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Idéia para Cenário [um pouco bizarra, sem querer plagiar o G

MensagemEnviado: 03 Dez 2007, 21:31
por Lanzi
Ultimamente, durante os meus estudos e observações sobre a sociedade industrializada, capitalista e atual, somada a uns escritos de ficção científica, tive uma idéia sádica, bizarra e tragicômica de um cenário alternativo meio atual, meio futurista. Não é o planeta Terra, mas é um pouco parecida. Vocês podem adorar o cenário, mas não vou escrever sobre ele agora, porque não tenho tempo [o cenário oriental que o diga]. Então vejamos.

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Características principais:

O planeta se divide em duas áreas: os consumistas[leste] e os produtores[oeste]. A parte produtora é um continente abarrotado de indústrias e lixo. É também o continente mais populoso e recheado de montanhas gigantescas de lixo (uma das idéias é que os lixos sejam povoados por um número muito grande de monstros). O povo, como nós sabemos, é alineado, e educado desde o berçário para o operariado. Essa área do planeta é governada pelos grandes proprietários das indústrias, que moram na área leste, consumista. A área consumista é menos populosa e mais limpa. Todo o lixo é depositado no outrora oceano que separava os dois continentes; agora um enorme amontoado de lixo invadindo de maneira imponente a área produtora. Por lixo, entende-se tudo aquilo descartável, alguns itens de GRANDE preciosidade, uma vez que o valor verdadeiro está no consumo, e não o valor da mercadoria em si. E como o consumismo avançou drasticamente, os consumistas trocam de mercadoria quase diariamente.

Consumistas: a sociedade, apesar de limpa, não deixa de esconder suas falcatruas. É uma verdadeira competição underground pela propriedade das fábricas e dispustas políticas e corrupção. Seria a área mais roleplay do cenário, mas não limitando-se, senão tornaria-se muito óbvia e irreal. Mas por ser mais controlada criminalmente e mais pacífica legalmente, tende-se a haver menos combate. Uma característica presente em TODO o cenário é o céu enegrecido pela poluição e o calor abissal e baixa umidade do ar. Na área consumista pelo menos, os ricos fecham-se em condomínios com acesso livre a água potável e ar condicionado. Essa área é dividida em países, com educação voltada à sede pelo poder.

Produtores: desde o subterrâneo até a superfície, é uma terra TOTALMENTE industrializada. Sem qualquer espaço para a natureza - muito pequena nesse mundo. O lixo é amontoado nas ruas monstros que vivem no lixo atacam constantemente a sociedade, que carece de segurança. A segurança, na maioria das vezes é feita com as próprias mãos. Há enorme presença de gangues sem qualquer pretensão política, apenas econômica, uma vez que os salários são iguais para todos os operários, sem exceção. As habitações são enormes blocos cinzas envelhecidos chamados colméias, diretamente ligadas às fábricas. E o trabalho é quase servil, pois a remuneração é simbólica, já que não há muito o que se comprar nessa região. O dinheiro serve para alimentar a pretensão de subir na hierarquia da propriedade industrial, ou migrar para o leste atravessando a muralha de lixo, pois os aviões não partem daqui. Tudo o que o povo precisa - alimentação, água - é racionado pelas fábricas, durante o horário de serviço. Aquilo que pode ser considerado superficial o povo adquire através do lixo que circunda a região. Sobre o gerenciamento da produção nas fábricas, pensei em robôs opressores. Esse tipo de gerência faria gerar grande tensão - quando os operários não fossem aliados dos robôs - estourando rebeliões em vários pontos do continente, minuto a minuto, e sendo neutralizadas logo em seguida.

O lixo: pode ser considerada praticamente uma área estéril do planeta. Poucos possuem culhões para morar lá, e geralmente são nômades ou gangues fugitivas. As prisões de ambos os lados do planeta ficam nessa região, cercadas pelo lixo. Há uma forte presença de animais - que se adaptaram ao lixo - e monstros perigosos. Há uma grande quantidade de itens valiosos nas proximidades do Leste, pois o lixo que chega ao oeste já está velho. Há diversas sociedades alternativas vivendo aqui, mas muito pequenas e esparçadas.

Religião: praticamente um conceito abandonado. Só há duas crenças que ainda vivem, que surgiram há pouco tempo. No entanto, há as ruínas de outras antigas religiões no continente oeste, todas elas foram destruídas no continente leste. Ainda pretendo pensar sobre como funcionariam essas duas religiões, mas ambas são reflexos do contexto em que cada continente vive.

Gárgulas: pensei em apenas um monstro ainda, que seriam os gárgulas. Eles habitariam os resquícios das religiões do continente oeste. Catedrais abandonadas e semelhantes. Seriam enormes morcegos, mas inteligentes e humanóides, por isso o nome. E poderiam ser raças jogáveis.

Mágica sutil: não pensei em sistema de magia nenhum, pois não sei nem se vai haver magia nesse planeta. Mas há uma mágica sutil e energias presentes no cenário. Não há conceito maniqueístas de bem e mal como n'O Senhor dos Anéis, mas aquilo que é negativo parece sempre prevalecer, deixando uma idéia de impunidade natural. A corrupção, intriga, e aqueles que menos merecem seriam os mais poderosos do cenário e que mais levariam vantagem nas situações. Mas isso naõ acontece nunca de maneira direta. Por isso seria um desafio maior ser "bonzinho" nesse planeta. Sem contar na atmosfera essencialmente sombria devido a poluição, suja moralmente ou fisicamente, dependendo da região, e abandonada, dando a impressão de que tudo isso já existia antes do planeta ser habitado, apesar de haver uma história de 20 mil anos.

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Eaí, vocês jogariam num cenário desses? Lembrem-se que isso é só um esboço bem vago de alguns conceitos gerais.

[antes que digam qualquer coisa: não sou comunista]

Idéia para Cenário [um pouco bizarra, sem querer plagiar o G

MensagemEnviado: 04 Dez 2007, 09:04
por Ennock_DarkSoul
Ora, eu gostei do cenário, e sim, eu jogaria.

Tem um punhado de "A Máquina do Tempo" aí, não é?
De forma menos Darwinista...

Idéia para Cenário [um pouco bizarra, sem querer plagiar o G

MensagemEnviado: 04 Dez 2007, 09:11
por FreeSample
A grande questão: e a matéria prima?

Idéia para Cenário [um pouco bizarra, sem querer plagiar o G

MensagemEnviado: 04 Dez 2007, 11:11
por Lanzi
Hoje pensei em uma característica a mais, enquanto estava no cursinho. Os personagens, assim como os NPC's teriam de adotar doenças, mentais e físicas. E para explicar como os monstros do lixo não invadem as fábricas; elas são protegidas pelos robôs.

Free

Matéria prima do que? Das fábricas? Bom, não tinha pensado nisso. Mas pensei nas fábricas como fábricas de TUDO, desde objetos até opiniões, música entre outras coisas meio surreais. Num estágio avançado de industrialização, num cenário irreal, as fábricas não poderiam produzir as próprias matérias primas através de laboratório? Se tivessem tecnologia suficiente?


Ennock

Se tem, não sei, porque da Máquina do Tempo só vi o último filme, com o Guy Pearce.

Idéia para Cenário [um pouco bizarra, sem querer plagiar o G

MensagemEnviado: 04 Dez 2007, 12:17
por Anonimous000
Exceto pelo divisão Leste/Oeste, a magia sutil e os monstros, você praticamente recriou parte do cenário de GUNNM (Alita Battle Angel). Sugiro que pesquise um pouco esse mangá (o OVA descreve muito pouco o cenário por se focar apenas os dois primeiros volumes do mangá com muitas alterações), para ver como foi feita a solução da questão de matérias primas e como as coisas são na região produtora abarrotada de lixo dos comsumidores. O Mangá mostra muito pouco da cidade perfeita, mas há algum material útil. E existe uma continuação, Last Order, mas ainda não li esta.

Idéia para Cenário [um pouco bizarra, sem querer plagiar o G

MensagemEnviado: 04 Dez 2007, 12:49
por Lanzi
Conheço o Alita Battle Angel sim, e não pensei que fosse tão parecido. Eu conheço, mas nunca li o mangá, e pensei que era um deserto cercando uma cidade que era o depósito de lixo que vivia em baixo de uma sociedade perfeita.

Mas está TÃO parecido assim? Pelo que eu li era bem diferentinho.

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MensagemEnviado: 04 Dez 2007, 13:40
por Cak
Acho que o psionismo como mutação genética iria ficar perfeito nesse cenário. Creio também que poderia haver aberrações naturais, como algum tipo de buraco sem fundo, mar ácido ou etc.

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MensagemEnviado: 04 Dez 2007, 13:41
por Anonimous000
O cenário de GUNNM tem diversas outras coisas, mas a essência da relação Zalen/Scrap Yard é exatamente a mesma do seu cenário. Scrap Yard vive com o lixo de Zalem, sendo que nesse lixo existem coisas ainda muito úteis, e existe apenas com a função de fornecer bens manufaturados para Zalen. As pessoas de Scrap Yard trabalham todas para a Fábrica, que é controlada pelos Cilindros (robos), a lei é mantida por caçadores de recompensas, que são estabelecidas pelas Fábricas. Todas as leis visam proteger Zalen e a Fábrica, por isso leis como a proibição do uso de armas de fogo em Scrap Yard, embora os robôs da Fábrica as usem quando necessário, e a total proibição de qualquer coisa capaz de voar. Ao ponto que os robôs da Fábrica chegam a atirar em meros passáros.

Em suma, a idéia central, pessoas vivendo do lixo de uma elite apenas para produzir os luxos da mesma elite, é a mesma.

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MensagemEnviado: 04 Dez 2007, 14:19
por Lanzi
Cak escreveu:Acho que o psionismo como mutação genética iria ficar perfeito nesse cenário. Creio também que poderia haver aberrações naturais, como algum tipo de buraco sem fundo, mar ácido ou etc.


Não gosto do psionismo. E as mutações sobre as que falei seriam sempre negativas, hehe, e as doenças mentais também. A outra ideia achei genial.

O cenário de GUNNM tem diversas outras coisas, mas a essência da relação Zalen/Scrap Yard é exatamente a mesma do seu cenário. Scrap Yard vive com o lixo de Zalem, sendo que nesse lixo existem coisas ainda muito úteis, e existe apenas com a função de fornecer bens manufaturados para Zalen. As pessoas de Scrap Yard trabalham todas para a Fábrica, que é controlada pelos Cilindros (robos), a lei é mantida por caçadores de recompensas, que são estabelecidas pelas Fábricas. Todas as leis visam proteger Zalen e a Fábrica, por isso leis como a proibição do uso de armas de fogo em Scrap Yard, embora os robôs da Fábrica as usem quando necessário, e a total proibição de qualquer coisa capaz de voar. Ao ponto que os robôs da Fábrica chegam a atirar em meros passáros.

Em suma, a idéia central, pessoas vivendo do lixo de uma elite apenas para produzir os luxos da mesma elite, é a mesma.


Acho que essa notícia é um pouco mais desanimadora.

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MensagemEnviado: 04 Dez 2007, 14:59
por Anonimous000
Lanzi, não desanime.

Atualmente criar um cenário 100% original é algo praticamente impossível, a menos que você tenha alguma inspiração realmente nova.

Procure criar um diferencial extra, e absorva outras fontes. Se a premissa básica do cenário ficou muito parecido com algo já existente, apenas tente uma visão diferente.

GUNNM tem alguns mutantes, mas eles não passam de um detalhe do cenário que nunca foi explorado, por isso se você criar um foco nessas mutanções e doenças pode conseguir alguma inovação.

Ou crie algo diferente, mas ainda aproveitando o mesmo cenário. Talvez algumas pessoas da elite estejam dispostas a mudar o mundo, fazer algo mais justo. Um movimento de resistência iniciado na parte industrial seria muito cliche (e também existem em GUNNM), mas um movimento por parte de elite para corrigir as injustiças seria algo diferente (embora eu duvide que seja algo completamente novo).

Ou talvez as elites comecem a usar seus "escravos" como cobaias de alguns experimentos realmente bizarros, e isso poderia causar algum grande desastre.

Outra opção é focar boa parte do cenário em torno das duas religiões. Ou até mais delas. Eu não vejo por que não ter outras, na verdade, penso em quatro diferentes. Duas em cada sociedade, uma a favor de manter as coisas como são, e uma contra.

Desanimar porque seu cenário não parece mais original não leva a lugar nenhum, com tantas obras que existem hoje, é praticamente impossível não encontrar paralelos entre uma nova criação e algo já estabelecido.

Outro ponto interessante e pegar em seu cenário para: em GUNNM as coisas ficaram como estão após uma guerra, o cenário, embora não foque nisso, tem um quê de pós apocalipse. O seu, pelo que entendi, ficou assim "naturalmente". Se for desenvolver ele algum dia, pense em como ficou assim, quais decisões e eventos levaram a essa divisão clara e absurda. Quando trabalhar essa história muitas idéias irão aparecer.

E, para terminar, mais uma idéia: os monstros. Faça deles algo importante, algo além de meras fontes de XP para os personagens. De onde vieram? Como se adaptaram ao mundo atual? Se são um problema, por que nunca foram exterminados?

Só porque a idéia central é a mesma, não quer dizer que tem que ser igual. A idéia foi só uma semente, o que vai nascer dela depende de quem a cultiva.

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MensagemEnviado: 04 Dez 2007, 17:28
por Seth
Rapaz, ficou parecendo uma enorme URSS: De um lado a brilahte moscou, do outro o Afeganistão praticamente destruído. Também ficou parecendo uma enorme colméia de cupins, formigas, etc, etc.

Entrando inclusive nessa questão, como é possível sustentar a dinâmica se os trabalhadores sabem - eu deduzo, posso estar errado - o que se passa do outro lado? E, depois, de que forma os do lado leste extraem o máximo dos que estão no oeste? Isso é, em termos de políticas, etc.

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MensagemEnviado: 05 Dez 2007, 10:16
por AKImeru
Eu adorei o conceito do cenario, mas odiei o tom do politico dele.

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MensagemEnviado: 05 Dez 2007, 13:33
por Thingol GreyCloak Singollo
Isso me lembrou pacas o clipe da músicas "Do the Evolution" do Pearl Jam.

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MensagemEnviado: 05 Dez 2007, 16:14
por Montliard
Em nome da plausibilidade: Se existem robôs soldados (portanto robótica desenvolvida) será q existe a necessidade de uma massa proletária a lá século XIX? Digo, uma massa proletária feita de carne, sangue e ossos.

E se fosse possível criar matéria prima (edição atômica e/ou conversão total), nao haveria lixo nesse mundo.

Mas vc pode colocar que eles mineram um cinturão de asteroides q fica próximo, por exemplo.

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MensagemEnviado: 05 Dez 2007, 17:55
por Lanzi
Ainda bem que você notou essas contradições. Vou pensar a respeito delas.