

Volto a afirmar, inteligencia não moldam personalidades, elas se agregam. Monta o Personagem e depois tenta ver como a genialidade dele se encaixaria ali na sua vida.

Ex tosco da hora. Washington "Cabeça" Silva. <=> Traficante, nunca teve muito dinheiro, estudo, e chances no mercado. Entrou pra vida do crime e se afastou do convivo familiar que já era pequeno, uma mãe religiosa fanática e um pai desconhecido. Hoje ele tenta conseguir seu espaço no mundo do geito que aprendeu, a base de sangue, drogas e dinheiro. Intimamente ele é curioso e tem uma capacidade de raciocinio muito grande, alem de conseguir gravas facilmente as coisas.

A questão agora é COMO essa capacidade dele afeta a sua vida. É obvio que em regras ele vai receber certas vantagens (e ae foge do assunto do tópico), mas na prática, que devine quem e o que ele é (e gera ganchos pro mestre esperto), é onde vamos descobrir como interpretar corretamente esse cara ae!

[]s

Mentes Brilhantes

MensagemEnviado: 12 Dez 2007, 12:39
por Montliard
"É quem mesmo que disse que genialidade é só inteligencia?"

Acho que...todos os sistemas de rpg, que separam inteligência em um campo e coisas q vc sabe fazer em outro, e costumam dizer que gênio é quem tem muita inteligencia. Toda a Santíssima Trindade, (storyteller/ing, (A)D&D X.y ed., e GURPS) é assim.

Interpretar é agir como o personagem agiria. Mas isso não se limita a personalidade dele. Muitos jogadores, como eu já disse, ficam tentados a usar conhecimentos anacrônicos porque possuem personagens inteligentes demais. Como por exemplo, querer saber que coração é um músculo, ou entender de circulação sanguínea, artéria e veia... Querer fazer assepsia antes de cirurgia, querer usar táticas militares do século XVIII num mundo que imita o medieval em termos de guerra...essas coisas. Tudo com a velha desculpa do "eu poderia pensar nisso, sou gênio". Além de tentar "curto circuitar" tramas com um teste de um skill mental que eles compraram .

No caso do Carisma, é pior. Como alguém sem magnetismo pessoal vai interpretar alguem com muito? Vai acabar descambando pro "ah eu usei minha labia nele".
A solução de pedir pro jogador falar (o que pode ser bem ruim) e levar uma penalidade no teste pq nao soube criar um argumento...não funciona, afinal o jogador estaria certo de dizer "Po mestre! EU NAO SOU CARISMATICO, vc nao pode me pedir pra ser e me penalizar por não ser"?

A sabedoria eu acho um atributo muito controverso, vou tocar nele.

Eu proíbo IQ acima de 15 quando mestro gurps. Gera sempre aquela discussão de "será q um cara com essa inteligencia poderia pensar isso?"

Inteligência Alta = Alibi pra metagame.
Carisma Alto = Ou abre margem pra algo q será encarado como "Exploit" do sistema, ou o jogador nunca conseguirá usar suas habilidades de carisma como a efetividade que deveria (pq sempre tera uma penalidade por muito provavelmente nao ter o mesmo carisma de seu personagem na hora de interpretar um teste de influência)